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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Zé Rodrix


Zé Rodrix (José Rodrigues Trindade), compositor, instrumentista e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 25/11/1947, e faleceu em São Paulo, em 22/5/2009. Iniciou-se em música com o pai, mestre-de-banda em Rio de Contas BA. De 1953 a 1963 estudou teoria, solfejo e acordeom no Conservatório Musical do Rio de Janeiro e harmonia e contraponto na E.N.M.U.B. Toca piano, órgão, acordeom, flauta, sax-alto, trompete e ocarina.

Descoberto e incentivado por Aloysio de Oliveira, em junho de 1966 organizou com Ricardo Sá, David Tygel e Maurício Mendonça, o quarteto vocal Momento-4, tornando-se, então, profissional. Nesse mesmo ano, escreveu a primeira composição, o maxixe Glória, gravado em setembro de 1966 em compacto duplo da Philips, pelo Momento-4.

Com o conjunto, apresentou-se no III FMPB, da TV Record, de São Paulo SP, em 1967, acompanhando Edu Lobo, Marília Medalha e Quarteto Novo em Ponteio (Edu Lobo e Capinam). Em outubro de 1968, após a gravação de um LP para a Philips, o grupo se desfez.

De dezembro de 1969 a julho de 1971, integrou o conjunto Som Imaginário, com o qual, além de shows e gravações individuais, acompanhou Gal Costa, no show Deixa sangrar (1971), e Milton Nascimento, em shows e no LP Milton (Odeon).

Em 1971 obteve sucesso com seu rock-rural Casa no campo (com Tavito), classificado em primeiro lugar no Festival de Juiz de Fora MG e gravado por Elis Regina. Em dezembro desse ano, passou a integrar o trio Sá, Rodrix e Guarabira, com o qual gravou, na Odeon, os LPs Passado, presente, futuro e Terra, cujo maior sucesso foi Hoje ainda é dia de rock, de sua autoria.

Em fins de 1973, desligou-se do trio e gravou LP solo, Primeiro acto (Odeon), lançando, no ano seguinte, outro LP, Quem sabe, sabe; quem não sabe, não precisa saber, acompanhado por seu novo conjunto Agência de Mágicos. Ainda em 1973, obteve sucesso com O espigão e Corrida do ouro, temas de novelas da TV Globo.

Em 1974 apresentou-se em show no Teatro Bandeirantes, de São Paulo. Em 1982 tornou-se membro do grupo satírico-musical Joelho de Porco. Produziu vários jingles, à frente do estúdio de gravações e produções A Voz do Brasil, em sociedade com Tico Terpins.

Em 1994 voltou a reunir-se com Sá e Guarabira, participando de um LP da dupla, gravado na Eldorado. Também realizou trabalhos para cinema e teatro.

Obras

Casa no campo (c/Tavito), 1971; Corrida do ouro, 1973; O espigão, 1973; Hoje ainda é dia de rock, 1972.

CD

Primeiro acto, 1997, Savalla EMP 001.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Ed., 1977. 3p.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Casa no campo

Incluída no excelente elepê que Elis Regina lançou em 1972 — aquele da capa com a cantora posando numa cadeira de vime e cujo repertório ostentava ainda músicas como “Águas de Março”, “Mucuripe” e “Nada Será como Antes” —, “Casa no Campo” acabou se tornando uma espécie de manifesto de intenções de boa parte da juventude da época:

“Eu quero uma casa no campo! (...) / onde eu possa ficar do tamanho da paz / (...) / eu quero carneiros e cabras pastando / (...) / meu filho de cuca legal / (...) / eu quero uma casa no campo / (...) / onde eu possa plantar meus amigos / meus discos e livros / e nada mais...”

O sucesso desta canção surpreendeu até mesmo o seu letrista, Zé Rodrix, que relembra: “Na época, integrando o grupo Som Imaginário, eu viajava de ônibus para Goiânia, numa turnê com Gal Costa, quando avistei pela janela uma plácida paisagem de macelas-do-campo, contrastando com o difícil momento profissional que eu vivia...”

Então, inspirado pela paisagem, ele escreveu, ainda na estrada, a letra de “Casa no Campo” que musicada pelo guitarrista mineiro Tavito concorreu no VI FIC, em 71, que tinha seu júri presidido por Elis Regina. Ao ouvir a composição, a cantora resolveu gravá-la, dando-lhe uma suave interpretação em consonância com o desejo de vida alternativa exposto nos versos, lançando-a num compacto juntamente com outra música — “Nada Será como Antes” — que complementava aqueles ideais. Quando chegou a hora de gravar o elepê (o primeiro que fez com arranjos de César Camargo Mariano), Elis já tinha duas canções para puxar a vendagem .

Posteriormente, “Casa no Campo” internacionalizou-se, em gravações da orquestra de Paul Mauriat e de Orneila Vanoni, cantando em Italiano Há também uma gravação importante de Tavito e coro à cappela, realizada 1979. Já Zé Rodrix, que com Sá e Guarabira é considerado responsável pela criação do chamado rock rural, confessou em entrevista à Folha de S. Paulo que “nunca acreditou muito nesse papo de campo”, considerando-se um sujeito cem por cento urbano (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Casa no Campo (1972) - Zé Rodrix e Tavito - Intérprete:Elis Regina

LP Elis / Título da música: Casa no Campo / Zé Rodrix (Compositor) / Tavito (Compositor) / Elis Regina (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1972 / Nº Álbum: 6349 032 / Lado B / Faixa 5 / Gênero musical: Canção / MPB.

Tom: A

Intro: Bb F Eb Bb F Eb C

C
Eu quero uma casa no campo
C7+                    G/A         A7
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
Bb7+                 Cm7   Dm7
E tenha somente a certeza
Eb7+          Ab7+          C   Bb/C
Dos amigos do peito e nada mais
C
Eu quero uma casa no campo
C7+                    G/A       A7
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
Bb7+                Cm7    Dm7
E tenha somente a certeza
Eb7+     Ab7+          F
Dos limites do corpo e nada mais
Dm                            G/A      A7
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Dm           Fm/Ab       G7
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
C               C7
Eu quero a esperança de óculos
F             F#o
E um filho de cuca legal
C          Am                   Bb
Eu quero plantar e colher com a mão
F/A        F/G  G7
A pimenta e o sal
C
Eu quero uma casa no campo
C7+                     G/A     A7
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Dm        Em                  D/F#
Onde eu possa plantar meus amigos
F/G             G7
Meus discos e livros
C   (F C D G F C)
E nada mais

sábado, 3 de junho de 2006

Hoje ainda é dia de rock


Hoje Ainda É Dia de Rock (1972) - Zé Rodrix - Intérpretes: Sá e Guarabyra e Zé Rodrix

LP Passado, Presente & Futuro / Título da música: Hoje Ainda É Dia de Rock / Zé Rodrix (Compositor) / Sá e Guarabyra (Intérprete) / Zé Rodrix (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1972 / Nº Álbum: MOFB 3710 / Lado A / Faixa 6 / Gênero musical: Rock.


Riff
e|-----------|-----------|-----------|-----------|
B|-----------|-----------|-----------|-----------|
G|-----------|-----------|-----------|-----------|
D|-----------|-----------|-----------|-----------|
A|-----------|-0-3/5-5-5-|-----------|-3-5/7-7-7-|
E|-0-3/5-5-5-|-----------|-0-3/5-5-5-|-----------|

Riff-2
e|-----------|-----------|-----------|-----------|
B|-----------|-----------|-----------|-----------|
G|-----------|-----------|-----------|-----------|
D|-----------|-----------|-----------|-----------|
A|-----------|-0-3/5-5-5-|-----0-3/5-|-----------|
E|-0-3/5-5-5-|-----------|-0-3/5-----|-0-3--5----|

Riff-2*(igual a riff-2 apenas trocar a ultima parte por:
    e|-----------|
    B|-----------|
    G|-----------|
    D|-----------|
    A|-----------|
    E|-0-3/5-5-5-|  

Intro - Riff - Riff-2

Riff
Eu tô doidin por uma viola
Mãe e pai, de doze cordas e quatro cristais

Riff-2*
Pra eu poder tocar lá na cidade
Mãe e pai, esse meu blues de Minas Gerais

Riff
Eu tô doidin por um pianin
Mãe e pai, de caixa Leslie e amplificador

Riff-2*
Pra eu poder tocar lá na cidade
Mãe e pai, um rockizinho para o meu amor

Intro.

Riff
Eu tô doidin por uma viola
Mãe e pai, de doze cordas e quatro cristais

Riff-2*
Pra eu poder tocar lá na cidade
Mãe e pai, esse meu blues de Minas Gerais

Riff
Eu tô doidin por um pianin
Mãe e pai, de caixa Leslie e amplificador

Riff-2*
Pra eu poder tocar lá na cidade
Mãe e pai, um rockizinho para o meu amor

           E                     C
Depois formar a minha eletrobanda
            A                    E
Que vai deixar as outras no roncó

Riff-2*
Eu descobri e acho que foi a tempo
Mãe e pai, que hoje ainda é dia de rock

             E              C
Que hoje ainda é dia de rock
             A              E
Que hoje ainda é dia de rock

Riff-2*
Eu descobri olhando o milho verde
Mãe e pai que hoje ainda é dia de rock

(Solo de Violoncelo)

             E              C
Porque hoje ainda é dia de rock
             A              E
Porque hoje ainda é dia de rock

Riff-2*
Eu descobri olhando o milho verde
Mãe e pai que hoje ainda é dia de rock

Intro.