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domingo, 16 de julho de 2006

Luz eterna

Luz Eterna (1998) - Johnny Alf - Interpretação: Johnny Alf



No dia em você vier
Pro meu carinho
E não mais se afastar
Pra longe dos meus braços
A minha emoção
Vai festejar
A glória de nós dois...


E a porta dos meus sonhos
Se abrirá pros céus
Punhado de estrelas
Virão brilhar pra nós
E então o amor será
A luz eterna
Em nossos corações

Rapaz de bem


Rapaz De Bem (1960) - Johnny Alf - Intérprete: Carlos Lyra

LP Bossa Nova / Título da música: Rapaz De Bem / Johnny Alf (Compositor) / Carlos Lyra (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1960 / Nº Álbum: P 630.409 L / Lado A / Faixa 4 / Gênero musical: Bossa Nova.


F7+          Bb7/9               F7+
Você bem sabe, eu sou um rapaz de bem
Am7                D7/9-    Gm7
E a minha onda é do vai e vem
A7/13         D6/9     F#7/5+     Bm7
Pois co'as pessoas que eu bem tratar
E7/9         Am7            D7/9-
Eu qualquer dia posso me arrumar
Gm7 C7/9- F7+
Vê se mora

Bb7/9                F7+
No meu preparo intelectual
Am7         D7/9-     Gm7
É no trabalho a pior moral
A7/13     D6/9      F#7/5+    Bm7
Não sendo a minha apresentação
E7/9         Am7        D7/9-
O meu dinheiro só de arrumação

Gm7         C7/9        Fm7 Dº
Eu tenho casa, tenho comida
Ebm7/9   Ab7   Db6      Db7 Db7+
Não passo fome, graças a Deus
Dm7/9    G7/13    Em7 Ebº Dm7
E no esporte eu sou de morte
G7/13           Gm7                 C7/9-
Tendo isso tudo eu não preciso de mais nada
   F7+
É claro!

Bb7/9         F7+
Se a luz do sol vem me trazer calor
Am7         D7/9-           Gm7
E a luz da lua vem trazer amor
A7/13   D6/9   D7/9-    Gm7
Tudo de graça a natureza dá
     C7/9                    Gb7+
1ª) Pra que que eu quero trabalhar

      C7/9           Abm7
2ª) Pra que que eu quero
         Db7/9    Gm7
Pra que que eu quero
    C7/9          Gb7+      F7+
Pra que que eu quero trabalhar

Ilusão à toa


Ilusão à Toa (samba-canção, 1961) - Johnny Alf - Interpretação: Ana Lúcia

LP O Encanto E A Voz De Anna Lúcia / Título da música: Ilusão À Toa / Johnny Alf (Compositor) / Ana Lúcia (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1961 / Nº Álbum: P 630.443 L / Lado A / Faixa 6 / Gênero musical: Samba-canção.


Tom: Dm
Intro: G7/13 

    Dm      G7               Db7+     C/Db
Eu acho engraçado quando um certo alguém
      Db7/9
Se aproxima de mim
  A5-/7/9      Abm7           Bb7/9+ Ebm C7/9-
Trazendo exuberância que me extasia
      Fm    Cm7/9         Fm        Cm7/9
Meus olhos sentem, minhas mãos transpiram
      Fm                G5+/7           Cm  
É um amor que guardo há muito dentro em mim,
   G7      Cm
dentro em mim
              F7/9-  Bbm7 Eb7/9- Abm7  Am7  A5+/7
E é a voz do coração que canta assim, assim
 Dm     G7                   C7+
Olha, somente um dia longe dos teus olhos
 Bm5-/7     E7/9-                Am
Trouxe a saudade de um amor tão perto
            F#m5-/7      B7      Em   A4/7 A5+/7
E o mundo inteiro fez-se tão tristonho
C/D  D7/9 Dm     G7     C7+   F7/9
Mas embora agora eu te tenha perto
B7/9+    E7/9-    Am      D7/9
Eu acho graça do meu pensamento
F#5+/7  B7/9-              Abm7
A conduzir o nosso amor discreto
C7/9- F7+    F#m5-/7       B7/9- E7+
Sim, amor discreto pra uma só pessoa
Em5-/7       A5+/7        E7+      Dm
Pois nem de leve sabes que eu te quero
      Bb7          Db7/9  C7+
E me apraz essa ilusão à toa
Ab/Bb Bb5+/7 Eb7 Eb/F F7/9-
 Bb7+ Gb/Ab D7/9 Ab/Bb C7+

O que é amar


O Que É Amar (samba-canção, 1952) - Johnny Alf - Interpretação: Mary Gonçalves

LP 10' Convite Ao Romance / Título da música: O Que É Amar / Johnny Alf (Compositor) / Mary Gonçalves (Intérprete) / Trio As Moreninhas (Partic.) / Lyrio Panicali (Direção) / Gravadora: Sinter / Ano: 1953 / Nº Álbum: SLP 1008 / Lado A / Faixa 3 / Gênero musical: Samba-canção.


D# A#7 
É só olhar, 
D#7+          Dº             Cm Gm Cm
 depois sorrir, depois gostar
C7     F#          Fº             G5+
Você olhou, você sorriu, me fez gostar
         Cm
Quis controlar meu coração
              G7+ Gm   C6
Mas foi tão grande a emoção
       F7   Dm7    G4    C     Fm   C5+/9-
De sua boca ouvi dizer "quero você"
        D#7+     Cm         Fm
Quis responder, quis lhe abraçar
A#     D#7+ Fm Gm G5+
Tudo falhou
      A#m7       F#7/9      G#7+ Gm7
Porém você me segurou e me beijou
          Cm       C#
Agora eu posso argumentar
        Dm7             Gm7
Se perguntarem o que é amar
 C#m  Cm             Fm     A#      D#7+
É só olhar, depois sorrir, depois gostar

segunda-feira, 5 de junho de 2006

Eu e a brisa

Johnny Alf
Obra encomendada para o casamento de um amigo do autor, esta romântica balada foi uma das concorrentes do III Festival de MPB da Record. Não teve sorte, porém, pois os jurados não se impressionaram com a sua beleza, nem com a boa interpretação da cantora Márcia ou com o arranjo de José Briamonte, desclassificando-a para as finais.

Mesmo assim, “Eu e a Brisa” foi aos poucos se impondo e ganhando prestígio para se tornar a mais solicitada e gravada canção de Johnny Alf (“Ah, se a juventude que essa brisa canta / ficasse aqui comigo mais um pouco / eu poderia esquecer a dor / de ser tão só! pra ser um sonho...”). E seu destino inicial acabou sendo cumprido: vetada pelo padre oficiante do casamento do amigo de Alf, tornou-se uma de nossas composições frequentemente executadas nessas cerimônias (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).

Eu e a Brisa (1967) - Johnny Alf - Intérprete: Márcia

LP III Festival Da Música Popular Brasileira - Vol. 1 / Título da música: Eu E A Brisa / Johnny Alf (Compositor) / Márcia (Intérprete) / José Briamonte (Acomp.) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: Philips / Ano: 1967 / Nº Álbum: R 765.014 L / Lado A / Faixa 5 / Gênero musical: Canção / Balada / MPB:

E6/9          Am6/E               E6/9
Ah ,se a juventude que essa brisa canta 
         Bm7        E7(b9)  A7M           C#m7
Ficasse aqui comigo mais um pouco, Eu poderia 
    F#7(#5) B7M
esquecer a  dor 
           B7/4/9        G#m7  C#m7
De ser tão só Pra ser um sonho, 
        Am7             D7/9    E7M
Eu aí então quem sabe alguém chegasse, 
            Bm7            E7(b9)   D#m7  D7/9 
Buscando um sonho em forma de     desejo
      F#7/4          F#7 D#m7   G#m7    F7(#9)
Felicidade então pra nós seria!         E
E7M          A#m7          D#7(b9) G#m7  G#m/F#
Depois que a tarde nos trouxesse a lua,
             E#m7(5b) A#7/9      D#m7    D#m/C#
Se o amor chegasse eu não resistiria, 
         C7(#9) B7/9(#11) A#m7       B7/4(9) B7(b5)
E a madrugada   acalentaria  a nossa paz  
G#m7             Am7          D7(b9)   G7M   F7M
Fica, Oh! brisa, fica pois talvez quem sabe,
        E7/4(9)   E7/9   A7M   D7/9
O inesperado faça uma surpresa 
          C#m7            F#7(b5) B7M
E traga alguém que queira te escutar
          B7/4(9)        E7M   F#m7
E junto a mim   Queira ficar... 
             G#m7 A7/9  G#7M
(Bem junto a mim queira ficar...)

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Johnny Alf


Johnny Alf (Alfredo José da Silva), instrumentista, compositor e cantor nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 19/05/1929, e faleceu em Santo André, SP, em 04/03/2010. Seu pai, cabo do Exército, morreu em 1932 e a mãe foi trabalhar na casa de uma família, que o criou e custeou seus estudos. Começou a aprender piano clássico aos nove anos, com Geni Borges, amiga da família, logo demonstrando interesse por compositores do cinema norte-americano, como George Gershwin e Cole Porter.


Pelos 14 anos, formou um conjunto com amigos em Vila Isabel, indo tocar nos fins de semana na Praça Sete, do Andaraí. Cursou até o segundo ano do Colégio Pedro II, onde entrou em contato com o pessoal do Instituto Brasil-Estados Unidos, que o convidou para participar de um grupo artístico.

Por sugestão de uma amiga norte-americana, adotou o pseudônimo de Johnny Alf, quando de sua apresentação no programa de jazz de Paulo Santos, na Rádio M.E.C. Trabalhou no escritório de contabilidade da Estrada de Ferro Leopoldina, onde aproveitava os momentos livres no horário de serviço para escrever música. Com o grupo do Instituto Brasil-Estados Unidos fundou um clube para promoção e intercâmbio de música brasileira e norte-americana, que realizava sessões semanais para analisar orquestrações, solos etc., além de apresentar filmes, shows, concertos de jazz, entre outras atividades.

Quando Dick Farney, já profissional e recém-chegado dos E.U.A., ingressou no grupo em 1949, o clube passou a chamar-se Sinatra-Farney Fan Club, tendo entre seus sócios Tom Jobim, Nora Ney e Luiz Bonfá, entre outros, ainda principiantes. Na época, tocava durante a noite no clube e pela manhã assumia seu posto de cabo no Exército. Através de Dick Farney e Nora Ney foi contratado em 1952 como pianista da recém-inaugurada Cantina do César, de propriedade do radialista e apresentador César de Alencar, dando início à sua carreira profissional.

Ali a atriz Mary Gonçalves, que tinha sido Rainha do Rádio em 1952 e ia lançar-se como cantora, escolheu três composições suas, Estamos sós, O que é amar e Escuta para incluir no seu LP Convite ao romance. Em seguida foi convidado para integrar como pianista o conjunto que o violonista Fafá Lemos formou para tocar na boate Monte Carlo. Nessa época, a convite do produtor Ramalho Neto, gravou na Sinter seu primeiro disco, um 78 rpm com música instrumental (piano, contrabaixo e violão) de influência jazzística, com Falsete, de sua autoria, e De cigarro em cigarro (de Luís Bonfá). Mais tarde, revezando-se com o pianista Newton Mendonça, tocou na boate Mandarim, indo depois para o Clube da Chave, boates Drink e Plaza.

De seu repertório, duas composições começaram a se destacar, Céu e mar e Rapaz de bem, esta escrita por volta de 1953 e considerada, em termos melódicos e harmônicos, como música revolucionária e precursora da bossa nova.

Em 1955 foi para São Paulo SP, onde tocou na boate Baiúca e no bar Michel, neste último com os então iniciantes Paulinho Nogueira, Sabá e Luís Chaves. De passagem pelo Rio de Janeiro, no mesmo ano gravou na Copacabana o primeiro 78 rpm importante de sua carreira, com Rapaz de bem e O tempo e o vento, também de sua autoria.

Seis anos depois gravou na RCA seu primeiro LP, Rapaz de bem, que incluía, entre outras, Ilusão à toa, que também se tornou um grande êxito. Ainda em 1961, recebeu convite do compositor Chico Feitosa para tocar no Carnegie Hall, em New York, E.U.A., mas não viajou, permanecendo em São Paulo. No ano seguinte, retornou ao Rio de Janeiro, tocando no Bottle's Bar, na mesma época em que ali atuavam o Tamba Trio, Sérgio Mendes, Luís Carlos Vinhas e Sílvia Telles. Formou também um conjunto com o baixista Tião Neto e o baterista Edison Machado, apresentando-se no Little Club e Top Club.

A partir de 1965 realizou várias apresentações no interior de São Paulo. Foi também professor de música do Conservatório Meireles, de São Paulo. Em 1967 participou do III FMPB, da TV Record, de São Paulo, com a música Eu e a brisa, interpretada pela cantora Márcia. A composição foi desclassificada nas eliminatórias, convertendo-se porém, um mês depois, num dos maiores sucessos de sua carreira. A essa música seguiram-se Decisão e Garota da minha cidade, que representam o estilo mais exteriorizado e desinibido de sua obra.

Sua composição Rapaz de bem foi gravada, no exterior, por Lalo Schifrin. Gravou ele próprio mais dois LPs, Ele é Johnny Alf, na Parlophon, em 1971, e Nós, na Odeon, em 1974. O primeiro incluía Decisão e Garota da minha cidade, além de Eh, mundo bom taí e Anabela, ambas também de sua autoria. No segundo incluiu suas composições O que é amar, Nós, Plenilúnio e o samba de Egberto Gismonti e Paulo César Pinheiro Saudações.

Algumas músicas


Veja também



Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; Wikipédia.