quarta-feira, 14 de junho de 2006

A mesma rosa amarela

Claudionor Germano
“O poeta Carlos Pena Filho me deu uma letra para eu usá-la num frevo” — relembrava Capiba —, “mas achei a letra bonita demais para música de carnaval, que é passageira. Então, preferi usá-la num samba.” Deu certo, pois com aqueles versos (“Você tem quase tudo dela / o mesmo perfume, a mesma cor / a mesma rosa amarela / só não tem o meu amor”), Capiba fez um samba moderno, estilo bossa nova, que seria sucesso nacional.

Infelizmente, Carlos Pena Filho não conheceu este sucesso. Em 27 de junho de 1960, um carro em que viajava em companhia do político Moura Cavalcanti foi violentamente abalroado numa rua de Recife por um ônibus dirigido por um bêbado. Atingido na cabeça, Carlos entrou em coma, morrendo quatro dias depois, aos 31 anos de idade (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34).

A mesma rosa amarela (samba, 1962) - Capiba e Carlos Pena Filho - Intérprete: Claudionor Germano



Tom: A#  

     Gm
Você tem quase tudo dela
 Cm
O mesmo perfume
         Ab7+      Am5-/7 D7 Gm
A mesma cor, a mesma rosa amarela
 C          Eb        Am5-/7 D7/9+
Só não tem o meu amor
                   Cm
Mas nestes dias de carnaval
            D7          Gm
Para mim você vai ser ela
        Am5-/7   D7       Gm
O mesmo perfume, a mesma cor
 Eb             Am5-/7 D7
A mesma rosa amarela
                  Gm
Mas não sei o que será
Cm                 F7
Quando chegar a lembrança dela
        Bb7+     Eb
E de você apenas restar
  Gm      Eb       C
A mesma rosa amarela
  Eb       D7     Gm
A mesma rosa amarela


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