sábado, 29 de julho de 2006

Cinema novo

Caetano Veloso
Intro: D7+  Gm/D

  D7+              C#m5-/7 C7 B7
O filme quis dizer               
             E7/9
   "Eu sou o samba"
                                 Em7   A7
A voz do morro rasgou a tela do cinema
  D7+        C#7        F#m7
E começaram a se configurar
           G#m7           C#7/9- A7
Visões das coisas grandes  e   pequenas
           D7+       A7           D7+
Que nos formaram e estão a nos formar
        A7/9-            D7+          F#7         Bm7
Todas e muitas: Deus e o diabo, vidas secas, os fuzis
        D7/9               G7+            D7           G7+
Os cafajestes, o padre e a moça, a grande feira, o desafio
          B7/9-             Em7                          F#7
Outras conversas, outras conversas sobre os jeitos do Brasil
B7        Em7             A7           D7+  D7
Outras conversas sobre os jeitos do Brasil
  G7+           B7     Em7
A bossa nova passou na prova
       F#m7 B7      Em7 
Nos salvou  na dimensão da eternidade
  Dm7    G7           C7+  B7             Em7
Porém aqui embaixo "A vida mera metade de nada"
A7               Am7           D7
Nem morria nem enfrentava o problema
  G7+     B7            G7+
Pedia soluções e explicações
B7         Em7           A7       D7+          B7
 E foi por isso que as imagens do país desse cinema
  E7/9         A7            D7+
Entraram nas palavras das canções
B7  E7/9         A7            D7+  F7
  Entraram nas palavras das canções
   Bb7+  F7       Bb7+
Primeiro   foram aquelas que explicavam
             A7          D7+  F7
E a música parava pra pensar
    Bb7+ F7     Bb7+
Mas era   tão bonito que parece
                   A7       D7+
Que a gente nem queria reclamar
  Fm7  Bb7       Eb 
Depois foram as imagens que assombravam
           D7+          A7          D
E outras palavras já queriam se cantar
   F#7                    Bb7
De ordem e desordem de loucura
   E7                       G7+
De alma a meia-noite e de indústria
                           Gm6
E a Terra entrou em transe
                  Dm7
E no sertão de Ipanema
         Gm6                 D
Em transe é, no mar de monte santo
    B7           Em7        C#7      F#m7
E a luz do nosso canto e as vozes do poema
      F#7     G7+           G#º
Necessitaram transformar-se tanto
      D7+          B7
Que o samba quis dizer
  Bb7          A7            D7+  F7
O samba quis dizer: eu sou cinema
  E7/9         A7            D7+
O samba quis dizer: eu sou cinema
     C7      F#7            Bm7
Aí o anjo nasceu, veio o bandido meterorango
          C7      F#7            Bm7
Hitler terceiro mundo, sem essa aranha, fome de amor
    E7/9            A7        D7+
E o filme disse: Eu quero ser poema
         C7+            F#7      Bm7
Ou mais: Quero ser filme e filme-filme
    C#7       F#7        B7       Em7
Acossado no limite da garganta do diabo
           G7                       D7+
Voltar a Atlântida e ultrapassar o eclipse
        G7+   F#7        Bm7
Matar o ovo e ver a vera cruz
    E7/9        F#7     A7    D7+ F7
E o samba agora diz: Eu sou a luz
  Bb7+   F7   Bb7+
Da lira do delírio, da alforria de Xica
   A7                D
De toda a nudez de índia
F7 Bb7+ F7     Bb7+
De flor de macabéia, de asa branca
               A7         D
Meu nome é Stelinha é Inocência
    Fm7 Bb7        Eb                 D          A7
Meu nome é Orson Antonio Vieira conselheiro de pixote
     D
Superoutro
          F#7            Bm7          F#7         Bm7
Quero ser velho de novo eterno, quero ser novo de novo
          Am7   D7/9          G7+
Quero ser Ganga bruta e clara gema
         B7             Em7  Bb7
Eu sou o samba viva o cinema
     A7       D
Viva o cinema novo
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