sábado, 1 de novembro de 2008

Tom Zé

Tom Zé (Antônio José Santana Martins), compositor, cantor e arranjador, nasceu em Irará BA, em 11/10/1936. Estudou música na UFBA, em Salvador BA. Cursou composição e estrutura com Ernst Widmer; história da música com H. J. Koellreuter; contraponto com Yulo Brandão; violoncelo com Piero Bastianelli e Walter Smetak; harmonia com Mary Oliveira; instrumentação com Lindembergue Cardoso; orquestração com Sérgio Magnani.

Em 1964 participou dos shows Nós, por exemplo e Velha bossa nova e nova bossa velha, que reuniram pela primeira vez os integrantes do tropicalismo — movimento do qual foi um dos fundadores: Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia.

Em 1965, em São Paulo, ao lado do mesmo grupo, participou como ator e cantor do espetáculo Arena canta Bahia, dirigido por Augusto Boal, que incluía sua música Cachorro do inglês (com Chico de Assis). No mesmo ano, gravou na RGE sua composição Maria do colégio da Bahia.

Em 1968, participou do LP Tropicália ou Panis et circensis, da Philips, com a faixa Parque industrial (sua autoria) e gravou na Rozemblit seu primeiro LP individual. Ainda em 1968, obteve o primeiro lugar no IV FMPB, da TV Record, de São Paulo, com São São Paulo meu amor e o quarto lugar e prêmio de melhor letra com 2001 (com Rita Lee).

Em 1970 lançou o LP Tom Zé, pela RGE. Em 1972, pela Continental, lançou o LP Tom Zé, relançado em 1984 com o tftulo Se o caso é chorar. Em 1973 gravou o LP Todos os olhos, também na Continental.

Sua produção inovadora, que incorpora formas brasileiras tradicionais e recursos da música erudita contemporânea, afastou-o do grande consumo de massa. Ainda assim, continuou gravando.

Lançou em 1976, na Continental, o LP Estudando o samba. Trabalhou na agência de publicidade DPZ, em 1977, e, no ano seguinte, gravou o LP Correio da Estação do Brás, sempre pela Continental. Apresentou show homônimo no Teatro da FGV, utilizando instrumentos experimentais de sua criação, realizando depois concerto com esses instrumentos no Teatro Municipal, de São Paulo. Em 1984 gravou o LP Nave Maria, agora pela RGE.

Desenvolveu carreira internacional a partir de 1989, quando foi descoberto pelo músico norte-americano David Byrne (ex-Talking Heads), que fez dele o primeiro contratado de sua gravadora nova-iorquina Luaka Bop.

Em 1991, nos EUA, o disco The best of Tom Zé foi o terceiro do ano na votação dos críticos e o quarto na votação do público, em concurso da revista Down Beat. Em 1992 gravou, pela Luaka Bop, The Hips of Tradition, e participou do festival de jazz de Zurique, Suíça.

A partir de 1992, fez várias tournées pela Europa e EUA, recebendo elogios da crítica especializada. Em 1993, foi o primeiro e único músico brasileiro a apresentar-se no MoMa (Museu de Arte Moderna de Nova York), e o primeiro e único compositor da América Latina a apresentar-se no Walker Art Center, de Minneapolis, EUA. Em 1995 e 1996 apresentou-se, com seu grupo ou sozinho, em shows nas capitais e grandes cidades do Brasil.

Em 1997 voltou ao Brasil, com grande sucesso, e criou, para balé do Grupo Corpo, a trilha sonora Parabelo, em parceria com José Miguel Wisnik, recebendo, no mesmo ano, prêmio da APCA por essa obra. Participou também das comemorações dos 30 anos do Tropicalismo.

Como ator, atuou, no espetáculo Rock Horror Show, direção de Rubens Correia (1975), e no filme Sábado, de Ugo Giorgetti (1994), entre outros.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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