domingo, 28 de maio de 2006

Leva eu (Sodade)

O ponto alto da toada “Leva Eu Sodade”, lançada pelos Cantores de Ébano, é sua letra, ingênua, tosca, de uma simplicidade comovedora: “O leva eu / minha sodade / eu também quero ir / minha sodade / quando chego na ladeira tenho medo de cair! leva eu, ô leva eu... / minha sodade.”

Essas características seriam valorizadas pela interpretação do grupo, puxada pelas vozes dolentes de Nilo Amaro e Noriel Arantes, este um baixo profundo que depois fez carreira individual com o nome de Noriel Vilela. A saída de Noriel provocou um vazio difícil de ser preenchido no conjunto, pois seu tipo de voz, tradicional na música americana (em grupos negros como os Ink Spots e os Four Knights, ou na área country com Don Williams e Mark McCauley), é incomum no Brasil.

Quando finalmente foi encontrado um substituto, o cantor Geraldo, os Cantores de Ébano se recompuseram, chegando a regravar a toada em 1980, sem alcançar a mesma projeção. Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano cultivavam um repertório eclético que ia das baladas internacionais (“Greenfields”, o bolero “La Novia”) a canções brasileiras como “O Uirapuru”, “A Lenda do Abaeté” e a simplória “Leva Eu Sodade” (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Leva eu Sodade (toada, 1962) - Tito Guimarães e Alberto Cavalcanti - Intérprete: Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano



D       G 
Ô leva eu, 
 
Minha sodade, 
                D 
Eu também quero ir, 
 
Minha sodade, 
                   G 
Quando chego na ladeira, 
               A 
Tenho medo de cair, 
G     A 
Leva eu, (leva eu) 
         D 
Minha sodade.  
 
                    G 
Menina tu não te lembra, 
          A 
(Minha sodade), 
                 D 
Daquela tarde fagueira, 
          Bm 
(Minha sodade) 
 
Tu te esqueces, 
         G 
E eu me lembro, 
                    A 
Ai, que sodade matadeira, 
G     A 
Leva eu, (leva eu) 
         D    D7 
Minha sodade. 
  
                  G 
Na noite de São João, 
          A 
(Minha sodade), 
                   D 
No terreiro uma bacia, 
          Bm 
(Minha sodade), 
                        G 
Que é pra ver se para o ano, 
                  A 
Meu amor ainda me via, 
G     A 
Leva eu, (leva eu) 
         D 
Minha sodade.
 
 

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