segunda-feira, 29 de maio de 2006

Fio de cabelo

Com mais bagagem do que o trio Os Gladiadores (de “Fuscão Preto”), a dupla de irmãos paranaenses José e Durval Lima, de nome artístico Chitãozinho e Xororó (título de uma antiga toada de Serrinha e Athos Campos), gravou esta guarânia no elepê Somos apaixonados: “Um pedacinho dela que existe / um fio de cabelo no meu paletó / lembrei de tudo entre nós / do amor vivido / aquele fio de cabelo comprido / já esteve grudado em nosso suor...”

Eles iniciavam assim a escalada para o sucesso maior, que os levou a alcançar a tiragem de dois milhões de cópias. Ao mesmo tempo Chitãozinho e Xororó estilizavam o gênero sertanejo e abriam caminho para o surgimento e popularização de novas duplas. O fio de cabelo da mulher amada, vestígio de uma noite de amor e ponto de partida da composição remeteria a um certo grau de sensualidade, tendência largamente explorada pelos seguidores do gênero nos anos posteriores (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Fio de cabelo (1983) - Darci Rossi e Marciano - Intérpretes: Chitãozinho e Xororó
Tom: E  

(intro 2x) B7 E B7 E

               E
Quando a gente ama
                B7               E
Qualquer coisa serve para relembrar
                              E7
Um vestido velho da mulher amada
             A
Tem muito valor
                             B7               E
Aquele restinho do perfume dela que ficou no frasco
Sobre a penteadeira
                  B7
Mostrando que o quarto
                                E     Ebm C#m E
Já foi o cenário de um grande amor

   B7                                    E
E hoje o que encontrei me deixou mais triste
                         B7
Um pedacinho dela que existe
             A               E
Um fio de cabelo no meu paletó
    B7
Lembrei de tudo entre nós
           E
Do amor vivido
                          B7
Aquele fio de cabelo comprido
              A        B7     E
Já esteve grudado em nosso suor

( B7 E B7 E ) (2x)

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