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sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Demais


Demais (samba-canção, 1959) - Tom Jobim e Aloysio de Oliveira - Intérprete: Sylvia Telles

LP Sylvia Telles - Amor De Gente Moça / Título da música: Demais / Tom Jobim (Compositor) / Aloysio de Oliveira (Compositor) / Sylvia Telles (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Ano: 1959 / Nº Álbum: MOFB 3084 / Lado B / Faixa 1 / Gênero musical: Samba-canção / MPB.


Int.: G7 C7 F7 D#7 G#7 G7 C#5-/7 C7
F7 D#7 G#7 D7 G7 D7

       G7+          C7+    G7+
Todos acham que eu falo demais
         C7+       F7/9
E que eu ando bebendo demais
          Bm     Em         Am       D7
Que essa vida agitada não serve pra nada
  B       E7        A           D7
Andar por aí bar em bar, bar em bar

    G7+             C7+     G7+
Dizem até que ando rindo demais
       C7+            F7/9  
E que conto anedotas demais
           Bm        Em       Am           D7
Que eu não largo o cigarro e dirijo o meu carro
  B          E7          A    D7
Correndo, chegando, no mesmo lugar

 Gm                        D#7+    D7
Ninguém sabe é que isso acontece porque
 Gm   C#5-/7       Cm       F7
Vou passar toda a vida esquecendo você
 Bm       Em                 C#m5-/7 F#7
E a razão porque vivo esses dias banais
 Bm      A#7           D#7          D7
É porque ando triste, ando triste demais

 G7+                 C7+   G7+
E é por isso que eu falo demais
       C7+         F7/9
É por isso que eu bebo demais
 Bm         Em         Am       D7  B     F7/9
E a razão porque vivo essa vida agitada demais
E7    A    D#7         D4/7    D7
É porque meu amor por você é imenso
 Dm     E7 
O meu amor por você é tão grande
     A          D#7       D4/7  D7      G7+
(É porque) Meu amor por você é enorme demais

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Inútil paisagem


Inútil paisagem (samba bossa, 1964) - Aloysio de Oliveira e Tom Jobim - Interpretação: Wanda Sá

LP Wanda Vagamente / Título da música: Inútil paisagem / Tom Jobim (Compositor) / Aloysio de Oliveira (Compositor) / Wanda Sá (Intérprete) / Gravadora: RGE / Ano: 1964 / Álbum: XRLP 5248 / Lado B / Faixa 4 / Gênero musical: Bossa Nova.


 Cmaj7 B6  Bbmaj7/-5 A7/-9               
Mas   pra que,           
               Dm11    
 pra que tanto céu,
Fm7                  Fm6
pra que tanto mar, pra que
E6          E+5       A7/9   A7/-9     Dm7    G7/6
De que serve esta onda que quebra e o vento da tarde
Cm9     F#dim     Cmaj7  Adim
De que serve a tarde, inútil paisagem
Cmaj7 B6  Bbmaj7/-5  A7/-9          Dm11       
Po-   de  ser,      que nao venhas mais,
Fm7        Fm6
que nao venhas nunca mais
E6        E+5      A7/9    A7/-9    Dm7     G7/6
De que servem as flôres que nascem pelos caminhos
Cm9    F#dim    Cmaj7 Adim   Cmaj7 Adim Cmaj7
Se o meu caminho sozinho, é nada, e nada,    e nada

terça-feira, 1 de agosto de 2006

Só tinha de ser com você


Só Tinha de Ser Com Você (1964) - Tom Jobim e Aloysio de Oliveira - Intérprete: Rosana Toledo

LP Rosana Toledo ‎– Momento Novo / Título da música: Só Tinha de Ser Com Você / Tom Jobim (Compositor) / Aloysio de Oliveira (Compositor) / Rosana Toledo (Intérprete) / Gravadora: Philips / Ano: 1964 / Nº Álbum: P 632.715 L / Lado B / Faixa 6 / Gênero musical: Bossa Nova.


E7+/9 B7/5+ E7+/9 F7/9    Bm7 E7/9-  Bbm7/5-
É,    só eu sei   quanto amor eu guardei
Am6   G#7/13  C#7/9- F#7/13 F#7/5+ B7/9  E7+/9 F7/9
Sem saber que era    só            pra você

E7+/9          F#m7/9 B7/5+  E7+/9
É, só tinha de ser com     você
         F#m7/9 B7/5+  E7+/9
Havia de ser pra     você
           B7/5+    Bm7
Se não era mais uma dor
             E7/9   Bbm7/5-
Senão não seria o amor
             Am6       G#7/13
Aquele que a gente não vê
            C#7/9-   F#7/13
Amor que chegou para dar
  F#7/5+      B7/9   B7/9- E7+/9
O que ninguém deu pra    você
            A7/13 D7/9  G7/13
Amor que chegou pa...ra dar
  C7/9        F#7/5+ B7/9+
O que ninguém deu

E7+/9         F#7/13 F#7/5+   E7+/9
É, você que é feita       de azul
           B7/5+      Em7/9
Me deixa morar neste azul
              B7/5+      E7/9
Me deixa encontrar minha paz
             E7/9-  Bbm7/5-
Você que é bonita demais
              Am6     G#7/13
Se ao menos pudesse saber
                  G7/13   C7+/9
Que eu sempre fui só de você
            B7/9+     E7+/9
Você sempre foi só de mim

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Dindi

Sylvia Telles
Comuns na música americana, especialmente em shows da Broadway, as canções que apresentam um recitativo (verse, em inglês) precedendo a primeira parte são raras na música brasileira. Incluem-se nessa categoria alguns sambas-exaltação, valsas e sambas-canção como “Ponto Final”, sucesso de Dick Farney.

Curiosamente, o esquema é utilizado por compositores da bossa nova como Carlos Lyra (“Maria Ninguém”, “Sabe Você”) e Tom Jobim (“Se Todos Fossem Iguais a Você”, “Desafinado”, “Dindi”), embora em algumas dessas canções o prólogo seja desprezado pela maioria dos intérpretes — “Desafinado”, por exemplo, poucas vezes foi gravado na íntegra, constituindo exceções os registros de Jobim nos álbuns Terra brasilis e Tom Jobim inédito.

Em “Dindi”, porém, o recitativo cantado ad libitum, como convém, está presente em quase todas as gravações: “Céu, tão grande é o céu / e bandos de nuvens que passam ligeiras / para onde elas vão / (...) / contando as histórias que são de ninguém / mas que são minhas / e de você também..” Seguem-se o estribilho (“Ai, Dindi / se soubesses do bem que eu te quero.”) e a estrofe (“E as águas deste Rio / onde vão, eu não sei / a minha vida inteira / esperei... esperei...”). Geralmente, os recitativos são compostos no modo menor, abrindo para a relativa maior no estribilho, como ocorre em “Dindi” lá menor, dó maior e mi menor são, respectivamente, as tonalidades do recitativo, do estribilho e da estrofe.

Sylvia Telles, a própria “Dindi” da canção cuja letra é assinada por seu futuro marido, Aloysio de Oliveira, foi a lançadora, responsável pelo sucesso inicial da canção. Esta gravação, realizada para o elepê Amor de gente moça (outubro de 59), tem preciosa orquestração de Lindolfo Gaya, com a harpa sugerindo “as nuvens que passam” e a trompa “o vento que fala nas folhas”.

Fervorosa, envolvente, ela não seria igualada nem pela mesma Silvinha nas três vezes em que a regravou: nos elepês Amor em hi-fi (1960), Reencontro, com o Tamba Trio (1966) e, finalmente, um mês antes de sua morte num acidente automobilístico, no disco gravado ao vivo, em Berlim, com o acompanhamento da violonista Rosinha de Valença. (A Canção no Tempo - Vol.2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

Dindi (samba-canção, 1959) - Aloysio de Oliveira e Tom Jobim - Intérprete: Sylvia Telles

LP Amor de gente moça / Título da música: Dindi / Oliveira, Aloysio de (Compositor) / Tom Jobim (Compositor) / Telles, Sylvia (Intérprete) / Imprenta [S.l.]: Odeon, 1959 / Nº Álbum MOFB 3084 / Lado A / Faixa 1 / Gênero musical: Samba-canção.



Intro: C7+

C7M                 Bb7M
Céu, tão grande é o céu
             C7M                 Bb7M 
E bandos de nuvens que passam ligeiras
    A7M       C#m7  F#m        Bm7     E7/5+
Prá onde elas vão,   ah, eu não sei, não sei
    C7M                Bb7M
E o vento que fala das folhas
                C7M                  Bb7M
Contando as histórias que são de ninguém
A7M          C#m7  F#m       Bm7    E7/5+
Mas que são minhas   e de você também
C7M   Bb7M
Ai, Dindí
      C7M                      Gm7
Se soubesses o bem que eu te quero
  F#7/5-    F7M   F#º Bb7/9      C7M         Bb7M
O mundo seria, Dindí, tudo, Dindí, lindo, Dindí
C7M   Bb7M
Ai, Dindí
       C7M   Am7   G#m7  Gm7     F#7/5-   F7M     F#º 
Se um dia você    for   embora me leva contigo, Dindí
Bb7/9      C7M      Am7   F#m7/5-   B7
Olha, Dindí, fica, Dindí
   Em             F#m7/5-  B7
E as águas desse rio
      Em/G  F#m7/5-  B7      Em   A7
Onde vão,            eu não sei
Dm7           A/G       Dm/F        Dm7  G7  C7M    Bb7M
A minha vida inteira, esperei, esperei por   vo...cê, Dindí
        C7M                  Gm7
Que é a coisa mais linda que existe
    F#7/5-    F7M     F#º
É você não existe, Dindí
Bb7/9         C7M           Dm7    Bb7M
Olha, Dindí, adivinha, Dindí

domingo, 9 de abril de 2006

Aloysio de Oliveira


Aloysio de Oliveira, produtor, cantor e compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 30/12/1914 e faleceu em Los Angeles, EUA, em 20/02/1995. Ainda adolescente fez parte do conjunto vocal e instrumental Bando da Lua. Em 1931 o conjunto estreou em disco na Brunswick, com dois sambas de Mazinho e Maércio, Que tal a vida?, cantado por Castro Barbosa, e Tá de mona, cantado por ele.


Dentista formado sem nunca ter exercido a profissão, viajou com os companheiros para os EUA, em 1939, acompanhando Carmen Miranda. Nos EUA começou a trabalhar com Walt Disney em trilhas sonoras como consultor, narrador de documentários e dublador de desenhos, como Alô, amigos (Saludos amigos), de 1943, no qual cantou Aquarela do Brasil (Ary Barroso).

Foi assessor técnico de vários filmes cujo tema era o Brasil. Fazia também programas radiofônicos, transmitidos semanalmente de Los Angeles para o Brasil, apresentando entrevistas com astros do cinema (programa Fala Hollywood) e concertos sinfônicos (programa Hollywood Bowl). Além de seus trabalhos no cinema e no rádio, dirigiu o Bando da Lua em nova fase, iniciada em 1949, até a dissolução do grupo em 1955, com a morte de Carmen Miranda.

Depois de 17 anos nos EUA, voltou ao Brasil em 1956, assumindo o cargo de diretor-artístico da Odeon, no Rio de Janeiro. Trabalhou também no programa Se a Lua Contasse, ao lado de Aurora Miranda e Vadico, na Rádio Mayrink Veiga.

Em 1959 foi responsável pelo lançamento, na Odeon, do LP Chega de saudade, de João Gilberto, tido como um dos criadores da bossa nova. Em 1960 deixou a Odeon para trabalhar na Philips onde permaneceu cerca de oito meses. No ano seguinte produziu os shows Skindô, com Sílvia Telles, Odete Lara, Trio Yrakitan, Moacir Franco e outros, e Tio Samba com Chocolate, Trio Maraiá, José Tobias, entre outros.

Participou da comitiva de brasileiros que se apresentou no Festival de Bossa Nova, no Carnegie Hall, em New York, EUA., em 1962. Ainda nos EUA, em 1963, casou com Sílvia Telles, cantora que teve vários discos produzidos por ele. Nesse mesmo ano fundou, no Brasil, a gravadora Elenco, que abrigou os integrantes da bossa nova vindos da Odeon.

Em 1968, ano de extinção da Elenco, os direitos sobre o catálogo da gravadora foram vendidos à Polygram que reeditou 23 títulos remasterizados, com notas bilíngues sobre os artistas e detalhes da gravação. No mesmo ano voltou aos EUA., onde produziu discos de artistas brasileiros na Warner Bros.

Regressando ao Brasil, em 1972, trabalhou durante três meses na Rede Globo, foi produtor na RCA Victor e Som Livre. Compôs várias músicas em parceria com Tom Jobim, por volta de 1960: Dindi, Eu preciso de você, Demais, De você eu gosto, Samba torto, Inútil paisagem, Só tinha de ser com você. Em 1983 publicou livro de memórias, De banda pra lua, pela Editora Record.

Veja também:



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha