Mostrando postagens com marcador geraldo pereira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador geraldo pereira. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Ministério da Economia

Geraldo Pereira
Ministério da Economia (samba, 1951) - Geraldo Pereira e Arnaldo Passos - Intérprete: Geraldo Pereira

Disco 78 rpm: Título da música: Ministério da economia / Geraldo Pereira (Compositor) / Arnaldo Passos (Compositor) / Geraldo Pereira (Intérprete) / Regional (Acomp.) / Gravadora: Sinter / Gravação: 1951 / Lançamento: 08/1951 / Nº do álbum: Sinter 00-00071 / Nº da matriz: S-150 / Gênero: Samba


Seu Presidente
Sua excelência mostrou que é de fato
Agora tudo vai ficar barato
Agora o pobre já pode comer
( Pra você ver )


Seu Presidente
Pois era isso que o povo queria
O Ministério da Economia
Parece que vai resolver


Seu Presidente
Graças a Deus não vou comer mais gato
Carne de vaca no açougue é mato
Com meu amor eu já posso viver


Eu vou buscar a minha nega
Prá morar comigo
Porque já vi que não há perigo
Ela de fome já não vai morrer

A vida tava tão difícil

Que eu mandei
A minha nega bacana
Meter os peitos na cozinha

Da madame lá em Copacabana

Agora vou buscar minha nega
Porque gosto dela prá cachorro
Os gatos é que vão dar gargalhada
De alegria lá no morro.



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Que samba bom

Blecaute
Que samba bom (samba/carnaval, 1949) - Geraldo Pereira e Arnaldo Passos - Intérprete: Blecaute

Disco 78 rpm / Título da música: Que samba bom / Arnaldo Passos (Compositor) / Geraldo Pereira (Compositor) / Blecaute (Intérprete) / Conjunto Regional (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 1948 / Lançamento: 01/1949 / Nº do Álbum: 15981 / Nº da Matriz: 2002 / Gênero: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Ô, que samba bom
Ô, que coisa louca
Eu também tô aí
Tô aí, que é que há
Também tô nessa boca

Ô, que samba bom
Ô, que coisa louca
Eu também tô aí
Tô aí, que é que há
Também tô nessa boca

Muita bebida
Mulher sobrando
Tem até trouxa
Nesse samba se arrumando

Eu nesse samba
Vou me acabar
Num samba desses
Vale a pena a gente entrar



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sábado, 12 de abril de 2008

Até hoje não voltou

Geraldo Pereira
Até hoje não voltou (samba, 1946) - Geraldo Pereira e J. Portela - Intérprete: Ciro Monteiro

Disco 78 rpm / Título da música: Até hoje não voltou / Geraldo Pereira (Compositor) / J Portela (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Gravadora: Victor / Gravação: 28/05/1946 / Lançamento: 09/1946 / Nº do Álbum: 80-0437 / Nº da Matriz: S-078530-2 / Gênero musical: Samba


Eu fui buscar uma mulher na roça
Que não gostasse de samba
E nem gostasse de troça
Uma semana depois que aqui chegou
Mandou esticar os cabelos
E as unhas dos pés pintou
Foi dançar na gafieira
E até hoje não voltou

Ela não tinha um vestido
Um sapato que se apresentasse
Eu comprei
Chegou toda errada
Falar não sabia
Fui eu que ensinei

Perdi tanto tempo
Gastei meu dinheiro
Fui tão longe à toa
Mas vi que sou muito infeliz
É melhor eu viver sem patroa...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Resignação

Odete Amaral
Resignação (samba, 1943) - Geraldo Pereira e Arnô Provenzano - Intérprete: Odete Amaral

Disco 78 rpm / Título da música: Resignação / Arnô Provenzano (Compositor) / Geraldo Pereira (Compositor) / Odete Amaral (Intérprete) / Zacarias e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 02/06/1943 / Lançamento: 07/1943 / Nº do Álbum: 12330 / Nº da Matriz: 7305 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: IMS, Nirez


Quem é que lava a roupa
Pra você dançar?
Quem é que não marca hora
Para você chegar?
Quem é que sofre com resignação
Quando você traz a gola do terno
Suja de batom?

Mas ontem você faltou
Com o respeito para mim
Trazendo o lenço manchado de carmim.

Não vá dizer que a dama
Dançou em seu bolso
Pois não é possível
Nem tampouco
O meu rosto você limpou
É preciso mudar de pensar
Porque a minha paciência
Pode se esgotar...



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Pisei num despacho

Ciro Monteiro
Pisei Num Despacho (samba, 1947) - Geraldo Pereira e Elpídio Viana - Intérprete: Cyro Monteiro.

Disco 78 rpm / Título da música: Pisei Num Despacho / Autoria: Viana, Elpídio (Compositor) / Pereira, Geraldo (Compositor) / Cyro Monteiro (Intérprete) / Regional (Acompanhante) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 17/04/1947 / Nº Álbum 800518 / Lado A / Lançamento: Junho/1947 / Gênero musical: Samba.



Desde o dia em que passei
Numa esquina e pisei no despacho
Entro no samba e meu corpo está duro
Bem que procuro a cadência e não acho

Meu samba e meu verso não fazem sucesso
Há sempre um porém
Vou à gafieira
Fico a noite inteira
E no fim não dou sorte com ninguém

Mas eu vou num canto
Vou num pai de santo pedir
Qualquer dia
Que me dê um despacho
Um banho de erva e uma guia

Tenho aqui um endereço
Um senhor que eu conheço me deu
Há três dias
O mais velho é batata diz tudo na exata
É uma casa em Caxias

sábado, 26 de agosto de 2006

Na subida do morro

Clássico do samba de breque, de autoria de Geraldo Pereira, que o compôs especialmente para uma peça teatral apresentada no Morro de Mangueira, onde Geraldo então morava, escrita, dirigida e interpretada por ele mesmo, como número de encerramento. Anos mais tarde, Moreira da Silva comprou de Geraldo Pereira os direitos autorais e de gravação da música por um conto e trezentos.

O lançamento se deu pela Continental, em maio-junho de 1952, disco 16553-B, matriz C-2816, mas no selo original e na edição impressa apareceram apenas os nomes de Moreira da Silva e Ribeiro Cunha (fabricante dos chapéus do cantor), sendo o de Geraldo Pereira omitido.

O próprio Moreira reconhecia ser Geraldo o verdadeiro e único autor de "Na subida do morro", e regravaria a música em outras oportunidades, além de interpretá-la no filme "Maria 38" (1959), de Watson Macedo, estrelado pela sobrinha do cineasta, Eliana (Fonte: Samuel Machado Filho - Youtube).

Na Subida do Morro (samba, 1952) - Moreira da Silva e Ribeiro Cunha - Intérprete: Moreira da Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Na Subida do Morro / Silva, Moreira da (Compositor) / Cunha, Ribeiro (Compositor) / Silva, Moreira da (Intérprete) / Orquestra Tabajara (Acomp.) / Araújo, Severino (Acomp.) / Imprenta [S.l.]: Continental, 1951-1952 / Nº Álbum 16553 / Lado B / Lançamento: 1952 / Gênero musical: Samba de breque.


  (A)
Na subida do morro, me contaram   (breque)
  A         E7          A       
Que você bateu na minha nega  
             A7 
Isto não é direito
                        ( D )             
Bater numa mulher que não é sua  (breque) 
                   ( D )
Deixou a nega quase crua (breque)
             Dm                           ( A )
 No meio da rua / A nega quase que virou presunto (breque)
                       ( A )                             Bm
Eu não gostei daquele assunto (breque) / Hoje venho resolvido
                        E7        ( A )
Vou lhe mandar para a cidade de pé junto (breque) 
                      ( A ) 
Vou lhe tornar em um defunto
            Db7                          (Gbm) 
Você mesmo sabe que já fui um malandro malvado (breque)
                  (Gbm)                            Gb7
Somente estou regenerado (breque) /  Cheio de malícia
                           ( Bm )          
Dei trabalho à polícia pra cachorro (breque) 
                    (Bm)
Dei até no dono do morro(breque)
             Bm           Db7                  (Gbm)
Mas nunca abusei de uma mulher que fosse de um amigo (breque)
                   (Gbm)                         Bm  
Agora me zanguei consigo(breque) / Hoje venho animado  
                    E7                    ( A )
A lhe deixar todo cortado / Vou dar-lhe um castigo (breque)
Meto-lhe o aço no abdome e tiro fora
 o seu umbigo (breque)
 
“Aí meti-lhe o aço, hum! Quando ele ia caindo disse: 
Moringueira você me feriu; Eu então disse-lhe: É claro,
você me desrespeitou, mexeu com a minha nega. Você sabe 
quem em casa de vagabundo malandro não pede emprego; 
Como é que você vem com xavecada, está armado; eu quero 
é ver gordura que a banha está cara. Aí meti a mão lá 
na duana, na peixeira, é porque eu sou de Pernambuco, 
cidade pequena, porém decente, peguei o Vargolino 
pelo abdome, desci pelo duodeno, vesícula biliar e 
fiz-lhe uma tubagem; ele caiu, bum, todo ensanguentado; 
E as senhoras como sempre nervosas: Meu Deus esse homem 
morre, moço. Coitado olha aí está se esvaindo em
sangue; Ora minha senhora, dê-lhe óleo canforado, 
penicilina, estreptomicina crebiosa, engrazida e até
 vacina Salk; Mas o homem já estava frio; Agora o 
malandro que é malandro não denuncia o outro, espera 
para tirar a forra. Então diz o malandro:”
 
              Db7                                 (Gbm)
Vocês não se afobem que o homem desta vez não vai morrer (breque)
                       (Gbm)          
Se ele voltar dou pra valer (breque) 
              Gb7
Vocês botem terra nesse sangue
                     ( Bm )           
Não é guerra / É brincadeira (breque) 
                    ( Bm )
Vou desguiando na carreira (breque)
               Bm   
A jungusta já vem 
          Db7                  ( Gbm )
E vocês digam que eu estou me aprontando ( breque)
                     ( A )              
Enquanto eu vou me desguiando (breque) 
                  Bm
Vocês vão ao distrito
    E7            (  A )
Ao delerusca, se desculpando (breque)  
Foi um malandro apaixonado
                 ( A )
Que acabou se suicidando.

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Mais cedo ou mais tarde

Geraldo Pereira
Mais Cedo ou Mais Tarde (samba, 1945) - Geraldo Pereira - Intérprete: Déo

Disco 78 rpm / Título da música: Mais Cedo Ou Mais Tarde / Geraldo Pereira (Compositor) / Déo (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1945 / Nº Álbum: 15299 / Lado A / Gênero musical: Samba.


Tom: A7+

  A7+                     F#5+/7
Ah, mais cedo ou mais tarde
              B7
Ela tem que voltar
     C#m  E7               A7+
Meu Deus, não posso me conformar
À outra meu coração não entrego
Confesso, não nego
Sem ela não posso continuar
A7+         A#º          Bm
Outra meu coração não aceita
                   E7
Parece até coisa feita
                      A7+
Mas seja o que Deus quiser
 F#7                       Bm
Quero seguir para outro caminho
Buscar um novo carinho
           E         A7+
Mas meu coração não quer

Cabritada mal sucedida


Aventurando-se como cantor e também assinando com uma gravadora de maior porte, a RCA Victor, em 1953, o compositor Geraldo Pereira lançou o samba "Cabritada Mal Sucedida". Se não foi um real sucesso popular, a música é hoje considerada, por praticamente todos os pesquisadores da música popular brasileira, como um dos grandes sambas brasileiros e um dos melhores de Geraldo (Fonte: Década de 50).

Cabritada Mal Sucedida (samba, 1953) - Geraldo Pereira e Wilton Vanderley - Intérprete: Geraldo Pereira

Disco 78 rpm / Título da música: Cabritada Mal Sucedida / Pereira, Geraldo (Compositor) / Vanderley, Wilton (Compositor) / Pereira, Geraldo (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: RCA Victor, 1953 / Nº Álbum 801192 / Lado B / Gênero musical: Samba.



Bento fez anos,
E para almoçar me convidou,
Me disse que ia matar um cabrito,
Onde tem cabrito eu tou,
E quando o "Comes e Bebe" começou,
No melhor da cabritada,
A Polícia e o dono do bicho chegou.

Puseram a gente sem culpa,
No carro de Rádio Patrulha e levaram,
Levaram também o cabrito,
E toda a bebida que tinha, quebraram,
Seu Comissário, zangado,
Não tava querendo ninguém dispensar,
O patrão da Sebastiana,
É que foi ao distrito,
E mandou me soltar.


(Bis)

Puseram a raça sem culpa,
No carro da Rádio-Patrulha e levaram,
Levaram também o cabrito....

Cego de amor

Déo
Cego de Amor (samba, 1951) - Geraldo Pereira e Wilson Batista - Intérprete: Déo

Disco 78 rpm / Título da música: Cego de Amor / Geraldo Pereira (Compositor) / Wilson Batista (Compositor) / Déo (Intérprete) / Gravadora: Continental / Ano: 1951 / Nº Álbum: 16.366 / Lado B / Gênero musical: Samba.



Cego, não vejo nada
Já não é o primeiro que me vem dizer
Que ela estava no baile, nos braços de outro
Vi com olhos que a terra há de comer
Só eu não vejo, pode crer
Ou com certeza, são meus olhos que não querem ver

Sou feliz, pois nada enxergo
E gosto tanto dela, que sou cego
Se ela faz alguma coisa, a Deus entrego
Tenho os dois olhos, mas finjo que nada enxergo
Mas tenho fé que Deus há de cegar
Toda essa gente que vê o que ela faz, e vem me contar.

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Escurinho

Ciro Monteiro
Escurinho (samba, 1955) - Geraldo Pereira


Disco 78 rpm / Título da música: Escurinho / Autoria: Pereira, Geraldo (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Todamérica, 1954 / Nº Álbum TA5516 / Lado B / Lançamento: Fevereiro/1955 / Gênero musical: Samba

C             G7         C        A7
O escurinho era um escuro direitinho
    Dm          A7         Dm   Dm/C
Agora está com mania de brigão
        G7
Parece praga de madrinha
     C                   D7
Ou macumba de alguma escurinha
                 G7
que lhe fez ingratidão
 
      C             G7          C      A7
Saiu de cana inda não faz uma semana
    Dm               A7           Dm    Dm/C
Inté a mulher do Zé Pretinho carregou
        G7            
Botou abaixo o tabuleiro da baiana
          C        G7       C     C
porque pediu fiado e ela não fiou.
 
        F              C7
Já foi no morro da Formiga
     F
procurar intriga
           C
já foi no morro do Macaco
 
já bateu num bamba
      Dm              Dm/C
já foi no morro dos Cabritos
    G7
provocar conflitos
         C          G7 
já foi no morro do Pinto
              C       C6 
acabar com o samba

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Bolinha de papel

Bolinha de papel (samba, 1945) - Geraldo Pereira - Intérprete: Anjos do Inferno

Disco 78 rpm / Título da música: Bolinha de papel / Geraldo Pereira (Compositor) / Anjos do Inferno (Intérprete) / Gravadora: Victor / Gravação: 01/02/1945 / Lançamento: 04/1945 / Nº do Álbum: 80-0266 / Nº da Matriz: S-078125-2 / Gênero musical: Samba

F7+                 G7/D
Só tenho medo da falseta
C7
Mas adoro a Julieta, como adoro
F6/9
Ah, Papai do Céu
Cm7       F7/9         A#7+ A#m6
Quero seu amor minha santinha
F7+        A#m6      F6/9
Mas só não quero que faças de bolinha de papel
D5+/7    G7/D
Tiro você do emprego
C7
Dou-lhe amor e sossego
F6/9            Cm7 F7/9
Vou ao banco e tiro tudo pra você gastar
A#7+         A#m6        F7+
Posso oh Julieta lhe mostrar a caderneta
A#m6     F6/9
Se você duvidar


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 2 de maio de 2006

Sem compromisso

Anjos do Inferno

Sem compromisso (samba, 1944) - Geraldo Pereira e Nelson Trigueiro - Intérprete:Anjos do Inferno

Disco 78 rpm / Título da música: Sem compromisso / Geraldo Pereira (Compositor) / Nelson Trigueiro (Compositor) / Anjos do Inferno (Intérprete) / Gravadora: Continental / Gravação: 1944 / Lançamento: 08/1944 / Nº do Álbum: 15184 / Nº da matriz: 823-1 / Gênero musical: Samba / Coleções de origem: Nirez, Humberto Franceschi

(intro) A/C# C E/B E/D (2x)  
        A/C#  C

  Em              B/Eb
Você só dança com ele
             E/D        E
E diz que é sem compromisso
   Am           D9
É bom acabar com isso
     G            F#m5-   B/F#
Não sou nenum Pai-João
       Em           B/Eb
Quem trouxe você fui eu
            E/D       E  E9-
Não faça papel de louca
     Am           F#m5-  B9-   Em9  B9M  Em9
Prá não haver bate-boca   dentro do salão
        Em     Am
Quando toca um samba
          D9        G
E eu lhe tiro pra dançar
              B                  E6   E5M
Você me diz: Não, eu agora tenho par
         Am           D9  G
E sai dançando com ele, alegre e feliz
               F#
Quando pára o samba
 C9  B9          Em
Bate palma e pede bis


Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

sexta-feira, 28 de abril de 2006

Acertei no milhar

Um pobretão sonha ter ganho 500 contos de réis no jogo do bicho, quantia fabulosa em 1940, suficiente para comprar três apartamentos de luxo ou cinco casas de dois pavimentos no bairro carioca de Copacabana. Este é o tema de "Acertei no Milhar", um samba-de-breque feito sob medida para o repertório de Moreira da Silva (foto).

Numa letra original e espirituosa, Wilson Batista (na foto ao lado) descreve a alegria do premiado, ressaltando seus planos mirabolantes ( "Eu vou comprar um avião azul / para percorrer a América do Sul"), suas expectativas de ascensão social ("Vou comprar um nome, não sei onde / vou ser barão..."), sem esquecer, porém, os compromissos cotidianos ("Me telefone pro Mané do armazém / porque não quero ficar devendo nada a ninguém"). Mas, como alegria de pobre dura pouco, logo o sonhador volta à realidade, acordado pela mulher.

"Acertei no Milhar" tem letra e melodia de Wilson Batista, figurando Geraldo Pereira como parceiro - a pedido de Moreira da Silva - para "trabalhar" a música nas rádios. Na ocasião, Geraldo era um compositor iniciante com apenas um samba gravado

Acertei no milhar (samba, 1940) - Wilson Batista e Geraldo Pereira - Intérprete: Moreira da Silva

Disco 78 rpm / Título da música: Acertei no milhar / Geraldo Pereira (Compositor) / Wilson Batista, 1913-1968 (Compositor) / Moreira da Silva (Intérprete) / Boêmios da Cidade (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 04/04/1940 / Lançamento: 08/1940 / Nº do Álbum: 11883 / Nº da Matriz: 6332 / Gênero musical: Samba choro / Coleções de origem: IMS, Nirez

Etelvina (o que é, Morengueira?)
                A
Acertei no milhar!
    F#7            Bm                
Ganhei quinhentos contos (milhas), 
      D          C#7   
 não vou mais trabalhar
     Bm7         E7        A   F#7     
você dê toda roupa velha aos pobres
      B7        E7    
e a mobília podemos quebrar

(breque) 

"Isso é pra já, vamos quebrar. Pam, pam, bum, etc..."
     D                   A    
Etelvina vai ter outra lua-de-mel
   F#7       Bm        
você vai ser madame
E7            A       F#7         
vai morar num grande hotel
  D          D#O          A       F#7        
eu vou comprar um nome não sei onde
     Bm7      E7         A         
de Marquês Morengueira de Visconde
    Bm7         E7         A     
um professor de francês mon amour
             B7        E7        A    
eu vou mudar seu nome pra Madame Pompadour
      C#7            F#m            
Até que enfim agora sou feliz
         C#7            F#m
vou passear a Europa toda até Paris
      C#7                   F#m
e nossos filhos, oh, que inferno
          G#7           C#7            
eu vou pô-los num colégio interno
               F#m 
me telefone pro Mané do armazém
       C#7             F#m    
porque não quero ficar devendo nada a ninguém
        D7      D#O    A     
e vou comprar um avião azul
  F#m        Bm7      E7         A        
para percorrer a América do Sul
   D                D#O       A    
mas de repente, derrepenguente
     F#7        Bm7        E7     A        
Etelvina me acordou está na hora do batente
          D              D#O  
mas de repente, derrepenguente
(breque)
- Se acorda, vargulino! 
  Saia pela porta de trás que na frente tem gente.
       E7            A      
Foi um sonho, minha gente!               ESTRIBILHO


Fontes: Instituto Moreira Salles - Acervo musical; A Canção no Tempo - Volume 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Falsa Baiana

Geraldo Pereira
Na noite de segunda-feira do carnaval de 1944, Roberto Martins estava no Nice, conversando com Geraldo Pereira, quando chegou sua esposa, dona Isaura, fantasiada de baiana. Acontece que, não tendo temperamento carnavalesco, a Sra. Martins era a própria imagem da desanimação, em contraste com os foliões, o que levou o marido a observar: "Olha aí, Geraldo, a falsa baiana...". O que Roberto não sabia era que, inconscientemente, estava oferecendo a Geraldo Pereira o mote para ele criar "Falsa Baiana", o maior sucesso de sua carreira.

Neste samba de ritmo sacudido, bem característico de seu estilo, Geraldo estabelece uma divertida comparação entre a falsa baiana - que "Só fica parada / não canta, não samba / não bole, nem nada" - com a verdadeira - "Que mexe, remexe / dá nó nas cadeira / e deixa a moçada com água na boca". Nascido em Juiz de Fora e criado no morro carioca da Mangueira, este notável compositor - bom de letra e melodia entraria na década de 1940 para a história do samba, gênero que revigorou em escassos quinze anos de atividade.

Talvez pelo caráter inovador de sua obra, que inclui até certas resoluções harmônicas inusitadas na época, Geraldo Pereira não foi suficientemente valorizado em vida. Várias dessas inovações estão bem à mostra em "Falsa Baiana": a originalidade melódica, o deslocamento da acentuação rítmica (que causaria forte impressão em João Gilberto) e o ritmo interno das construções verbais, independentes da melodia. Tudo isso seria valorizado na interpretação inconfundível de seu lançador, o grande sambista Ciro Monteiro.

Uma curiosidade: antes de entregar "Falsa baiana" a Ciro, o autor mostrou-a ao cantor Roberto Paiva, que a rejeitou. "Era de madrugada" - relembra Paiva - "e o Geraldo, ‘meio alto', cantou enrolando as palavras, dando a impressão de que o samba estava ‘quebrado'. Um mês depois, ao ouvi-lo na voz do Ciro, descobri que aquela beleza toda era o samba que o Geraldo me oferecera".

Falsa baiana (samba, 1944) - Geraldo Pereira - Intérprete: Ciro Monteiro

Disco 78 rpm / Título da música: Falsa baiana / Geraldo Pereira (Compositor) / Ciro Monteiro (Intérprete) / Benedito Lacerda [1903-1958] e Seu Regional (Acomp.) / Gravadora: Victor / Gravação: 03/04/1944 / Lançamento: 06/1944 / Nº do Álbum: 80-0181 / Nº da Matriz: S-052940-1 / Gênero: Samba

Intro.: G7+ D7/9

G7+                                  A7
Baiana que entra na roda e só fica parada
                                   D7/9
Não samba, não dança, não bole nem nada
                             G7+ G7
Não sabe deixar a mocidade louca
           C7+              
Baiana é aquela que entra no samba
               Bm7
de qualquer maneira
            E7                 A7
Que mexe, remexe, dá nó nas cadeiras
              D7/9-            G7+  E7
Deixando a moçada com água na boca
          Am7                   D7/9-
A falsa baiana quando entra no samba
              G7+
Ninguém se incomoda, ninguém bate palma
                Am7                D7/9
Ninguém abre a roda, ninguém grita ôba
          G7+    G7
Salve a Bahia, senhor
             C7+               Cm
Mas a gente gosta quando uma baiana
           Bm7               E7
Samba direitinho, de cima embaixo
            Am7
Revira os olhinhos dizendo
         D7/9-         G7+   D7/9
Eu sou filha de São Salvador


Fonte: A Canção no Tempo - Vol. 1 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34.

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Geraldo Pereira

Geraldo Pereira (Geraldo Teodoro Pereira), compositor e cantor, nasceu em Juiz de Fora MG, em 23/4/1918, e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 8/5/1955. Chegou ao Rio de Janeiro em 1930, indo morar com o irmão mais velho no morro de Santo Antônio, na zona central da cidade. Terminou o curso primário e, adolescente ainda, já compunha sambas para a escola Unidos de Mangueira, hoje extinta. Logo fez amizades com os bambas do morro e aprendeu violão com Cartola e Aloísio Dias.


Aos 18 anos, deixou o morro para viver no subúrbio de Engenho de Dentro. Logo mudou-se para a Lapa, empregando-se na Prefeitura do Rio de Janeiro como motorista de caminhão de limpeza urbana, emprego que manteve por toda a vida. Passou a frequentar os bares da cidade, inclusive o Café Nice, ponto de encontro de sambistas e da boêmia carioca. Com parceria de Nelson Teixeira, compôs o samba Se você sair chorando, gravado em 1939 em disco Odeon pelo cantor Roberto Paiva. Inscrita no concurso carnavalesco promovido em 1940 pelo D.l.P., a música classificou-se entre as finalistas.

Ainda em 1940, compôs, de parceria com Wilson Batista, o samba de breque Acertei no milhar, gravado na Odeon por Moreira da Silva. Por essa época vivia com Isabel, inspiradora de muitos de seus sambas, entre eles Acabou a sopa (com Augusto Garcez). Gravado em 1940 na Victor, marcou o início de sua amizade com Ciro Monteiro, que se tornaria um de seus mais fiéis interpretes e o principal divulgador de suas obras. Nos anos seguintes, diversas músicas suas foram gravadas por cantores de destaque: os sambas Falta de sorte e Pode ser? (ambos com Marino Pinto), foram gravados respectivamente por Araci de Almeida e Isaura Garoa, em 1941.

Nos anos de 1942-1943, Odete Amaral, Moreira da Silva e o grupo Quatro Ases e Um Curinga lançaram composições suas. Em 1943 apresentou-se no programa Vesperal das Moças, na Rádio Tamoio do Rio de Janeiro. Durante essa época, fez amizade com Valdir Machado, que o incentivava a cantar e que se tornou seu parceiro. Fez algumas apresentações esporádicas na Rádio Nacional. Em 1944 participou do filme Berlim na batucada, de Luís de Barros, interpretando o papel do cabo Laurindo. Foi também em 1944 que conseguiu seu primeiro grande sucesso, com a gravação de Falsa baiana, por Ciro Monteiro. Inspirado na esposa do compositor Roberto Martins, incapaz de sambar com sua fantasia de baiana no Carnaval, o samba deu-lhe renome nacional.

Bolinha de papel, gravado pelos Anjos do Inferno em 1945, repetiu o êxito do ano anterior. Ainda em 1945, depois de aprovado num teste da Continental, o sambista estreou como cantor, interpretando os dois lados de um 78 rpm: Mais um milagre e Bonde de Piedade (com Ari Monteiro). O disco não alcançou sucesso e ele preferiu lançar suas criações seguintes por meio de outros cantores.

Em 1949, Blecaute gravou Que samba bom, um dos maiores sucessos de venda da década. Em 1950, o próprio compositor gravou Pedro do pedregulho, lançando-se definitivamente como intérprete de suas composições a partir de 1951, quando Ciro Monteiro se encontrava impossibilitado de gravar, por doença nos pulmões. Gravou o samba Escurinha (com Arnaldo Passos) na Sinter. Ainda no mesmo ano, tornou a compor em parceria com Wilson Batista, saindo pela Continental o samba Cego de amor, na voz de Deo.

Em 1952 participou do filme O rei do samba, de Luís de Barros. Interpretado por ele, a Victor lançou, em 1953, Cabritada malsucedida (com Jorge Gebara). O ano de 1954 marcou seu último grande sucesso: Escurinho, gravado na Todamérica por Ciro Monteiro. Participou ainda do espetáculo Clarins em fá, na boato Esplanada, em São Paulo, fazendo muito sucesso com seu samba Pau peroba (com Buci Moreira e Albertina Rocha). Nesse ano, registrou na Columbia suas últimas produções: Maior desacerto (com Silva Júnior e Ari Garcia) e Eu vou partir, título que parecia prever o fim prematuro de sua vida atribulada.

Em maio de 1954, aos 37 anos, encerrava uma carreira de grande sambista, e em muitos pontos inovadora. Após sua morte, diversas composições suas foram regravadas. Nos anos de 1960, João Gilberto regravou Bolinha de papel. Em 1971, Paulinho da Viola regravou Você está sumindo. Em 1980 foi lançado o disco Wilson, Geraldo e Noel, no qual João Nogueira interpreta composições de Geraldo Pereira, Noel Rosa e Wilson Batista, com Escurinha e Você está sumindo.

Em 1981, a gravadora Eldorado lançou o LP Evocação V, inteiramente dedicado ao compositor, interpretad0 por Elton Medeiros, Monarco e Jackson do Pandeiro entre outros. Sua música Se você sair chorando foi regravada nesse disco por um coro de oito cantores. No Carnaval de 1982, o compositor foi homenageado no enredo Geraldo Pereira, eterna glória do samba (de João Ramos Pacheco), da Escola de Samba Unidos do Jacarezinho.

Em 1990, Chico Buarque regravou Sem compromisso (com Nelson Trigueiro). Em 1995 foi lançado o livro Um escurinho direitinho: A vida e a obra de Geraldo Pereira, de autoria de Luís Fernando Vieira, Luís Pimentel e Suetônio Valença (Relume-Dumará, Rio de Janeiro). Em 1996, Zizi Possi cantou Escurinha em seu show e, em 1997, Gal Costa regravou com grande sucesso o samba Falsa baiana, em seu CD Acústico MTV (BMG/RCA).

Comentários de artistas

Bucy Moreira - (compositor e percussionista da "Velha guarda," que trabalhou com ele) - "Sempre se vestia com terno branco, muito elegante. Uma pessoa muito agradável. Era de uma família muito tradicional da Mangueira, os Araújos.

Aloísio Dias - (compositor e seu professor de violão) - A imagem do homem que conheci é bem diferente da que vemos nas revistas e jornais. Não era gordo e nem tinha aquela cara redonda que aparece nas fotografias. Tinha dedos longos, dedos de violonista, suas mãos eram grandes e muito fortes. Suas pernas eram longas e quando andava rápido, era difícil de acompanhá-lo. E também era muito calmo.

Teresinha Santos - (sua sobrinha) - Ele não era de briga. Mas não gostava de levar desaforo pra casa. Mas tinha um defeito: muitas mulheres, tinha muitos problemas disso. Perdemos até a conta.

Moreira da Silva - (cantor) - Era um cara alegre. Gostava de mulheres, mas era ingênuo. Acreditava nelas. Quando queria coisa não sossegava enquanto não conseguia. Com as damas, (era assim que ele chamava as mulheres) era muito educado. Tinha um sorriso agradável e era humilde. Quando o conheci em 1940, não era alcoólatra, mas gostava de beber. Era vaidoso, e aonde estavam as mulheres, era aí que você; o encontrava.

João Gilberto - (cantor e violonista, responsável pela introdução de Geraldo à geração dos anos 60) - Eu ainda cantava no conjunto "Garotos da Lua", e nem sonhava em cantar sozinho, quando um dia ele me convidou a ir a um bar lá na Lapa. Enquanto estávamos tomando uns drinks, entraram uns caras e me estranharam. O que é que vocês estão olhando, perguntou Geraldo, esse aqui é meu, e botou os caras pra correr. Seu Samba era leve, e cheio de divisões rítmicas, e sempre me chamou a atenção. Ele não tinha consciência disto, mas era o inovador da Música Brasileira nos anos 40.

Cifras e letras
















Obra completa

Abaixo de Deus foi ela (c/Elpídio Viana), samba, 1946; Acabou a sopa (c/Augusto Garcez), samba, 1940; Acertei no milhar (c/Wilson Batista), samba de breque, 1940; Adeus (c/Augusto Garcez), samba, 1942; Ai, mãezinha (c/Ari Monteiro), samba, 1946; Ai, que saudade dela (c/Ari Monteiro), samba, 1942; Ainda sou seu amigo, samba, 1946; Aquele amor (c/Arnaldo Passos), samba, 1951; Até hoje não voltou (c/J. Portela), samba, 1946; Até quarta-feira (c/Jorge de Castro), samba, 1942; Boca rica (c/Arnaldo Passos), samba, 1949; Bolinha de papel, samba, 1945; Bom crioulo (c/Raul Longras), samba, 1947; Bonde de Piedade (c/Ari Monteiro), samba, 1945; Brigaram pra valer (c/J. Batista), samba, 1948; Cabritada malsucedida (c/Jorge Gebara), samba, 1953; Os caprichos meus (c/Arnaldo Passos) samba, 1949; Carta fatal (c/Ari Monteiro), samba, 1944; Cego de amor (c/Wilson Batista), samba, 1950; Chegou a bonitona (c/José Batista), samba, 1948; Chegou o dia (c/Elpídio Viana), samba, 1945; Conversa fiada (c/Ciro de Sousa), samba, 1945; Ela (c/Badu e Arnaldo Passos), samba, 1951; Ela não teve paciência (c/Augusto Garcez), samba, 1941: Escurinha (c/Arnaldo Passos), samba, 1952; Escurinho, samba, 1954; Eu vou partir, samba, 1954; Falsa baiana, samba, 1944; Falta de sorte (c/Marino Pinto), samba, 1940; Fugindo de mim (c/Arnaldo Passos e Valdir Machado), samba, 1951; Golpe errado (c/Cristóvão de Alencar e Davi Nasser), samba, 1945; Humilde teto (c/Elpídio Viana), samba, 1945; Já tenho outra em seu lugar (c/Ari Monteiro), samba, 1943; Jamais acontecerá (c/Djalma Mafra), samba, 1943; Juraci (c/Plinio Costa), samba, 1954; Jurei (c/Cristóvão de Alencar), samba, 1945; Lar desabitado (c/Arnaldo Passos), samba, 1952; Lembranças da Bahia (c/Moreira da Silva), samba-choro, 1942; Lembras-te daquela zinha (c/Augusto Garcez), samba, 1941; Liberta meu coração (c/José Batista), samba, 1947; Maior desacerto (c/Silva Júnior e Ari Garcia), samba, 1953; Mais cedo ou mais tarde, samba, 1945; Mais um milagre, samba, 1945; Mambo da bonitona (c/José Batista), 1954; Mexe, mulher (c/Arnaldo Passos), samba, 1950; Minha companheira, samba, 1949; Ministério de economia (c/Arnaldo Passos), samba, 1951; Não consigo esquecer (c/Arnaldo Passos), samba, 1952; Não quero você (c/Arnaldo Passos), samba, 1951; Olha a cara dela (c/Moreira da Silva), marcha, 1940; Onde está a Florisbela? (c/Ari Monteiro), samba, 1944; O pagamento ainda não saiu (c/Ariel Nogueira), samba, 1946; Pau peroba (Olha o peroba) (c/Buci Moreira e Albertina Rocha), samba, 1953; Pedro do pedregulho, samba, 1950; Perdi meu lar (c/Arnaldo Passes), samba, 1950; Pisei num despacho(c/Elpidio Viana), samba, 1947; Pode ser?(c/Marino Pinto), samba, 1941; Polícia no morro (c/Arnaldo Passos), samba, 1951; Promessa de um caboclo (c/Arnaldo Passos), samba, 1952; Quando ela samba (c/J. Portela), samba, 1942; Que samba bom (c/Arnaldo Passos), samba, 1948; Resignação (c/Arnô Provenzano), samba, 1943; Roubaram o livro de ouro (c/Arnaldo Passos), samba, 1948; Samba pro concurso (c/Moreira da Silva), 1943; Se você sair chorando (c/Nelson Teixeira), samba, 1939; Sem compromisso (c/Nelson Trigueiro), samba, 1944; Sem destino (c/Oldemar Magalhães), samba, 1950; Sinhá Rosinha (c/Célio Ferreira), samba, 1942; Só quis meu nome, samba, 1946; Tenha santa paciência (c/Augusto Garcez), samba, 1942; Tribo do Caramuru (c/Helio Ribeiro e Álvaro Xavier), marcha, 1951; Vai, samba, 1961; Vai que depois eu vou, samba, 1945; Você esta sumindo (c/Jorge de Castro), samba, 1943; Voltei, mas era tarde (com Príncipe Pretinho), samba, 1944; Vou dar o serviço (com José Batista), samba, 1948; A voz do morro (com Moreira da Silva), samba, 1942.


Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.