domingo, 4 de junho de 2006

Boêmio demodê



Quando este samba foi lançado, em 1971, seu autor, Adelino Moreira, estava brigado com Nélson Gonçalves. Então Adelino procurou um cantor que pudesse substituir Nélson como seu intérprete oficial. Escolheu Paulo Vinícius, mas só este samba conseguiu repercussão. Um ano mais tarde, 1972, Adelino Moreira e Nélson Gonçalves se reconciliaram, após sete anos de estremecimento (Fonte: Samuel Machado Filho)

Boêmio demodê (1971) - Adelino Moreira - Interpretação: Paulo Vinícius
F                C7 
Vou fazer uma seresta  
                   F 
Moderninha como o quem 
                  C7  
Misturar os tratamentos 
                      F  
Juntar o "tu" com "você" 
                      C7 
Eu não quero que me chamem 
               F    
Um boêmio demodé. 
 
                  C7 
Com acordes dissonantes 
                      F  
Sem marquise, sem calçada 
                      C7 
Sem vulto de mulher amada 
                   F     
Na penumbra do balcão 
                C7  
Seresta ultramoderna 
                F 
Sem viola e violão 
 
        C7    
Minha seresta 
                   F    
Nâo terá pinga na rua 
                   C7  
Não terá luar nem Lua 
                   F  
e nem lampião de gás 
          C7  
Porque a lua 
                  F 
Nestes tempos agitados 
                  C7  
Já não é dos namorados 
                    F  
Romantismo não tem maís 
 
         C7 
Minha seresta 
                F  
Nesta era espacial 
                  C7  
Vai-se tomar imortal 
                      F 
Na voz daquele ou daquela 
         C7 
Minha seresta 
                      F  
Vai ganhar placa de bronze 
                        C7  
Pois nem mesmo a Apollo 11 
                    F 
É mais moderno que ela. 


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