terça-feira, 26 de setembro de 2006

Gabriel Ruiz

Gabriel Ruiz (Gabriel Ruiz Galindo), filho de Rosalío Ruiz e Aurelia Galindo, nasceu em 18 de março de 1908 em Guadalajara, Jalisco, México, para ser parte de uma família de 18 irmãos. Alguns historiadores afirmam que foi em 1912. Faleceu em 1998.

Artista desde a juventude, sua dedicação ao piano o fez abandonar os estudos de medicina, quando já havia cursado dois anos. A partir dessa decisão, dedicou-se plenamente ao estudo da música, sob a tutela do maestro Jesús Estrada.

Abandonou Guadalajara com o objetivo de se superar, e na Cidade do México conseguiu uma bolsa de estudos oferecida pela Secretaria de Educação Pública para estudar no Conservatório de Música, onde foi aluno do maestro Salvador Ordóñez Ochoa.

Ao terminar seus estudos em 1934, apresentou-se em público no Teatro Arbeu, tocando, sob a regência do maestro Carlos Chávez, um concerto de Francis Poulenc. Através de la XEW, Gabriel Ruiz fez conhecer sua música, e esse feito lhe abriu as portas da popularidade.

Suas canções foram interpretadas primeiro por Gloria Luis e José Luis Caballero, para depois ficarem consagradas nas vozes de Amalia Mendoza, Alfonso Ortiz Tirado, Pedro Infante, Pedro Vargas, Avelina Landín, Irmãs Aguila, Salvador García e Hugo Avendaño.

Alcançou fama mundial, quando em 1945 realizou para Hollywood a música para o filme Mexicana, e a partir de então estudou no Conservatório de Paris até 1947, para logo aproveitar seus conhecimentos como docente do Instituto Nacional de Belas Artes.

Uma das homenagens mais importantes que recebeu, fora o reconhecimento do público por suas canções, foi o que organizou em 1967 o INBA, quando dirigiu a Sinfônica Nacional na interpretação de suas principais melodias, entre elas: Desesperadamente, Entre tú y yo, La cita, Un minuto, Grito prisionero, ¡Viva el amor!.

A nível mundial seus méritos artísticos foram reconhecidos quando ganhou medalha de ouro outorgada pela Broadcast Music e B&I de Nova York, em três ocasiões por haver chegado a um milhão de execuções nos EUA de seus temas Amor, amor, amor, Mar e La parranda.

No México
, por decreto do governo de Jalisco, lhe foi conferido a medalha José Clemente Orozco, em 1978; uma rua do porto de Mazatlán foi batizada com seu nome e foi aclamado como "filho predileto" pelas suas melodias Mazatlán e Noche de Mazatlán. Em 1980 foi merecedor do prêmio Jalisco. Em 1989, Prêmio Nacional de Tradições e Artes Populares compartilhado com Manuel Esperón e Consuelo Velázquez.


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Fontes: Sociedad de Autores y Compositores de Música (SACM) - México; El Fonógrafo - Biografias - Red Radio Universidade de Guadalajara; MPB CIFRANTIGA - Boleros Inesquecíveis.
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