terça-feira, 30 de maio de 2006

Canto para minha morte


Canto Para Minha Morte (1976) - Raul Seixas e Paulo Coelho - Intérprete: Raul Seixas

LP Há 10 Mil Anos Atrás / Título da música: Canto Para Minha Morte / Raul Seixas (Compositor) / Paulo Coelho (Compositor) / Raul Seixas (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1976 / Nº Álbum: 6349 300 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Tango.


Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará ouvir o som dos meus passos
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos 
E que nunca mais eu vou abrir
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa 
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela ultima vez
A morte, surda, caminha ao meu lado 
E eu nao sei em que esquina ela vai me beijar

                       Bb7+
Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
                                 B7+
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque
Na musica que eu deixei para compor amanha?
                                C7+
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher,
a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Db7+                           D7+
Embora eu ainda nao a conheca?

              G               G7+
Vou te encontrar vestida de cetim, 
                        F    E7            Am    E7
    pois em qualquer lugar esperas só por mim
          Am                      Am7
E no teu beijo provar o gosto estranho 
           D7           F                          Ab    G
   que eu quero e nao desejo, mas tenho que encontrar
Dm                                   
Vem, mas demore a chegar

Eu te detesto e amo morte, morte, morte 
        A7                      Dm
Que talvez seja o segredo desta vida
Bb7+                        A7           C#o        Dm
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida
Bb7+
Qual será a forma da minha morte? 
Uma das tantas coisas que eu nao escolhi na vida?
        B7+
Existem tantas... um acidente de carro. 
O coracao que se recusa a bater no proximo minuto
                         C7+
A anestesia mal aplicada.   
A vida mal vivida, a ferida malcurada, a dor já envelhecida
                     Db7+                                  D7+
O cancer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe
Um escorregao idiota, num dia de sol, a cabeca no meio-fio...

(Am7 D7 Bm7 E7 Am7 D7 Bm5-/7 E7 C7+ F7 G7+ E7 Am7 D7 F D7)
Oh morte, tu que es tão forte, que matas o gato, 
    o rato e o homem
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem 
como eu porque eu continuarei neste homem
Nos meus filhos, na palavra rude 
que eu disse para alguem que nao gostava
E até no uisque que eu nao terminei de beber aquela noite...

              G               G7+
Vou te encontrar vestida de cetim, 
                           F      E7          Am    E7
       pois em qualquer lugar esperas só por mim
          Am                      Am7          D7           F  
E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e nao desejo, 
                        Ab        G
    mas tenho que encontrar
Dm                    G7                      Bb7+
Vem, mas demore a chegar. Eu te detesto e amo morte, morte, morte 
        A7                      Dm
Que talvez seja o segredo desta vida
Bb7+                        A7           C#o        Dm
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida
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