segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Gilliard

Gilliard
Gilliard (Gilliard Cordeiro Marinho), cantor e compositor, nasceu em 17/12/1956 na cidade de Natal-RN. Cresceu em família essencialmente musical, que esteve sempre disposta a apoiá-lo em suas investidas para conquistar o seu maior sonho: cantar.

De uma família humilde, sua mãe e todas as tias professoras se esforçaram muito para que ele e seus três irmãos, sendo dois homens e uma mulher, tivessem uma boa educação. Tendo que trabalhar muito cedo,  começou em uma relojoaria, trabalhando pela manhã, estudando à tarde e cantando à noite.

Nesse tempo, já cantava em festivais e tudo começou quando, aos 8 anos de idade, ganhou seu primeiro concurso como "a mais bela voz do Nordeste". Com isso, o tempo foi passando e continuou cantando, trabalhando e estudando. Suas primeiras aparições em público foram atuando em programas de rádio em sua cidade, onde aproveitava os intervalos comerciais para mostrar aos locutores e programadores algumas de suas composições.

Assim, batendo de porta em porta, "cantando nos bares da vida", ele conseguiu mostrar seu trabalho para a gravadora RGE, que acreditou em seu talento e lançou seu primeiro LP em nível nacional, no final de 1979, com o grande sucesso Aquela nuvem. O primeiro LP vendeu mais de 300 mil cópias, além de ser gravado em outros países; sua carreira então continuou crescendo e daí para frente estava em todas as paradas de sucesso, mantendo todos os anos uma vendagem que lhe assegurava discos de ouro e platina ao mesmo tempo.

Assim, naquela época, ao lado de Sidney Magal, Martinha, César Augusto, Kátia, Odair José e Fernando Mendes, ocupou uma fatia do mercado responsável pela baladas açucaradas que invadiram as emissoras de rádio e televisão naquele período.

Em 1980, gravou pela RGE o LP Pensamento, incluindo várias composições suas, como Pensamento e Tema pra você. Interpretou também músicas de Fagner (Fracasso) e o clássico Coração materno, de Vicente Celestino.

No ano seguinte, pela mesma gravadora, lançou seu novo disco, com várias músicas de sua autoria, como Doce paixão e Uma noite de amor.

No ano de 1996, lançou pela gravadora RGE o CD Gilliard, no qual interpretou Eu nunca te esqueci e O mundo não é grande assim, ambas de Piska e César Augusto. Gravou também no mesmo CD Perdoa (Peninha e Arnaldo Saccomani), além de canções de sua autoria, como Quem ama é o que faz e Nunca é tarde pra ser feliz, ambas em parceria com Nenéo.

Obra

Ao meu velho pai (c/ Washigton),  Aos jovens, Aquela nuvem, Doce paixão, Hoje... Nada mais (c/ Washington), Jangada do Potengi (c/ Marcos Valério), Jogo aberto, Menino do alecrim (c/ Célio Ferreira), Não está sozinho que tem Deus ao lado (c/ Martinha e César Augusto), Nunca é tarde pra ser feliz (c/ Nenéo), O órfão (c/ Flávio Martins), Pensamento, Pra onde vai?, Quem ama é o que faz (c/ Nenéo), Se eu pudesse voltar (c/ Dinarte), Sem medo de amar, Tema pra você, Transformação, Uma noite de amor, Verdades.

Romântico recauchutado (fonte: ISTOÉ Gente Online de 19/03/2001)

O cantor Gilliard arrancava suspiros e gritinhos das fãs no início dos anos 80 com suas baladas românticas quando se apresentava em programas de auditório, como Cassino do Chacrinha, Flávio Cavalcanti e Clube do Bolinha.

No palco, o sorriso de bom moço e os cabelos cacheados enfeitiçavam as moças ao som de hits como “Aquela Nuvem”, “Pouco a Pouco” e “Não Diga Nada”. “Nunca me achei bonito, sou baixinho”, disfarça Gilliard Marinho, de 42 anos.

Em 1982, vendeu 1 milhão de cópias. “Foi um número alto de vendas no tempo do vinil”, lembra Gilliard, que acaba de lançar o CD Como Eu Gosto, 19º disco de sua carreira, com regravações de antigas canções. “O sonho dele era resgatar seus melhores trabalhos”, conta Silvia Marinho, ex-integrante do grupo Harmony Cats, casada há 20 anos com o cantor.

Gilliard também conquistou as crianças. A música “Festa dos Insetos”, de 1985, foi seu último grande sucesso. Depois, desapareceu da tevê e das rádios, embora tenha lançado discos até 1998. Teve dois filhos, Bianca e Silvio, e montou três farmácias em São Paulo. Mudou de ramo em 1993 e abriu uma loja de telefones celulares. “Fui para o comércio, mas minha paixão sempre foi cantar”, conta. Em 1996, uma proposta surpreendente: o então presidente da Angola, José Eduardo dos Santos, convidou-o para se apresentar em seu aniversário. “Ele é meu fã”, orgulha-se. Agora, todo ano, faz shows no país.

No auge da carreira, não faltaram fãs apaixonadas. Certa vez, uma garota bateu em sua mulher por causa de um autógrafo, numa entrevista para uma rádio de Goiânia, em 1982. “Ela ficou com ciúmes de mim, rabiscou minhas costas e me deu um soco”, lembra Silvia. Apesar do assédio, Gilliard garante nunca ter sido um sedutor. “Ele sempre foi sossegado. A mulherada caía em cima e ele continuava quieto, como um coroinha de igreja”, brinca o cantor Crystian, da antiga dupla Crystian & Ralf, backing vocal nos primeiros discos de Gilliard (por  Edwin Paladino).

Fontes: Wikipédia; ISTOÉ Gente oNLINE.

Cleide Alves


Cleide Alves (Cleide Alves da Silva - 5/12/1946 Rio de Janeiro, RJ), cantora, surgiu na vida artística em 1960, quando lançou o seu primeiro disco, pela gravadora Copacabana, interpretando Help, help, Maybe, de Fernando Costa, Alfredo Max e Chamarelli e Seguindo e cantando, de Roberto Correia.

Em 1962 gravou Chega, de Floyd Robinson e Demétrius e Meu anjo da guarda, de Rossini Pinto e Fernando Costa. No ano seguinte gravou do então pouco conhecido cantor e compositor Roberto Carlos, o twist Procurando um broto.

Em 1964 lançou o LP Twist, Hully Gully e Cleide Alves, pela RGE, acompanhada pelo conjunto Renato e seus Blue Caps. Atuou ao longo dos anos 60 gravando vários compactos e obtendo algum sucesso no período da Jovem Guarda.

Em 1968 lançou compacto simples com as músicas Você não serve pra ser meu namorado e Não me diga adeus agora. Com o declínio do movimento, afastou-se do meio artístico.

Nos anos 1990 retornou às gravações no disco comemorativo aos 30 anos da Jovem Guarda interpretando Estúpido Cupido.



Discografia

(1968) Você não serve para ser meu namorado / Não me diga adeu agora - RCA - Compacto simples, (1964) Twist, Hully Gully e Cleide Alves - RGE - LP, (1963) Habib twist / Procurando um broto - Copacabana - 78, (1961) Chega / Meu anjo da guarda - Copacabana - 78, (1960) Help, help, Maybe / Seguindo e cantando - Copacabana - 78.

domingo, 31 de outubro de 2010

Raul Marques

Raul Marques (Raul Gonçalves Marques), compositor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 24/08/1913, e faleceu na mesma cidade em 06/09/1991. Desde cedo frequentou as rodas de samba no bairro da Saúde, onde nasceu. 
A partir de 1930 começou a compor, e seu primeiro samba, O amor que não morreu, foi gravado em 1934 por Arnaldo Amaral, na etiqueta Columbia. Por essa época, foi diretor de harmonia na hoje extinta escola de samba Unidos da Saúde, que ajudou a criar. 

Em seguida passou três anos na escola de samba União Barão de Gamboa, também extinta, voltando mais tarde para a Unidos da Saúde. Transferiu-se depois para a Recreio de Ramos, tendo freqüentando durante muito tempo o G.R.E.S. Império Serrano. 
Em 1937 Luís Barbosa grava sua composição Risoleta (com Moacir Bernardino), que foi um de seus maiores sucessos, com diversas regravações. Em 1942 participou do filme inacabado de Orson Welles Jangada.  
 Tocando vários instrumentos de percussão, atuou na década de 1940 nos conjuntos Os Ritmistas e Os Poetas da Voz, neste último em dupla com Henrique de Almeida, oue também participava do primeiro conjunto. Por intermédio de Buci Moreira passou a freqüentar as gravadoras, tornando-se um dos ritmistas mais requisitados para os acompanhamentos dos discos de diversos cantores e compositores. 
Em janeiro e fevereiro de 1954 atuou como crooner da boate Esplanada, em São Paulo SP. Em 1959 seu samba Reconciliação (com Agenor Madureira e José Rosas) obteve algum sucesso, o mesmo acontecendo, em 1963, com o samba Retrato do Cabral (com Monsueto).  
Obra
Eu e você (c/Ernâni Silva), samba, 1937; Falso batuqueiro (c/Carlos de Sousa), samba, 1945; Reconciliação (c/Agenor Madureira e José Rosas), samba, 1959; Retrato do Cabral (c/Monsueto), samba, 1962; Riso/eta (c/Moacir Bernardino), samba, 1937.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFOLHA.

Saint-Clair Sena

Saint-Clair Sena - 1939
Saint-Clair Sena (Saint-Clair Moreira Sena), compositor, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 20/5/1896 e faleceu na mesma cidade em 30/8/1986. Originário do bairro do Estácio e pouco depois se mudou com a família para Anta, município de Sapucaia RJ, onde o pai fundou a banda de música local.

Logo se interessou por música, que aprendeu com o maestro da banda local, Antônio Samico, e aos 12 anos começou a compor. De volta ao Rio de Janeiro, foi morar na pensão da família de Lamartine Babo, que ainda era garoto. Estudava odontologia e, à noite, tocava flauta em reuniões com os amigos na pensão.

Em 1930, tornou-se amigo de Noel Rosa e Assis Valente, com os quais passou a frequentar festas e reuniões musicais. Depois foi eleito diretor social do então fundado Grajaú Tênis Clube, tendo promovido diversas festas com artistas importantes.

Com a ajuda de Lamartine Babo, que atuava na Rádio Philips, transmitiu pelo rádio uma dessas reuniões artísticas, da qual participaram Gilda de Abreu e Vicente Celestino, entre outros. Por intermédio do humorista Jorge Murad, conheceu Francisco Alves, que gravou várias de suas composições, bem como Gastão Formenti, Carlos Galhardo e Orlando Silva.

Em 1934 teve sua primeira música gravada, o Samba da saudade (com Ronaldo Lupo), interpretado por Gastão Formenti na Victor. De 1932 a 1938 venceu diversos concursos de música popular, entre os quais o de marchas promovido pela revista O Malho, em 1934. Em 1940, levado por Olavo de Barros, começou a fazer teatro de revista.

Escreveu e musicou as peças de diversas temporadas de Walter Pinto, destacando-se Rabo de foguete, em co-autoria com Luís Peixoto e Walter Pinto, apresentada no Teatro Recreio, em 1945, com grande sucesso. Fundador e conselheiro da UBC, foi sócio efetivo da SBAT.

De sua numerosa produção musical destacam- se a canção Reflorir da minha vida, de 1936; a valsa Misterioso amor, de 1937; a valsa Cruel destino (com José Maria de Abreu), de 1937; e a Canção do meu amor, de 1937, todas gravadas por Francisco Alves; Jamais irei aonde tu fores, canção gravada em 1939 por Orlando Silva, e a marcha Quando eu era pequenino, gravada pelos Anjos do Inferno.

Obra

Cruel destino (c/José Maria de Abreu), valsa, 1937; Eu, você e mais alguém (c/José Maria de Abreu), fox, 1942; Misterioso amor, valsa, 1937; Reflorir da minha vida, canção, 1936.


Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.