quinta-feira, 10 de julho de 2008

Ruy Rey

O cantor e compositor Ruy Rey (Domingos Zeminian) nasceu em São Paulo-SP em 04/01/1915, e faleceu no Rio de Janeiro-RJ em 26/03/1995. Começou como crooner no conjunto dos Irmãos Copia, em São Paulo. Foi contratado pela Rádio Tupi (SP) atuando também no cabaré OK, com a Orquestra de J. França.

Em 1944, foi para o Rio de Janeiro, trabalhando como cantor da Rádio Nacional, conseguindo o horário de meio-dia e meia, logo após o programa de Francisco Alves de grande audiência, conseguindo projetar seu nome. Mas foi em 1948, quando ele teve a idéia de formar a Ruy Rey e sua Orquestra, especialista em ritmos latinos, que sua carreira deslanchou.

No mesmo ano, teve a sorte de estourar com a marchinha carnavalesca, A mulata é a tal (João de Barro e Antônio Almeida), apesar de nada ter a ver com a "latinidad" que o celebrizou. O sucesso o animou a adaptar sua orquestra aos ritmos brasileiros, como o samba e a marchinha, durante o carnaval. Fora dessa época, cantava mais em espanhol.

Em 49, gravou sua primeira composição, Nana (com Rutinaldo Silva), mas antes disso já havia gravado La bamba, dez anos antes da versão clássica de Ritchie Vallens. Atuou em filmes da Atlântida, como Carnaval no Fogo (49), Aviso aos Navegantes (50) e O Petróleo É Nosso (54), dirigidos por Watson Macedo.

Nos anos 50, rivalizou com o argentino Gregorio Barrios a preferência dos brasileiros nas interpretações de boleros e canções latinoamericanas. Celebrizou-se com as versões da rumba Zé Betum, os mambos Cao cao mani picão, Mambo jambo, o porro Cubanita chiquietita, o chá-chá-chá Torero, os boleros Camino verde e Ansiedad, além de Bailando la cucaracha.

Em 1968, desfez sua orquestra e retirou-se da cena artística.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; CliqueMusic.

sábado, 3 de maio de 2008

Tico-tico na rumba

Emilinha Borba
Tico-tico na rumba (rumba, 1947) - Peterpan e Haroldo Barbosa - Intérpretes: Emilinha Borba e Ruy Rey

Disco 78 rpm / Título da música: Tico-tico na rumba (Yo Quiero Bailar) / Haroldo Barbosa (Compositor) / Peterpan, 1911-1983 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Ruy Rey (Intérprete) / Chiquinho e Sua Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 29/05/1947 / Lançamento: 08/1947 / Nº do Álbum: 15806 / Nº da Matriz: 1669-1 / Gênero musical: Rumba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Eu fui a Cuba só pra passear
E numa festa pedi pra tocar
O tico-tico à la brasileira
E o cubano ficou cantando
A noite inteira:


El tico-tico (tico-tico lá)
Yo quiero bailar (tico-tico lá)
El tico-tico (tico-tico lá)
Yo quiero bailar (tico-tico lá)
El tico-tico (tico-tico lá)
Yo quiero bailar (tico-tico lá)



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Se queres saber

Emilinha Borba
Se queres saber (samba-canção, 1947) - Peterpan - Intérprete: Emilinha Borba

Disco 78 rpm / Título da música: Se queres saber / Peterpan, 1911-1983 (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Chiquinho e Seu Naipe de Cordas (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 29/05/1947 / Lançamento: 08/1947 / Nº do Álbum: 15806 / Nº da Matriz: 1666-1 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Se queres saber
Se eu te amo ainda
Procura entender
A minha mágoa infinda

Olha bem nos meus olhos
Quando eu falo contigo

E vê quanta coisa
Eles dizem que eu não digo

O olhar de quem ama diz
O que o coração não quer
Nunca mais eu serei feliz
Enquanto vida eu tiver



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

Sá Mariquinha

4 Ases e 1 Coringa
Sá Mariquinha (rancheira, 1947) - Luís Assunção e Evenor Pontes - Interpretação: Quatro Ases e Um Coringa Disco 78 rpm / Título da música: Sá Mariquinha / Evenor Pontes (Compositor) / Luiz Assunção (Compositor) / Quatro Ases e Um Coringa (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 18/04/1947 / Lançamento: 07/1947 / Nº do Álbum: 12784 / Nº da Matriz: 8212 / Gênero musical: Rancheira / Coleções de origem: IMS, Nirez


A saudade que se guarda
Das coisas da vida
Que a gente gozou
Pode inté arrelembrar
Tanta coisa véia
Que já se passou.

Quanto mais passado o tempo,
Mais amor me lembro,
Mais saudade tenho.
Mó de a gente recordar
Os amor querido
Que a gente que tem.

Sá Mariquinha
Maroquinha tinha
Sua véia casinha
Dos tempo de amor
E a ventania
De riba da serra
Pegou com a casinha
E escangaiou.

Ai, ai!
Sá Mariquinha, isso não é brinquedo
Me diga se saudade mata,
Se saudade mata
Eu já tô com medo!
(bis)

Minha pobre Mariquinha
Em sua casinha tinha
Um pé de jatobá
Onde a sabiá sobia
Toda tarde vinha
Pra mó de cantar.

E o riacho lá da serra
Que vinha por terra
Arrodeando a porta.
Ah, quanta saudade morta!
Ninguém dá jeito,
O jeito é calar.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.