
Mário Pinheiro, cantor, nasceu em Campos RJ (1880) e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 10/1 /1923. Estreou como palhaço de um circo do bairro carioca da Piedade. Passou depois a atuar como cantor, sendo logo contratado com exclusividade por Fred Figner, fundador e proprietário da
Casa Edison, do Rio de Janeiro.
Sua dicção impecável levou-o a tornar-se o principal anunciador de discos da Casa Edison. Contratado pela Victor norte-americana, esteve nos E.U.A. e Itália, onde estudou canto, chegando a cantar no Teatro Alla Scala, de Milão. Voltou ao Brasil como baixo-cantante de uma companhia lírica.
Representando Tapir na ópera Moema, de Delgado de Carvalho, fez parte do programa de inauguração do Teatro Municipal, do Rio de Janeiro, a 27 de julho de 1909.
Sua discografia, a mais extensa realizada por qualquer cantor de sua época, inclui gravações que vão de 1902 a 1919, para as etiquetas Odeon-Record, Columbia, Phonograph e Victor Record. Com o soprano Zola Amaro, cantou em 1920, no Teatro Municipal, do Rio de Janeiro, a ópera Condor (Carlos Gomes).
Detentor de grandes sucessos da música popular brasileira das duas primeiras décadas do século, entre suas interpretações destacam-se
Ai, Maria (Edi Capua, versão de Russo), canção;
Ao som da viola, desafìo;
O boêmio (
Anacleto de Medeiros e
Catulo da Paixão Cearense), tango;
A brisa dizia à rosa, canção;
Canção mineira, dueto;
Na casa branca da serra (Miguel Emídio Pestana e Guimarães Passos), modinha;
A casaca do homem, lundu;
Casinha Pequenina (domínio público), canção;
Clélia (Luís de Sousa e Catulo da Paixão Cearense), modinha;
De Marília os lindos olhos, modinha;
É loucura, meu anjo, modinha;
Gentil Maria, modinha;
Gondoleiro do Amor, modinha;
As horas que passo, modinha;
Isto é bom, lundu;
Luar do Sertão (
João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense), toada;
Lundu infernal, lundu;
Minha viola, toada
; Mulata vaidosa, lundu;
Nas horas mortas da noite, modinha;
Ó pálida madona, modinha;
Os olhos de Marília, modinha;
Perdão Emília, modinha;
Pierrot, canção;
Pinica-pau, chula;
Por um beijo, modinha;
Primeiro amor, modinha;
Quando morre o amor, valsa;
Quando o meu peito, modinha;
Quitutes, lundu;
O rouxinol, modinha;
Sertanejo enamorado, tango;
Sô angu, lundu;
Sou teu escravo, modinha;
Stella, modinha;
Talento e formosura (Edmundo Otávio Ferreira e Catulo da Paixão Cearense), modinha; e
Teu pé, modinha.
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