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Leonel Azevedo


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Leonel Azevedo (Leonel de Azevedo), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 12/8/1905 e faleceu em 16/10/1980. Cursou o primário na Escola General Mitre, no morro do Pinto, e em seguida chegou a estudar piano com uma prima, durante um ano. Com a inauguração das rádios Sociedade e Clube do Brasil, passou a freqüentar os programas dessas emissoras, onde ficou conhecendo vários artistas. Em 1925, estudando violão, fez suas primeiras tentativas como compositor. Em 1927 começou a trabalhar na Companhia Telefônica.
Compôs, em 1930, sua primeira música, que nunca chegou a ser gravada, Chora, coração, com a qual se apresentou como cantor na Rádio Educadora. Em 1935 foi aprovado em um teste na Rádio Philips e, a convite de Dario Murce, foi escalado para cantar no programa de Renato Murce, Horas do Outro Mundo, onde conheceu seu parceiro mais constante, J. Cascata, que se destacara com o samba Minha palhoça, cantado por Luís Barbosa no Programa Casé e gravado por Sílvio Caldas na Victor.
Nessa época, Cascata e ele foram transferidos para outro programa do mesmo produtor - Horas Sertanejas - e convidados a apresentar composições suas; daí nasceram suas primeiras músicas gravadas, Mágoas de caboclo e História joanina, que Orlando Silva lançou em 1936, em disco Victor, seguidas de outros trabalhos de grande sucesso, como o samba Juramento falso e a valsa Lábios que beijei, também gravadas por Orlando Silva, um ano depois.
Ainda em 1937 aproximou-se de outros compositores, como Sá Róris, com quem fez o choro Apanhei um resfriado, gravado por Almirante, o samba Eu vou dizer, gravado por Odete Amaral, a valsa Maria fulô, gravada por Gastão Formenti, ou como Luís Bittencourt, com quem compôs Lua triste, gravada por Sílvio Caldas. A marcha Não pago o bonde (com J. Cascata), gravação de Odete Amaral, fez grande sucesso no Carnaval de 1938. Em 1939 Carlos Galhardo gravou Quem foi (com J.Cascata).
Compôs em 1940 o samba Símbolo sagrado e a valsa Quero voltar aos braços teus (ambos com J. Cascata). Tentou uma vez mais o Carnaval, realizando, em 1942, com Sá Róris, Passo de avestruz, sátira do passo de ganso das tropas alemãs, gravada na Odeon por Almirante. Três anos depois, compôs com J. Cascata Ela vai voltar, gravada por Orlando Silva na Odeon.
Sua produção declinou depois da guerra, destacando-se sobretudo as regravações. Reapareceu com composições, em parceria com J. Cascata, interpretadas por Orlando Silva: a valsa Pedras dispersas, em 1952; o samba Escravo do amor, no ano seguinte, e a valsa De que vale a vida sem amor, em 1954. Pouco depois, Carlos Augusto gravou na Sinter o LP Músicas de J. Cascata e Leonel Azevedo, enquanto Orlando Silva e Sílvio Caldas relançariam vários sucessos seus na década de 1960.
Com a morte de J. Cascata em 1961, procurou novos parceiros, como Nelson França, com quem compôs Vamos sambar, gravado por Dilermando Pinheiro. Aposentado na Companhia Telefônica em 1962, e tendo abandonado suas atividades musicais, teve reunida sua produção inédita numa série de cinco LPs - Histórias de amor -, edição particular financiada por amigos.

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