quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Jaime Vogeler

Jaime Vogeler (Jaime da Rocha Vogeler) nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 11 de maio de 1906 e herdou de sua família o gosto pela música. Muitos dos Vogeler foram talentosos artistas, como o famoso compositor Henrique Vogeler, seu tio-avô, e o grande desenhista, Jorge Vogeler, seu pai, além do produtor e autor Dalton Vogeler, seu sobrinho.

Em 1929, gravou seu primeiro disco, pela Parlophon com a valsa O pagão (Canção de amor), de N. H. Brown e o fox canção Minha Tônia, de Brown, De Sylva e Henderson.

Em 1930, transferiu-se para a Victor e lançou o samba Loiras e morenas, de Joubert de Carvalho e Olegário Mariano. No mesmo ano, gravou as canções Canção dos namorados, de J. B. Cavalcânti e Devaneios, de C. Rodrigues e Lamartine Babo.

Em 1931, gravou mais dois discos pela Parlophon com a canção Abismo de amor e o tango Infeliz amor, de Cândido das Neves e a valsa Teu nome, de Glauco Viana e o samba Tu foste má, de Mário Lopes de Castro. No mesmo ano, transferiu-se para a Odeon e lançou dois discos. No primeiro, gravou a marcha Bonde errado, de Lamartine Babo e o samba Olha a crioula, de Almirante e João de Barro e no segundo, a marcha Não dou, de Djalma Guimarães e o samba Encurta a saia, de Júlio Casado, Almirante e João de Barro. Estas composições foram premiadas respectivamente do primeiro ao quarto lugar no concurso para escolher as melhores músicas para o carnaval daquele ano.

Ainda no mesmo ano, gravou com acompanhamento da Orquestra Copacabana a canção Meu amorzinho foi-se embora, de André Filho, o fox trot Como é gostoso amar, de Glauco Viana e Lamartine Babo e a marcha rancho Gegê, de Eduardo Souto e Getúlio Marinho.

Em 1932, gravou, também com acompanhamento da Orquestra Copacabana, o cateretê Lá no sertão, de Eduardo Souto e Eustórgio Vanderley e a reza de malandro Samba nosso, de Eduardo Souto e Benoit Certain. No mesmo ano, gravou a primeira composição de sua autoria, o samba De você tenho saudade, parceria com Américo de Carvalho.

Em 1933, gravou duas composições de Assis Valente: a marcha Felismina e o samba Acabei a paciência com acompanhamento da Orquestra Copacabana. Gravou também as marchas A verdade é essa, de Freitinhas e Vai haver o diabo, de Benedito Lacerda e Gastão Viana e os sambas Não sei o que vou fazer, de Heitor dos Prazeres e Até dormindo sorriste, de Getúlio Marinho e Valdemar da Silva.

Em 1934, lançou mais três composições de sua autoria, os sambas Triste despertar, parceria com Kid Pepe e Não sei porque e a valsa Suprema agonia. No mesmo ano, gravou o samba Promessa, parceria com Max Bulhões e a marcha Olha pro céu, de Ciro de Souza.

No ano seguinte, gravou a marcha Tão boa, de Nonô e Francisco Matoso e os sambas Quero evitar, de Max Bulhões e Wilson Batista e Vem rompendo a madrugada, de Cristóvão de Alencar e Sílvio Pinto. Ainda no mesmo ano, gravou a valsa Lela, de Benedito Lacerda e Jorge Faraj e o samba Cãozinho sem dono, de Benedito Lacerda com acompanhamento da Orquestra Copacabana.

Ainda em 1935, gravou um único disco pela Columbia com a marcha Deixa essa gente falá e o samba Meu amor nunca foi da cidade, da dupla Saint Clair Sena e Ronaldo Lupo. Em 1936, gravou a marcha Onde você mora?, de Valfrido Silva e Bonfiglio de Oliveira e o samba Escola do amor, de Valfrido Silva e Osvaldo Santiago. Ainda no mesmo ano, gravou com acompanhamento de Antenógenes Silva ao acordeom a valsa A minha alucinação o tango Léa e a marcha Mulata sem sê-lo, todas de Antenógenes Silva e Ernâni Campos.

Em 1937, lançou para o carnaval a marcha Cuidado com essa morena, de Nássara e Cristóvão de Alencar e o samba Amar é muito bom, de Zé Pretinho e Manoel Ferreira. No mesmo ano, gravou os sambas Não fiz nada, de Zé Pretinho e Roberto Martins, Você precisa amar, de Zé Pretinho e Valdemar Silva e Eu fui fiel, de Zé Pretinho e Manoel Ferreira.

Em 1938, gravou seu último disco com a marcha Você faz tudo, de Antônio Almeida e o samba Bem feito, de Antônio Almeida e Léo Cardoso. Por essa época, começou a se afastar da carreira artística devido a problemas na garganta. Gravou 40 discos, sendo algumas composições suas, com 82 músicas ao todo, muitas das quais foram incluídas em seleções comemorativas do selo Revivendo, em LPs e CDs, a partir dos anos 1990. Jaime Vogeler faleceu em 7 de agosto de 1966, no Rio de Janeiro.
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