sábado, 15 de abril de 2006

Valsas brasileiras

A valsa chegou ao Brasil no final da década de 1830 e imitou inicialmente o modelo europeu. A partir de 1870, com o surgimento do choro, os músicos brasileiros imprimiram novas características às composições e a valsa tornou-se um gênero da música popular.


Entre os primeiros compositores de valsas estão Alfredo da Rocha Viana, pai de Pixinguinha, e Ernesto Nazareth.

Sob a influência da modinha, a valsa tomou-se também uma forma de canção sentimental. No final da década de 1920, o cinema trouxe a moda das valsas americanas. A partir de 1934, iniciou-se a fase de maior brilho da valsa brasileira, com a dupla de compositores Francisco Alves e Orestes Barbosa.

Até meados da década de 1940, todos os compositores famosos tinham valsas entre suas obras: Pixinguinha, Ary Barroso, Joubert de Carvalho, Lamartine Babo, Custódio Mesquita e muitos outros.

O gênero entrou em declínio no Brasil a partir da década de 1950.

Algumas valsas




















































Trío Los Panchos


O Bolero, em princípio, parecia destinado somente a solistas, até que em 14 de de maio de 1944, no Teatro Hispânico de Nova York, dois mexicanos e um porto-riquenho interpretam o bolero de maneira diferente, a três vozes, com o máximo requinte. O êxito não se faz esperar e o grupo ganha fama com o pseudônimo de "Trio Los Panchos”.

Entre 1945 a 1948 cantam por todas as Américas, onde em intervalos, cantam também na Radio City Music Hall (1946).

Em 1948 realizam sua primeira viagem ao Brasil que dura três meses. Ao regressarem para Nova York seus discos não paravam de tocar nas ilhas de Cuba, Porto Rico, Santo Domingo, norte do México e sul dos Estados Unidos, começando a época de ouro para esse trio.

Depois desse triunfo nos Estados Unidos, mudam-se para o México, onde e amissora XEW, que era então a mais poderosa nesse país, lhes dá espaço (Programa Nestlé) e apresentações em diversos centros noturnos de categoria como “El Patio” e Teatro T’ivoli simultâneamente; desta forma captam a admiração e o coração dos mexicanos.

Em 1951 começam uma longa turnê pelo Caribe e América do Sul; visitam o Panamá, Guatemala, Cuba, Porto Rico, Santo Domingo, Venezuela, Colômbia, Equador, Perú e Chile . Durante seus cinqüenta anos de história participaram em mais de 35 filmes.




Acesse aqui a relação de compositores e intérpretes de bolero

Bolero: Letras, Cifras e Músicas

Saiba sobre as origens do bolero

Trio Irakitan

O Trio Irakitan (conjunto vocal formado por Gilvan, João, Toni, Edinho, Odilon, e Irakitan Brito) notabilizou-se nos anos 50 cantando principalmente boleros.

Formado por jovens cantores em Natal (RN), o Trio fez sucesso em outros países antes de ser conhecido no Brasil. Foram para a Venezuela, Colômbia, Caribe e México, onde desenvolveram a técnica mexicana de vocalizar, que se tornou uma característica do Trio.

O nome foi dado pelo folclorista Luís da Câmara Cascudo em 1951, e significa, em tupi, verde mel ou doce esperança. Voltaram ao Brasil em 1954 e foram contratados pela Rádio Nacional. O repertório era basicamente sambas-canções, boleros e alguma música mexicana, no gênero dos "mariachis".

Em 1965, a morte de Edinho gerou algumas modificações na direção artística do Trio. Nos anos 70 diversificaram um pouco a área de atuação, gravando um disco de carimbó, ritmo do norte do Brasil, e outros de samba e outros estilos em voga. Participaram de filmes, gravaram mais de 50 discos, e ainda se apresentam em shows e eventos, cantando principalmente música romântica.


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Fonte: CliqueMusic.

Trio Esperança


Trio Esperança - Conjunto vocal formado no Rio de Janeiro RJ em 1958 pelos irmãos Mário (Mário Correia José Maria, Rio de Janeiro 1948-), Regina (Regina Correia José Maria, Rio de Janeiro 1946-) e Evinha (Eva Correia José Maria, Rio de Janeiro 1951-).


Estreou em 1961 no programa de calouros de Hélio Ricardo e, em seguida, passou a apresentar-se no programa de José Messias, na Rádio Mundial, do Rio de Janeiro. Gravou então, na Odeon, Menino do amendoim (José Messias). O sucesso foi atingido com o lançamento de Filme triste (Loudermilk, versão de Romeu Nunes), incluído no LP Nós somos sucesso, da Odeon 1963, ao lado de O sapo (Jaime Silva e Neusa Teixeira).

O trio apresentou-se no programa Jovem Guarda, da TV Record, de São Paulo SP, destacando-se com Meu bem lollipop (Morris, versão de Gerson Gonçalves), Festa do Bolinha (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), Gasparzinho (Renato Correia).

Em 1965, gravou novo LP Três vezes sucesso, pela mesma fábrica, e no ano seguinte saiu o disco Festa do Bolinha, também na Odeon. Em 1967 e 1968 gravou os LPs A festa do Trio Esperança e O fabuloso Trio Esperança.

Nesse último ano, a cantora Evinha deixou o grupo e passou a atuar sozinha, tendo colocado em primeiro lugar, no IV FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, a Cantiga por Luciana (Paulinho Tapajós e Edmundo Souto). Integrado por outra irmã, Marisa (Marisa Correia José Maria, Rio de Janeiro 1957-), o conjunto gravou o LP Trio Esperança, em 1970, com Primavera (Cassiano e Rochael); Trio Esperança, em 1971, com Na hora do almoço (Belchior); Trio Esperança, em 1974, com Arrasta a sandália (Roberto Correia e John Lemos); e Trio Esperança, em 1975, com Marambaia (Henricão e Rubens Campos), todos na Odeon.

Residindo na Europa, continua ativo em shows e gravações para o mercado local. Em 1992 foi lançado no Brasil, pela Polygram, o disco A capela do Brasil.

Veja também:























Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.