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domingo, 3 de dezembro de 2006

Trio de Ouro

Trio de Ouro: Nilo Chagas, Dalva e Herivelto - Coleção Herivelto Martins, Acervo MIS.

O conjunto vocal Trio de Ouro originou-se da Dupla Preto e Branco, formada em 1934 por Herivelto Martins e Francisco Sena (? - Rio de Janeiro RJ 1935), depois substituído por Nilo Chagas (Barra do Piraí RJ 1917 - Rio de Janeiro RJ 1973). Em 1936 conheceram a cantora Dalva de Oliveira, quando ensaiavam para se apresentar no Cine Pátria, em São Cristóvão. Passaram, então, a se apresentar como Dupla Preto e Branco com a cantora Dalva de Oliveira, embora mantendo o nome da dupla.

Depois foram batizados por César Ladeira de Trio de Ouro, que lançou, em 1937, o primeiro sucesso, com o batuque Itaquari e a marchinha Ceci e Peri (ambas de Príncipe Pretinho), gravadas na Victor. Nesse ano, contratado pela Radio Mayrink Veiga, o trio atuou no programa de César Ladeira.

Em 1938, cantou na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, casavam-se Dalva e Herivelto. Em 1940, o conjunto transferiu se para a Rádio Clube do Brasil, atingindo nessa década o auge do sucesso, com o lançamento de músicas como Ave Maria do morro (Herivelto Martins), em 1942, na Odeon, e Praça Onze (Herivelto Marfins e Grande Otelo), gravada para o Carnaval de 1942, na Columbia, com o cantor Castro Barbosa.

Em 1950, com o desquite do casal, o trio se desfez. Herivelto refez o trio com a cantora Noemi Cavalcanti (Cachoeiro de Itapemirim-ES-1926), mas no ano de 1952 Noemi e Nilo Chagas passaram a atuar em dupla. Nesse ano, o Trio de Ouro reapareceu com nova formação: Herivelto, Raul Sampaio (Raul Coco, Cachoeiro de Itapemirim 1928—) e Lourdinha Bittencourt (Lourdes Bittencourt, Campinas SP 1928—Rio de Janeiro RJ 1979).
Em 1950 Herivelto (na direita) refez o trio com a cantora Noemi Cavalcanti.
Sua estreia foi marcada pela regravação de antigo sucesso, Ave Maria no morro, na Victor. Assinou contrato com a Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, onde permaneceu por dois anos. Excursionou pelo Norte do país, Minas Gerais e São Paulo. Fez temporadas na Argentina, Chile, Uruguai e Peru.

O trio atuou também, por longo tempo, como atração da Rádio Clube de Pernambuco e lançou, na Victor, musicas carnavalescas, como os sambas Noite enluarada (Herivelto Martins e Heitor dos Prazeres) e Sereno (Herivelto Martins e Nelson Gonçalves), gravado na Victor, em 1952, ao lado do cantor Nelson Gonçalves.

Gravou ainda a guarânia Índia (J. A. Flores e M. O Guerrero, versão de José Fortuna); o baião Caboclo abandonado (Herivelto Martins e Benedito Lacerda), a catira História cabocla (Herivelto Martins e Jose Messias), a rancheira Festa no Sul (Raul Sampaio e Rubens Silva), Negro telefone (Herivelto Martins e David Nasser), todos na Victor, em 1953; Saudades de Mangueira (Nelson Trigueiro e Bartolomeu Silva), Me deixa em paz (Jovelino Marques), ambas na Victor, para o Carnaval de 1954, e Boca fechada (Lupicínio Rodrigues), também na Victor em 1954.

Em 1957 o trio foi novamente dissolvido, por problemas de saúde da cantora.

CD Trio de Ouro, 1994, Revivendo RVCD 054.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Dupla Preto e Branco

Francisco Sena e Herivelto
Dupla Preto e Branco - Dupla vocal formada por Herivelto Martins e Francisco Sena seu colega no Conjunto Tupy . Inicialmente ensaiaram a música Preto e Branco, e em 1933 fizeram uma apresentação no Cine Odeon chamando a atenção de todos, sendo contratados logo em seguida pelo diretor do cinema, que escolheu o nome para a dupla: A Dupla Preto e Branco.

Em 1934, a dupla gravou o primeiro disco, pela Odeon interpretando os sambas Quatro horas e Preto e branco, de Herivelto Martins e Francisco Sena, com acompanhamento de Bonfiglio de Oliveira e sua embaixada. No mesmo ano, a dupla gravou a marcha Vamos soltar balão, de Herivelto Martins e Francisco Sena, e o samba Como é belo, de Gastão Viana e Pereira Filho, que também contou com acompanhamento de Bonfíglio de Oliveira e sua embaixada.

Apesar das gravações e apresentações solo a dupla continuou atuando no Conjunto Tupy, em locais como o circo Dudu, na Praça da Bandeira, Rio de Janeiro. Em 1935, a dupla gravou as marchas Bronzeada, de Moisés Friedman e Pedro Paraguassu, e Passado, presente, futuro, de Herivelto Martins e Francisco Sena com acompanhamento da Orquestra Odeon.

Ainda em 1935, a dupla gravou na Columbia as marchas Um pouquinho só e Bela morena, ambas de Príncipe Pretinho, com acompanhamento da Orquestra Columbia, naquele que seria o último disco com a participação de Francisco Sena, que faleceria no mesmo ano, o que acarretou no fim da dupla.