domingo, 30 de julho de 2006

Agalopado

Alceu Valença
Alceu Valença
Tom: A
  
(intro) E D A E

E                                 A
Quando eu canto, seu coração se abala
                               E
Pois eu sou porta-voz da incoerência
E                            A
Desprezando seu gesto de clemência
                                  E
Sei que o meu pensamento lhe atrapalha


E                           A
Cego o sol seu cavalo de batalha
                            E  
Faço a lua brilhar no meio-dia
E                                 A
Tempestade eu transformo em calmaria
                          G
Dou um beijo no fio da navalha
        D                   A
Pra dançar e cair nas suas malhas
                  B           E
Gargalhando e sorrindo de agonia


E                            A
Se acaso eu chorar não se espante
                                   E    
O meu riso e o meu choro não têm planos
E                              A
Eu canto a dor, o amor, o desengano
                             E    
E a tristeza infinita dos amantes
E                          A
Dom Quixote liberto de Cervantes
                             E   
Descobri que os moinhos são reais


E                          A
Entre feras, corujas e chacais
                         G
Viro pedra no meio do caminho
       D                 A
Viro rosa, vereda de espinhos
                 B          E
Incendeio esses tempos glaciais
Postar um comentário