terça-feira, 25 de julho de 2006

O que será (À flor da terra)

Chico Buarque
Am               Dm
E todos os meu nervos estão a rogar

E todos os meus órgãos estão a clamar
                Am
E uma aflição medonha me faz implorar

O que não tem vergonha, nem nunca terá

O que não tem governo, nem nunca terá
  E             Am
O que não tem juízo

O que será que lhe dá

O que será meu nego, será que lhe dá
                 Dm
Que não lhe dá sossego, será que lhe dá

Será que o meu chamego quer me judiar
                   Am
Será que isso são horas dele vadiar
                 G
Será que passa fora o resto da dia
                   Dm
Será que foi-se embora em má companhia

Será que essa criança quer me agoniar
                  Am
Será que não se cansa de desafiar

O que não tem descanso, nem nunca terá

O que não tem cansaço, nem nunca terá
 E               Am
O que não tem limite
Am      Am7+      Am7 Am6
O que será que será
                   Em       Em7+ Em7   F#/Bb
Que dá dentro da gente, que não devia
                Dm     Dm7+     Dm7  Dm6
Que desacata a gente, que é revelia
                    Fm     Fm7+       Bm5-/7 E7/9-
Que é feito uma aguardente que não sacia
                    Am    Am7+   Am7
Que é feito estar doente de um folia
Am6              Em     Em7+     Em7
Que nem dez mandamentos vão conciliar
     A/C#       Dm      Dm7+    Dm7
Nem todos os unguentos vão aliviar
                Fm        Fm7+     Bm5-/7
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
  E7/9-          Am     Am7+     Am7
E nem todos os santos, será que será
   Am6           Fm     Fm7+      Fm7  Fm6
O que não tem governo, nem nunca terá
                 C/E        Ab7/Eb   Dm7
O que não tem vergonha, nem nunca terá
  E7/9-         Am7 Am6
O que não tem juízo

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