quarta-feira, 12 de abril de 2006

The Fevers

The Fevers. Grupo formado no Rio de Janeiro RJ em 1964 com o nome de The Fenders por Almir Ferreira Bezerra (Recife PE 1945-) nos vocais, Liebert Ferreira Pinto (Rio de Janeiro RJ 1947-) no contrabaixo, Lécio do Nascimento (Rio de Janeiro 1943-) na bateria, Pedrinho (Pedro da Luz Evangevaldo Sousa, Salvador BA 1945-) na guitarra, Cleudir Teles Borges (Rio de Janeiro 1945-) nos teclados, e Jimmy Cruise nos vocais. Em 1965, Jimmy saiu do grupo e os outros decidiram mudar o nome para The Fevers.

Gravaram seus primeiros discos em 1965 e 1966 na Philips, os compactos Vamos dançar o letkiss (versão de Letkiss), Wooly Bully (de Domingo Samudio, em versão) e Não vivo na solidão.

Passando para a Odeon ainda em 1966, revelaram-se um dos mais importantes grupos vocais-instrumentais da Jovem Guarda. Fizeram (muitas vezes sem crédito nos discos) o acompanhamento instrumental de gravações de Eduardo Araújo (O bom), Deny e Dino (Coruja), Erasmo Carlos (os LPs O Tremendão e Você me acende), Roberto Carlos (gravações como Eu te darei o céu e Eu estou apaixonado por você), Golden Boys, Wilson Simonal (faixas como Mamãe passou açúcar ni mim), Trio Esperança (LP A festa do Bolinha), Jorge Ben (o LP O bidu/Silêncio no Brooklin) e o primeiro LP de Paulo Sérgio.

Os próprios Fevers conseguiram muitos sucessos, quase todos em ska, ritmo de origem jamaicana precursor do reggae, como De que vale tanto amor (Miguel, Almir e Rossini Pinto, 1971), Sinto mas não sei dizer (Sufferin' in the land, de Jimmy Cliff, 1970), Pra cima, pra baixo e Guerra dos sexos (Miguel Plopschi, Augusto César e Cláudio Rabelo, 1983, tema da novela homônima da TV Globo).

Também um bom grupo de bailes, foi eleito melhor conjunto para bailes em 1968 e lançou um LP chamado Os reis do baile. Em 1969 entrou o guitarrista Luís Cláudio; em 1977 entrou outro guitarrista, Augusto César, que ficaria pouco tempo; em 1979, Almir foi substituído por Michael Sullivan. De 1965 a meados dos anos de 1980 o grupo incluiu o saxofonista Miguel Plopschi (Bucareste, Romênia 1943-), também produtor dos discos do grupo e mais tarde diretor artístico da gravadora RCA/BMG.

Os próprios Fevers também mudaram para a RCA/BMG em meados da década de 1980. Com mais de 30 LPs gravados, os Fevers hoje, além de Liebert e Almir incluem Otávio Henrique da Silva Monteiro (Rio de Janeiro 1962-, bateria), Luís Cláudio Elbert de Castro (Rio de Janeiro 1955-, vocais e percussão), Rama (José do Patrocínio Amaral, São João Del Rey MG 1958-, teclados e guitarra solo), Castro (Rio de Janeiro 1947-, teclados} e Miguel Ângelo Pereira.

Veja também



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.
Postar um comentário