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Paulo Vanzolini


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Nascido em São Paulo, aos quatro anos mudou-se para o Rio. Aos 18 anos, entrou para a faculdade de medicina, ao mesmo tempo em que passava a freqüentar as rodas de samba na noite carioca. Foi quando começou a compor seus primeiros sambas.
Dois anos depois, foi trabalhar com um primo na Rádio América, no programa Consultório Sentimental, da atriz Cacilda Becker. Em 1946, começou a dar aulas no Colégio Bandeirantes e foi trabalhar no Museu de Zoologia da USP. Formou-se um ano depois, casou-se e foi para os EUA, onde graduou-se doutor em zoologia, na Universidade de Harvard.
De volta a São Paulo, foi em 1951 que compôs seu maior clássico, o samba-canção Ronda, que se tornaria uma peça obrigatória nos pianos-bar de todo o país a partir de então. Inicialmente, porém, a canção não obteve maior repercussão, lançada por Inezita Barroso. Só faria sucesso real nos anos 60, graças à gravação da cantora Márcia. Depois, voltaria às paradas na voz de Maria Bethânia, que a regravou em 1978.
Ainda em 51, Vanzolini lançou um livro de poemas, "Lira". A seguir, foi convidado a atuar na TV Record (SP). Em 1963, teve seu samba Volta por cima lançado pelo sambista paulista Noite Ilustrada, com grande sucesso, em seu LP de estréia. Era o segundo clássico do compositor, depois regravado à exaustão. Nesse ano, Vanzolini tornou-se diretor do Museu de Zoologia e continuou compondo músicas, muitas delas conhecidas apenas pelos freqüentadores da boate Jogral, onde vez por outra dava canjas.
Em 67, dois de seus amigos, Luís Carlos Paraná e Marcus Pereira decidiram produzir um LP com suas canções, "11 Sambas e uma Capoeira", interpretada por diversos cantores, tais como Chico Buarque (Praça Clóvis e Samba erudito). Em seguida, inaugurou uma parceria com Toquinho, compondo "Na Boca da Noite" (que venceu a etapa paulista do II FIC, da TV Globo), "Boba" e "Noite Longa".
Em 1974, o mesmo Marcus Pereira em seu selo editou mais um LP do compositor, "A música de Paulo Vanzolini", com canções suas interpretadas por Carmen Costa e Paulo Marques, como Falta de Mim e Mulher que não dá samba. Destaca-se ainda em sua obra o samba Amor de trapo e farrapo, composto em 67.
Algumas músicas
Amor de trapo e farrapo, Bandeira de guerra, Capoeira do Arnaldo, Mulher que não dá samba, Na boca da noite, Praça Clóvis, Quando eu for, eu vou sem pena, Ronda, Samba erudito, Volta por cima.

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