quarta-feira, 23 de agosto de 2006

U poeta do sertão

Catulo da Paixão
Outra versão de Caboca di Caxangá - a toada “U poeta du Sertão” - foi gravada em 1927 por Patrício Teixeira e novamente em 1936 por Paraguassu. Ela foi dedicada à memória do companheiro nordestino (Catulo veio do Maranhão) e homem de teatro Arthur Azevedo, que morreu em 1907. A gravação de Paulo Tapajós de 1957 foi relançada no CD da Revivendo "Catulo da Paixão Cearense nas vozes de Paulo Tapajós e Vicente Celestino".

U poeta du sertão - Catulo da Paixão Cearense - Interpretação de Paulo Tapajós de 1957 -

Si chora o pinho
Im desafio gemedô
Não hai poeta cumo os fio
Du sertão sem sê doutô
Us óio quente
Da caboca faz a gente
Sê poeta di repente
Que a puisia vem do amor

Não há poeta, não há
Cumo os fio do Ceará!

Dotô fromado, home aletrado
Lá da Côrte
Se quisé mexê comigo
Muito intoncê tem qui vê
Us livro da intiligença
I dá sabença
Mas porém u mato virge
Tem puisia como quê!

Poeta eu sô sem sê dotô
Sou sertanejo
Eu sô fio lá dus brejo
Du sertão do Aracati
As minha trova
Nasce d’arma sem trabaio
Cumo nasce na coresma
Nu seu gaio a frô de Abri



Fonte: As Crônicas Bovinas, parte 17
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