Mostrando postagens com marcador mario zan. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mario zan. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Segue teu caminho

Mário Zan
Segue teu caminho (tango, 1948) - Mário Zan e Arlindo Pinto

Disco 78 rpm / Título da música: Segue teu caminho / Autoria: Pinto, Arlindo (Compositor) / Zan, Mário, 1920-2006 (Compositor) / Solon Sales (Intérprete) / Zan, Mário, 1920-2006 (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 02/01/1948 / Nº Álbum 16898 / Lado A / Lançamento: Maio/1948 - Junho/1948 / Gênero musical: Tango brejeiro


Hoje é meu dia e amanhã será o teu
Eu sei que um dia sofrerás mais do que eu
Embora digas que o passado não importa
Eu sei que um dia voltarás a minha porta

Mas se algum dia estiveres sem guarida
Se precisares de um prato de comida
Podes chegar que estarei ao seu dispor
Embora saibas muito bem
Que está morto o nosso amor

Vai, por esse mundo afora
Vai ver aonde é que mora a infelicidade
Para depois, voltar arrependida
Humilde e despida
De toda essa vaidade

Vai e segue o teu caminho
Que eu fico aqui sozinho
Aguardo o teu regresso
Porque quem age assim dessa maneira
Fazendo tanta asneira
Não pode ter progresso.

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Mário Zan

Mário Zan (Mário João Zandomenighi), compositor e instrumentista, nasceu em Roncade (Veneto), Itália, em 9/10/1920. Tinha quatro anos de idade quando sua família veio para o Brasil, fixando-se em Santa Adélia/SP. Fascinado pela música apresentada nos bailes sertanejos desde criança, estudou acordeom com Ângelo Reale e teoria musical com o maestro Tripicchioni.

Em 1939 começou a apresentar-se nas rádios Bandeirantes, Cultura, Record e Tupi, de São Paulo/SP, como acordeonista, mas só se destacou quando Piraci, da dupla Palmeira e Piraci, o aproximou do Capitão Furtado, que estava à procura de um acordeonista para excursionar pelo interior de São Paulo e Mato Grosso.

Ao lado de Nhô Pai, Nhá Fia e o Capitão Furtado, viajou de Porto Feliz/SP até Porto Esperança/MT, onde os dois primeiros decidiram voltar para São Paulo, enquanto os outros prosseguiram até o Paraguai.

Em fins da década de 1930 e na de 1940, compôs o choro Trem de ferro (1938), a valsa Namorados (1939), a rancheira Brincando com o teclado (1941), o chamego Elétrico (1941), o rasqueado Três Lagoas (1943), o xótis Eu sou gaúcho (com Arlindo Pinto) (1943), a rancheira Sanfoneiro folgado (com Motinha) (1946), a polca Serelepe, O balanceio (1947), o rasqueado Chalana e Cidades do Mato Grosso, estas duas últimas em parceria com Arlindo Pinto.

Sua primeira gravação, a valsa Namorados, só aconteceu em 1945, na Continental. Nove anos depois, conheceu o sucesso ao gravar na Victor o dobrado Quarto Centenário (em homenagem à cidade de São Paulo), composto em parceria com J. M. Alves.

O rasqueado Nova flor (também conhecida como Dizem que um homem não deve chorar), parceria com Palmeira, foi gravado pela primeira vez em 1958, por Palmeira e Biá, em disco Chantecler, e obteve grande sucesso. A composição foi vertida para o inglês por Arthur Hamilton como Love me Like a Stranger e para o castelhano por Pepe Ávila como Los hombres no deben llorar, tendo inúmeras gravações no Brasil e no exterior.

Participou dos filmes Da terra nasce o ódio, de Antoninho Hossri (1954), Tristeza do Jeca, de Milton Amaral (1960) e Casinha pequenina, de Glauco Mirko Laurelli (1963). Pela RCA, lançou ainda várias músicas suas nos LPs Zanzando e Sapecando.

Na década de 1990 sua composição Chalana foi tema principal da novela Pantanal, da TV Manchete. Em 1998 comanda o programa Mário Zan e seus Convidados, na TV Rede Vida. Ao longo de sua carreira já gravou mais de 300 discos 78 rpm e mais de 60 LPs.

Enciclopédia da Música Brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Ed., 1977.

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Dizem que um homem não deve chorar

Julio Iglesias
Dizem Que Um Homem Não Deve Chorar (bolero) - Palmeira, Mário Zan e Pepe Ávila - Boleros inesquecíveis - Intérprete: Julio Iglesias


A7+           Bm7              E7
Dicen que los hombres no deben llorar
          A7+                 Gbm7
Por una mujer que ha pagado mal
             Bm7                E7
Pero yo no puede contener mi llanto
              Bm7      E7       A7+
Cerrando los ojos me puse a llorar

                                          Bm7
Não acreditei quando vi você me dizendo adeus
            E7              Bm7         E7
Eu jamais pensei tanta ingratidão
               A7+
Ver nos olhos seus  /  Quando um homem faz
               Gbm7                    Bm7
Do amor de uma mulher /  Razão de sua vida
               E7                    E7/5+
De tudo ele é capaz prá não sofrer jamais
              A7+
A dor da despedida

             Bm7                    E7
Fica mais comigo / Tente uma vez mais
           A7+                          Gbm7
Pensa no que fomos  /  Há algum tempo atrás
         Bm7                  E7
Eu ainda sou aquele mesmo estranho
                  A7+
Que ao te conhecer  te  amou demais

segunda-feira, 29 de maio de 2006

Chalana

Duo Brasil Moreno
Chalana (rasqueado, 1952) - Mário Zan e Arlindo Pinto - Intérprete: Duo Brasil Moreno

Disco 78 rpm / Título da música: Chalana / Mário Zan (Compositor) / Arlindo Pinto (Compositor) / Duo Brasil Moreno (Intéprete) / Gravadora: Star / Ano: 1952 / Álbum: 370 / Lado B / Gênero musical: Rasqueado / Regional.


    D                    A7       D
Lá vai uma chalana, bem longe se vai
                         A7
Navegando no remanso do rio Paraguai
G
Oh chalana sem querer
D
Tu aumentas minha dor
A
Nessas águas tão serenas
                   D
Vai levando o meu amor

E assim ela se foi
                   A7
Nem de mim se despediu
G
A chalana vai sumindo
  A             D
Na curva lá do rio

E se ela vai magoada
                     A7
Eu bem sei que tem razão

Fui ingrato, eu feri
                D
O seu meigo coração