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| Cartola |
A história de “Alvorada” começou numa madrugada, quando Cartola e Cachaça, descendo o morro do Pendura a Saia, sentiram-se impressionados com os primeiros raios de sol que iluminavam o cenário, contrastando a beleza da cena com o sofrimento dos moradores do lugar. Fizeram, então, a primeira parte do samba: “Alvorada lá no morro que beleza / ninguém chora, não há tristeza / ninguém sente dissabor / o sol colorindo é tão lindo, é tão lindo / e a natureza sorrindo / tingindo, tingindo a alvorada.”
A segunda parte surgiu na casa de Hermínio Bello de Carvalho, onde tinham ido para completar a composição. Hermínio fez a letra, enquanto Cartola compunha a melodia na hora. Em suas primeiras gravações, com Odete Amaral e Clara Nunes, o samba saiu com o título de “Alvorada no Morro”. Depois, inclusive nas gravações de Cartola e Carlos Cachaça, o nome foi simplificado para “Alvorada”. Detalhe curioso é que essas duas figuras fariam os seus primeiros elepês na velhice, Cartola aos 65 anos e Cachaça aos 74, sendo ambos os discos realizados por iniciativa de um mesmo produtor, J. C. Botezeli, o Pelão (A Canção no Tempo – Vol. 2 – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34).
Alvorada (samba, 1968) - Cartola, Carlos Cachaça e Hermínio Bello de Carvalho
Gm C7 F
Alvorada lá no morro que beleza
Ab° Gm
Ninguém chora, não há tristeza
C7 F
Ninguém sente dissabor
Cm
O sol colorindo
D7 G7
É tão lindo, é tão lindo
Bbm C7 F (D7)
E a natureza sorrindo tingindo tingindo
E7 Am
Você também me lembra a alvorada
F7 Bb
Quando chega iluminando
F7 Bb
Meus caminhos tão sem vida
Gm C7
E o que me resta é bem pouco
Cm D7
Quase nada de que ir assim
Gm C7 F
Vagando numa estrada perdida
D7
Alvorada ..... (voltar ao estribilho)

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