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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O lamento da lavadeira


O lamento da lavadeira (samba, 1956) - Monsueto, Nilo Chagas e João Violão - Interpretação: Marlene




Ô, dona Maria!
Olha a roupa, dona Maria
Ai, meu deus!
Tomara que não me farte água!
Sabão, um pedacinho assim
A água, um pinguinho assim
O tanque, um tanquinho assim
A roupa, um montão assim
Para lavar a roupa da minha sinhá
Para lavar a roupa da minha sinhá

Quintal, um quintalzinho assim
A corda, uma cordinha assim
O sol, um solzinho assim
A roupa, um montão assim
Para secar a roupa da minha sinhá
Para secar a roupa da minha sinhá

A sala, uma salinha assim
A mesa, uma mesinha assim
O ferro, um ferrinho assim
A roupa, um montão assim
Para passar a roupa da minha sinhá
Para passar a roupa da minha sinhá

Trabalho, um tantão assim
Cansaço, é bastante sim
A roupa, um montão assim
Dinheiro, um tiquinho assim
Para lavar a roupa da minha sinhá
Para lavar a roupa da minha sinhá

Já vai, peste!

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Mora na filosofia

Marlene
Mora na filosofia (samba, 1955) - Monsueto e Arnaldo Passos - Intérprete: Marlene

Disco 78 rpm / Título da música: Mora na filosofia / Passos, Arnaldo (Compositor) / Menezes, Monsueto (Compositor) / Marlene (Intérprete) / Conjunto (Acompanhante) / Raul, 1874-1953 (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Continental, 29/10/1954 / Nº Álbum 17047 / Gênero musical: Samba.


Gm6             D/F#    Gm6  
Eu... vou lhe dar a decisão
           Cm7         D7       Cm7 
botei na balança... e você não pesou
           Dm7         Cm7      D7  D7/9b 
botei na peneira... e você não passou.

Gm6         Cm7                 D7    D7/9b 
Mora, na filosofia... prá quê rimar
       Gm6 
amor e dor?

D#7            D7     Cm7     D#7  
Se seu corpo ficasse marcado
                      D7
por lábios ou mãos carinhosas
Gm7  Cm7
eu saberia (ora vá mulher)...
Dm7        D7     Gm6
a quantos você pertencia.
    Gm6       D/F#      Gm6
Não vou me preocupar em ver
       Cm7         D7      Gm6
seu caso não é de ver prá crer: tá na cara...

quarta-feira, 10 de maio de 2006

A fonte secou

Monsueto
"A Fonte Secou", o melhor samba carnavalesco de 54, é o segundo sucesso (o primeiro foi "Me deixa em paz") de Monsueto Menezes. Homem de múltiplas atividades - baterista, pintor, comediante -, Monsueto foi principalmente compositor, um dos raros sambistas de qualidade surgidos nos anos cinqüenta. Espirituosos, salpicados de tiradas "filosóficas", seus sambas têm, algumas vezes, até um certo sentido de crítica social ("Lamento da Lavadeira", "Na Casa do Antônio Jó" etc.).

Antes da gravação de Raul Moreno, "A Fonte Secou" foi oferecida à cantora Marlene que a rejeitou, lamentando depois a oportunidade perdida de lançar este clássico. Atestando sua qualidade, várias composições de Monsueto tiveram regravações importantes como as de "Me deixa em paz" (Milton Nascimento e Alaíde Costa), "Mora na filosofia" (Caetano Veloso) e "A Fonte Secou" (Maria Bethânia).

A fonte secou (samba/carnaval, 1954) - Monsueto C. Menezes e Marcleo - Intérprete: Raul Moreno

Disco 78 rpm / Título da música: A fonte secou / Marcleo (Compositor) / Menezes, Monsueto (Compositor) / Lauar, Tuffi (Compositor) / Moreno, Raul (Intérprete) / Astor (Acompanhante) / Orquestra (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: Todamérica, 08/10/1953 / Nº Álbum 5387 / Gênero musical: Samba.



(G)---(E7) -----Am ----D7 ----------------Am ---------B7
Eu não sou água / ------- Pra me tratares assim
-----------Em-------- A7 ----------------Am---------- D7 -----G
Só na hora da sede /---- É que procuras por mim
-------C7+---- G ---G7------------ C7+ -----------Am
A fonte secou / -------Quero dizer que entre nós
------D7----- G--- D7------------------------- G
Tudo acabou / ------Seu egoísmo me libertou
----------------C7 ----B7---- Em--- G7 ----Db0------ Gb7------- Bm----- E7
Não deves mais me procurar / ----- A fonte do nosso amor secou
-------------------A7------------------------ D7 --------E7
Mas os seus olhos / Nunca mais hão de secar

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Me deixa em paz

Linda Batista
Me deixa em paz (samba/carnaval, 1952) - Monsueto e Aírton Amorim - Intérprete: Linda Batista

Disco 78 rpm / Título da música: Me deixe em paz / Amorin, Airton (Compositor) / Menezes, Monsueto (Compositor) / Batista, Linda, 1919-1988 (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 06/08/1951 / Nº Álbum: 800825 / Gênero musical: Samba


Em               Em7/9
Se você não me queria
                  Am7
Não devia me procurar
     Am7b      Am6b B7/9+
Não devia me iludir
                    Em7/9
Nem deixar eu me apaixonar
         Am7 D7/9
Evitar a dor
        G6/9
É impossível
             Am7
Evitar esse amor
  D7/9   Am6b B7/9+
É muito mais
Am7      B7            Em7
Você arruinou a minha vida
F#  B7/9+   Em7/9
Me deixa em paz

domingo, 9 de abril de 2006

Monsueto

Monsueto (Monsueto Campos Meneses), compositor, cantor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 4/11/1924 e faleceu em 17/2/1973. Criado na favela do morro do Pinto, entre partideiros, rodas de samba e batucadas, tocou como baterista em vários conjuntos na década de 1940, inclusive na Orquestra de Copinha, no Copacabana Palace Hotel.


Seu primeiro sucesso como compositor foi Me deixa em paz (com Aírton Amorim), gravado por Linda Batista no Carnaval de 1952. Depois dessa gravação, teve várias músicas de sua autoria incluídas no show Fantasia, fantasias, do Copacabana Palace Hotel.

Em 1953 compôs A fonte secou (com Raul Moreno e Marcleo), um de seus sambas de maior sucesso, seguido de outro grande êxito, no ano seguinte, com Mora na filosofia (com Arnaldo Passos). Atuou ainda no cinema, trabalhando no filme Treze cadeiras (direção de Franz Eichhorn), em 1957. No ano seguinte, participou como cantor em números musicais de Na corda bamba (direção de Eurides Ramos) e, como compositor em O cantor milionário (direção de José Carlos Burle) e, no mesmo ano, no filme Quem roubou meu samba? (direção de José Carlos Burle).

Atuou em vários shows com Herivelto Martins antes de formar seu próprio grupo, com o qual excursionou pelo Brasil e outros paises da América, Europa e África. Era conhecido também pelo apelido de Comandante, com o qual foi muito popular na década de 1960, época em que participava de um programa humorístico na TV-Rio. Nesse programa lançou expressões de gíria que passaram à linguagem popular, como "castiga", "vou botar pra jambrar", "diz", "ziriguidum", "mora" e outras.

A partir de 1965 começou a dedicar-se também à pintura primitivista, tendo, inclusive, recebido prêmio do Museu Nacional de Belas Artes, do Rio de Janeiro. Sem se ter filiado a nenhuma escola de samba, era bem recebido e respeitado em todas elas, desfilando cada ano em uma diferente. A última, em 1972, foi a Unidos de Vila Isabel. No ano seguinte, participava das filmagens de O forte (direção de Olney São Paulo), na Bahia, em que fazia o papel de um diretor de harmonia de escola de samba, quando ficou doente e foi hospitalizado no Rio de Janeiro, onde morreu vítima de câncer no fígado.

A importância de sua música, caracterizada por uma letra de versos sintéticos, voltou a ser reconhecida pouco antes de morrer, em 1972, a partir das regravações de suas composições, como Me deixa em paz, por Milton Nascimento e Alaíde Costa, no LP Clube da esquina, da Odeon; Mora na filosofia, por Caetano Veloso, no LP Transa, da Philips; e, no ano seguinte, Eu quero essa mulher (com José Batista), também por Caetano Veloso, no LP Araçá azul, na Philips.

Outras composições suas de destaque são Na casa de corongondó (com Arnaldo Passos), Couro do falecido (com Jorge de Castro), O lamento da lavadeira (com Nilo Chagas e J. Vieira Filho), Levou fermento (com José Batista), Tá pra acontecer (com José Batista e Ivan Campos) e Ziriguidum.

Algumas músicas


Obras

Eu quero essa mulher (c/José Batista), samba, 1961; A fonte secou (c/Raul Moreno e Mardeo), samba, 1953; O lamento da lavadeira (c/Nilo Chagas e J. Vieira Filho), samba, 1953; Me deixa em paz (c/Aírton Amorim), samba, 1952; Mora na filosofia (c/Arnaldo Passos), samba, 1954; Ziriguidum, samba, 1961.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

Airton Amorim

Airton Amorim (Airton Amorim de Macedo), compositor, nasceu em Maceió AL 8/9/1921. Aos seis anos foi morar no Rio de Janeiro RJ, onde, em 1941, passou a trabalhar como discotecário da Rádio Cruzeiro do Sul, função que também desempenhou mais tarde nas rádios Eldorado, Mundial e Tamoio, do Rio de Janeiro.

Projetou-se como compositor de Carnaval, destacando-se com Madalena (com Ari Macedo), samba gravado por Linda Batista e que se tornou popular no Carnaval de 1951. No ano seguinte, repetiu o sucesso com o samba Me deixa em paz (com Monsueto), também gravado por Linda Batista.

No Carnaval de 1955, obteve sucesso com outra música de sua autoria, em parceria com Mirabeau, a marchinha Tem nego bebo aí. Em 1971 sua música Me deixa em paz foi redescoberta e gravada por Milton Nascimento no LP da Odeon Clube da Esquina.

Obras

Madalena (c/Ari Macedo), samba, 1951; Me deixa em paz (c/Monsueto), samba, 1952; Tem nego bebo aí (c/Mirabeau), marcha, 1955; Vai que depois eu vou (com Zé da Zilda, Zilda do Zé e Adolfo Macedo), samba, 1955.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.