sexta-feira, 19 de maio de 2006

Mote das amplidões

Mote das amplidões - Zé Ramalho
G                          Em            G   Em
montado no meu cavalo pégaso me leve além
                          Bm               G   Em
daquilo que me convém relançar pelo que falo
                         G               Em
bebendo pelo gargalo enchentes e ribeirões
        G                       Bm                   G
na terra tem tem mil vulcões no tempo só tem espaço
Em                    Bm              G      (Em G)
nada digo e tudo faço viajo nas amplidões
G                    Em                    G    Em
por entre pedras e rios planetas e hemisférios
                      Bm                     G Em
há poderes e impérios há sérios homens e fios
                              G              Em
há beijos que são macios há bocas e palavrões
G                Bm
há facas e cinturões
                   G     Em
há dor e muito cansaço
                       Bm             G  ( Em G)
nada digo e tudo faço viajo nas amplidões
 G                        Em                 G Em 
bem no tempo do estio no inverno e no verão
                       Bm               G  Em
no eixo e na rotação no plano que lhe envio
                               G         Em
nos deuses em que confio no poder das orações
G                         Bm               G
no sangue desses canhões no cabelo e no cangaço
Em                     Bm            G    (Em G)
nada digo e tudo faço viajo nas amplidões
  G                    Em                    G Em
conheço tantos caminhos retenho preso na mão
                         Bm                      G Em
as chaves da viração das aves que não têm ninhos
                               G                    Em
das uvas que não dão vinhos dos erros das intenções
 G                        Bm                  G
do fogo desses dragões do pau, do ferro e do aço
Em                   Bm              Em      (G Em)
nada digo e tudo faço viajo nas amplidões.
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