segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Catulo de Paula


Catulo de Paula (Ermenegildo Evangelista de Souza), cantor e compositor, nasceu em São Benedito CE (13/8/1923) e faleceu em Fortaleza CE (10/12/1984). Seu pai era cego desde os seis meses de idade e sustentava a família, composta de mulher e oito filhos, tocando violino, saxofone e clarineta em festas de sua cidade no interior cearense.

Com oito anos, começou a tocar violão, ganhando os primeiros trocados para ajudar no sustento da família. Por volta dos 10 anos de idade, passou a fazer parte do grupo Vocalistas Tropicais, com os quais foi fazer uma excursão a Fortaleza. Acabou saindo do grupo por causa de um dos integrantes e teve que se virar por conta própria para sobreviver, passando a fazer biscates de diversos tipos.

Em 1944, foi convidado para fazer parte do grupo Os Boêmios da Noite. Na mesma época, mudou-se para o Recife, em Pernambuco, onde adotou o nome artístico de Catulo de Paula.

Em 1948, resolveu mudar-se para o Rio de Janeiro, a fim de dar continuidade ao seu trabalho artístico. Em 1949, tornou-se acompanhante do cantor Vicente Celestino, com quem trabalhou durante longo tempo tocando violão.

No início dos anos de 1950, ao apresentar-se no clube "Brasil danças", foi assistido por Fernando Lobo que apadrinhou sua primeira gravação. Em 1953, lançou pela Continental, disco onde interpretava dois baiões, Vai comendo Raimundo, de sua autoria e Amado Régis, e O pau comeu, de Marçal Araújo. No mesmo ano, Aldair Sopares gravou na Columbia de sua autoria e Jorge de Castro a toada baião Saudade de Maceió

Destacou-se pelas composições satíricas, sendo uma das mais conhecidas, o baião Bep-bop do Ceará, gravada pela Continental, em 1955. No mesmo ano, gravou de sua autoria o coco Zabumbô, zabumbá. Em 1956, gravou o baião Rosamélia, de Humberto Teixeira

Em 1957, gravou de Zé Dantas o baião Nós num have. Em 1961, gravou de Luiz Gonzaga o baião Na cabana do rei, parceria com Jaime Florence. Em 1962, gravou aquele que foi seu maior sucesso, o baião Como tem Zé na Paraíba, parceria com Manezinho Araújo, gravado também naquele ano e com grande sucesso, por Jackson do Pandeiro

O tom nordestino de sua música lhe valeu convites de diversos diretores de cinema que nos anos de 1950, exploraram a temática do "Cangaceiro". Participou das trilhas sonoras dos filmes Lampião, o rei do Cangaço, Entre o amor e o cangaço, Os três cabras de Lampião, Nordeste sangrento e O filho do cangaceiro

Participou, ainda, de alguns trabalhos para o teatro, tendo participado da trilha sonora das peças A invasão dos beatos, de Dias Gomes e A torre em concurso, de Joaquim Manuel de Macedo. Ainda em 1962, participou como cantor da trilha sonora do filme Sol sobre lama, de Alex Viany, quando interpretou canções da parceria Vinícius de Moraes/ Pixinguinha.

Em 1963 lançou pela Odeon o LP A simplicidade de Catulo de Paula, no qual interpretou, entre outras, Lua-lua, Zé Piedade, Minha fulô e Vida ruim, todas de sua autoria. 

Em 1970 lançou LP que leva seu nome, interpretando Canção da tristeza, Forró do Barnabé, De Maria só o nome e Razão pra não chorar, todas de sua autoria. Nos anos de 1970, foi convidado para interpretar um cego cantador de feira na novela Roque Santeiro, na Tv Globo, tendo ele preparado um ABC, no qual narrava a novela em versos começando cada estrofe com uma letra do albabeto. A novela entretanto acabou não indo ao ar pois foi vetada pela censura na época da ditadura militar. Anos depois a novela foi ao ar, desta vez com Arnoud Rodrigues no papel do cego. 

Em 1976 a Tapecar lançou o LP Geremias do Roque Santeiro, que trazia entre outras, Roque Santeiro, ABC do Roque Santeiro e Alegria dolorida", de sua autoria, além de Prefiro ficar com Maria, de Paulo Gesta e Luiz de França.

Em 1995, sua composição Caubói do Ceará foi gravada pelo cantor brega Falcão no disco A besteira é a base da sabedoria

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

Jararaca

Jararaca (José Luís Rodrigues Calazans) nasceu em Maceió, Alagoas em 29/9/1896. Fez dupla com Severino Rangel de Carvalho, o Ratinho, nascido em Itabaiana, Pernambuco, em 13/4/1896 e falecido em Duque de Caxias, Rio de Janeiro em 8/9/1972.

Em 1918, o grupo carnavalesco de Recife chamado "Os Boêmios", excursionava pelas cidades circunvizinhas com seus instrumentos de corda e sopro tocando polcas, emboladas, frevos e outros ritmos e entre seus integrantes encontravam-se Jararaca e Ratinho.

Esse grupo transformou-se, mais tarde, em "Os Turunas Pernambucanos". Cada componente adotou o nome de um bicho como nome artístico. Em janeiro de 1937, foi lançada a marcha Mamãe eu quero, de Jararaca e  Vicente Paiva, pela Odeon, que se tornaria um dos maiores sucessos do carvanal carioca em todos os tempos.

A estréia de Jararaca e Ratinho nas ondas radiofônicas se deu em 1939 na Rádio Mayrink Veiga. Logo o crescente público da mídia desfrutou de uma nova forma de fazer humor, com trocadilhos espirituosos, adivinhações e vasto anedotário.

"Interpretavam" tipos de caipiras recém chegados à cidade grande, e assim contribuíram para o registro do código de costumes daquela época. Intercalados executavam rojões e polcas.

Jararaca, além de bom violonista, era um emérito letrista, recorrendo aos motivos e refrões do Nordeste para a construção de números como o rojão Catirina - regravada por Jackson do Pandeiro no LP "Sina de Cigarra" , de 73.

Em 1972, a dupla foi homenageada com o prêmio "Imortais do carnaval". Jararaca ainda veria um último sucesso seu após o sumiço de Ratinho: Do Pilar, que Tom Jobim transformou em Bôto , sucesso de seu álbum "Urubu", de 1976.

Neste mesmo ano foi chamado para participar do programa Chico City para o papel do Coronel Sucuri. Veio a falecer no Rio de Janeiro em 11/10/1977.

Fonte: Revivendo Músicas

Gilliard

Gilliard
Gilliard (Gilliard Cordeiro Marinho), cantor e compositor, nasceu em 17/12/1956 na cidade de Natal-RN. Cresceu em família essencialmente musical, que esteve sempre disposta a apoiá-lo em suas investidas para conquistar o seu maior sonho: cantar.

De uma família humilde, sua mãe e todas as tias professoras se esforçaram muito para que ele e seus três irmãos, sendo dois homens e uma mulher, tivessem uma boa educação. Tendo que trabalhar muito cedo,  começou em uma relojoaria, trabalhando pela manhã, estudando à tarde e cantando à noite.

Nesse tempo, já cantava em festivais e tudo começou quando, aos 8 anos de idade, ganhou seu primeiro concurso como "a mais bela voz do Nordeste". Com isso, o tempo foi passando e continuou cantando, trabalhando e estudando. Suas primeiras aparições em público foram atuando em programas de rádio em sua cidade, onde aproveitava os intervalos comerciais para mostrar aos locutores e programadores algumas de suas composições.

Assim, batendo de porta em porta, "cantando nos bares da vida", ele conseguiu mostrar seu trabalho para a gravadora RGE, que acreditou em seu talento e lançou seu primeiro LP em nível nacional, no final de 1979, com o grande sucesso Aquela nuvem. O primeiro LP vendeu mais de 300 mil cópias, além de ser gravado em outros países; sua carreira então continuou crescendo e daí para frente estava em todas as paradas de sucesso, mantendo todos os anos uma vendagem que lhe assegurava discos de ouro e platina ao mesmo tempo.

Assim, naquela época, ao lado de Sidney Magal, Martinha, César Augusto, Kátia, Odair José e Fernando Mendes, ocupou uma fatia do mercado responsável pela baladas açucaradas que invadiram as emissoras de rádio e televisão naquele período.

Em 1980, gravou pela RGE o LP Pensamento, incluindo várias composições suas, como Pensamento e Tema pra você. Interpretou também músicas de Fagner (Fracasso) e o clássico Coração materno, de Vicente Celestino.

No ano seguinte, pela mesma gravadora, lançou seu novo disco, com várias músicas de sua autoria, como Doce paixão e Uma noite de amor.

No ano de 1996, lançou pela gravadora RGE o CD Gilliard, no qual interpretou Eu nunca te esqueci e O mundo não é grande assim, ambas de Piska e César Augusto. Gravou também no mesmo CD Perdoa (Peninha e Arnaldo Saccomani), além de canções de sua autoria, como Quem ama é o que faz e Nunca é tarde pra ser feliz, ambas em parceria com Nenéo.

Obra

Ao meu velho pai (c/ Washigton),  Aos jovens, Aquela nuvem, Doce paixão, Hoje... Nada mais (c/ Washington), Jangada do Potengi (c/ Marcos Valério), Jogo aberto, Menino do alecrim (c/ Célio Ferreira), Não está sozinho que tem Deus ao lado (c/ Martinha e César Augusto), Nunca é tarde pra ser feliz (c/ Nenéo), O órfão (c/ Flávio Martins), Pensamento, Pra onde vai?, Quem ama é o que faz (c/ Nenéo), Se eu pudesse voltar (c/ Dinarte), Sem medo de amar, Tema pra você, Transformação, Uma noite de amor, Verdades.

Romântico recauchutado (fonte: ISTOÉ Gente Online de 19/03/2001)

O cantor Gilliard arrancava suspiros e gritinhos das fãs no início dos anos 80 com suas baladas românticas quando se apresentava em programas de auditório, como Cassino do Chacrinha, Flávio Cavalcanti e Clube do Bolinha.

No palco, o sorriso de bom moço e os cabelos cacheados enfeitiçavam as moças ao som de hits como “Aquela Nuvem”, “Pouco a Pouco” e “Não Diga Nada”. “Nunca me achei bonito, sou baixinho”, disfarça Gilliard Marinho, de 42 anos.

Em 1982, vendeu 1 milhão de cópias. “Foi um número alto de vendas no tempo do vinil”, lembra Gilliard, que acaba de lançar o CD Como Eu Gosto, 19º disco de sua carreira, com regravações de antigas canções. “O sonho dele era resgatar seus melhores trabalhos”, conta Silvia Marinho, ex-integrante do grupo Harmony Cats, casada há 20 anos com o cantor.

Gilliard também conquistou as crianças. A música “Festa dos Insetos”, de 1985, foi seu último grande sucesso. Depois, desapareceu da tevê e das rádios, embora tenha lançado discos até 1998. Teve dois filhos, Bianca e Silvio, e montou três farmácias em São Paulo. Mudou de ramo em 1993 e abriu uma loja de telefones celulares. “Fui para o comércio, mas minha paixão sempre foi cantar”, conta. Em 1996, uma proposta surpreendente: o então presidente da Angola, José Eduardo dos Santos, convidou-o para se apresentar em seu aniversário. “Ele é meu fã”, orgulha-se. Agora, todo ano, faz shows no país.

No auge da carreira, não faltaram fãs apaixonadas. Certa vez, uma garota bateu em sua mulher por causa de um autógrafo, numa entrevista para uma rádio de Goiânia, em 1982. “Ela ficou com ciúmes de mim, rabiscou minhas costas e me deu um soco”, lembra Silvia. Apesar do assédio, Gilliard garante nunca ter sido um sedutor. “Ele sempre foi sossegado. A mulherada caía em cima e ele continuava quieto, como um coroinha de igreja”, brinca o cantor Crystian, da antiga dupla Crystian & Ralf, backing vocal nos primeiros discos de Gilliard (por  Edwin Paladino).

Fontes: Wikipédia; ISTOÉ Gente oNLINE.

Cleide Alves


Cleide Alves (Cleide Alves da Silva - 5/12/1946 Rio de Janeiro, RJ), cantora, surgiu na vida artística em 1960, quando lançou o seu primeiro disco, pela gravadora Copacabana, interpretando Help, help, Maybe, de Fernando Costa, Alfredo Max e Chamarelli e Seguindo e cantando, de Roberto Correia.

Em 1962 gravou Chega, de Floyd Robinson e Demétrius e Meu anjo da guarda, de Rossini Pinto e Fernando Costa. No ano seguinte gravou do então pouco conhecido cantor e compositor Roberto Carlos, o twist Procurando um broto.

Em 1964 lançou o LP Twist, Hully Gully e Cleide Alves, pela RGE, acompanhada pelo conjunto Renato e seus Blue Caps. Atuou ao longo dos anos 60 gravando vários compactos e obtendo algum sucesso no período da Jovem Guarda.

Em 1968 lançou compacto simples com as músicas Você não serve pra ser meu namorado e Não me diga adeus agora. Com o declínio do movimento, afastou-se do meio artístico.

Nos anos 1990 retornou às gravações no disco comemorativo aos 30 anos da Jovem Guarda interpretando Estúpido Cupido.



Discografia

(1968) Você não serve para ser meu namorado / Não me diga adeu agora - RCA - Compacto simples, (1964) Twist, Hully Gully e Cleide Alves - RGE - LP, (1963) Habib twist / Procurando um broto - Copacabana - 78, (1961) Chega / Meu anjo da guarda - Copacabana - 78, (1960) Help, help, Maybe / Seguindo e cantando - Copacabana - 78.