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Frevo mulher


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Um dos grandes sucessos de Zé Ramalho, “Frevo Mulher” foi composto num quarto do Hotel Plaza, no Rio, na noite em que o autor iniciava o seu romance com a cantora Amelinha. Em compasso binário, o seu ritmo, alcunhado de agalopado, é produto de uma alquimia idealizada por Ramalho, que mistura frevo e forró, gêneros dominantes nas festas juninas do Nordeste.

Apesar das previsões desanimadoras de um então diretor da gravadora de Amelinha, a quem “Frevo Mulher” fôra entregue, a música (“Quantos aqui ouvem / os olhos de fé / quantos elementos / amam aquela mulher / quantos homens eram inverno / outros verão...”) teve sucesso imediato, graças ao seu andamento frenético e o riff marcante do final. Essas seriam as razões que levaram “Frevo Mulher” a ser adotado em muitas academias de ginástica do Rio de Janeiro, espalhando-se o seu sucesso em seguida pelas discothèques e estações de rádio, em que era solicitado a todo o momento pelos ouvintes.

Isso obrigou a gravadora a lançar o fonograma também num compacto simples, o que acabou ajudando a consagração da canção e da intérprete. O melhor elogio a “Frevo Mulher” foi feito por Caetano Veloso ao afirmar que o carnaval da Bahia tomou novo rumo depois do seu sucesso (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Frevo mulher - 1980 - Zé Ramalho
Tom: Bm
Intro: (Bm C)

Bm                C                    Bm  C
Quantos aqui ouvem os olhos eram de fé
Am Am/G Em
Quantos elementos amam aquela mulher?
G D Em
Quantos homens eram inverno, outros verão
F Em
Outonos caindo secos na palma de minha mão

Bm                 C                    Bm  C
Gemeram entre cabeças a ponta do esporão
Am Am/G Em
A folha do não-me-toque, o medo da solidão

 G                   D                     Em
Enveneno meu companheiro, desata no cantador
F Em
E desemboca no primeiro açude de meu amor


D
É quando o vento sacode a cabeleira
Em 2x
A trança toda vermelha
D B7 Em
Um olho cego vagueia procurando por um /

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