<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener("load", function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <iframe src="http://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID=22045408&amp;blogName=MPB+CIFRANTIGA&amp;publishMode=PUBLISH_MODE_BLOGSPOT&amp;navbarType=BLACK&amp;layoutType=CLASSIC&amp;searchRoot=http%3A%2F%2Fcifrantiga3.blogspot.com%2Fsearch&amp;blogLocale=pt_BR&amp;homepageUrl=http%3A%2F%2Fcifrantiga3.blogspot.com%2F" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" frameborder="0" height="30px" width="100%" id="navbar-iframe" allowtransparency="true" title="Blogger Navigation and Search"></iframe> <div></div>

Home Publicações recentes Artistas Músicas e cifras Sucessos: 1859-1985 Mapa site Blog de Itajaí Contos Assombrosos English

Barra de Navegação



Ronda


E-mail this post



Remember me (?)



All personal information that you provide here will be governed by the Privacy Policy of Blogger.com. More...



Se alguém realizasse um concurso para eleger a canção mais executada nos bares noturnos de São Paulo, a vencedora seria muito certamente “Ronda”, do biólogo-compositor Paulo Vanzolini, cuja obra gravada não chega a cinqüenta músicas. “Ronda” traduz na letra e na melodia o que há de mais comovedor para a alma do boêmio, com a história da mulher — naturalmente, também freqüentadora da noite — que, “com perfeita paciência”, segue em busca do amante, ainda que na convicção de um dia encontrá-lo “bebendo com outras mulheres, rolando um dadinho, jogando bilhar...” “E nesse dia então”, promete a personagem “vai dar na primeira edição: cena de sangue num bar da Avenida São João”.

Sem dúvida, este samba-canção é uma obra-prima condensada em poucos versos, sob a forma de uma narrativa cinematográfico. Inspirada e composta na época em que o autor, ainda jovem, servia no exército e costumava arrebanhar soldados bêbados em bares e prostíbulos, teve a sua primeira gravação em agosto de 53, no Rio, com a cantora Inezita Barroso, em disco RCA cujo lado A trazia a moda “Marvada Pinga". O problema era que não tinha sido escolhida uma música para o lado B. Então, como Paulo Vanzolini e sua mulher estavam no estúdio, acompanhando Inezita, foi sugerido que se incluísse uma composição de sua autoria, pois não havia tempo a perder.

Assim, de forma improvisada, “Ronda” foi gravada com a cantora sendo apoiada por um grupo de músicos de primeira, entre os quais Garoto, Zé Menezes, Bola Sete, Chiquinho do Acordeom e Abel Ferreira, tendo este inventado uma introdução na hora. Entretanto, o disco não despertou o menor interesse e “Ronda” permaneceu desconhecida, menos pelos boêmios, companheiros de noitadas do autor.

Quatorze anos depois, ao realizar o disco-brinde Onze sambas e uma capoeira, apenas com canções de Vanzolini, o produtor Marcus Pereira escolheu “Ronda” para uma das faixas, entregando-a a Cláudia Morena. Isso marcou o começo de sua escalada para o sucesso consagrador, atingido pela calorosa versão da cantora Márcia, e de outras também expressivas gravações como as de Carmen Costa, Ângela Maria, Nora Ney e Maria Bethânia.

Precedida pela clássica introdução que reproduz seus compassos finais, “Ronda” tem a virtude de conquistar o ouvinte logo a partir das notas iniciais, o que se deve ao charme produzido pela descida de meio em meio tom, nas notas mi, mi bemol e ré, que recaem sobre as sílabas “da”, de “ci-da-de” , no primeiro verso, “rar” e “trar” das palavras “pro-cu-rar” e “en-con-trar”, no segundo, respectivamente harmonizadas com acordes de lá menor com sétima, dó menor com lá no baixo e ré com sétima.

Em 1978, Caetano Veloso utilizou a melodia de sua frase final para arrematar a sua canção “Sampa”. Pertencente à casta dos bons compositores que não sabem tocar instrumento algum, Paulo Vanzolini não se envergonha de confessar que não consegue distinguir a diferença entre os modos maior e menor da música (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Ronda (samba-canção, 1951 - sucesso em 1967) - Paulo Vanzolini

Tom: G
  G                      Bm
De noite, eu rondo a cidade,
F E
a te procurar, sem encontrar.
Am Am7+
No meio de olhares, espio
Am7 D7
em todos os bares, você não está.

G Bm E
Volto prá casa abatida,
Am Cm
desencantada da vida,
G E Eb7
o sonho alegria me dá,
D7 G Bm Bbº
nele você está.

Am
Ah, se eu tivesse
D7
quem bem me quisesse,
G
esse alguém me diria:
F#m B7
Desiste, esta busca é inútil,
Em Am D7
eu não desistia.

G Bm
Porém, com perfeita paciência,
F E
sigo a te buscar, hei de encontrar,
Am Am7+
bebendo com outras mulheres,
Am7 D7
rolando um dadinho, jogando bilhar.

G Bm
E nesse dia, então,
E Am Cm F
vai dar na primeira edição:
G E Eb7
Cena de sangue num bar
D7/5+ G7+
da Avenida São João.

Marcadores:


0 Responses to “Ronda”

Leave a Reply

      Convert to boldConvert to italicConvert to link

 



    cifrantiga multply















    Clique para participar dessa comunidade no Orkut

    Indique essa página para um amigo

    website counter



    mande aqui seu recado

    Reprodução permitida desde que se coloque um link para este site e seja citada a fonte. Esta obra está licenciada sob uma 
Licença Creative Commons


    ATOM 0.3

     Subscribe in a reader

    Powered by Blogger