segunda-feira, 10 de abril de 2006

Baden Powell


Baden Powell de Aquino, instrumentista e compositor, nasceu em Itaperuna RJ, em 6/8/1937 e faleceu em 26/9/2000 no Rio de Janeiro RJ. Nascido no distrito de Varre Sai, foi morar ainda pequeno com a família no bairro carioca de São Cristóvão e cresceu ouvindo os chorões reunidos em casa pelo pai, o violonista Lino de Aquino, que lhe deu o nome em homenagem ao fundador do escotismo.


Aos oito anos esteve tom o pai na Rádio Nacional, conhecendo Meira, violonista do regional de Benedito Lacerda, e daí em diante seu professor de violão, durante cinco anos. Aprendeu então os clássicos e foi influenciado por Dilermando Reis e Garoto, além de seu professor.

Apresentou-se no programa de Renato Murce, na Rádio Nacional, ganhando o primeiro prêmio para solistas de violão. Aos 13 anos, conseguia algum dinheiro animando bailes do subúrbio com uma guitarra, fugindo das aulas para tocar violão com os companheiros do morro da Mangueira. Terminando o ginásio, foi trabalhar na Rádio Nacional, acompanhando o pessoal da emissora em excursões pelo interior.

Em 1955 entrou para o trio do pianista Ed Lincoln, tocando jazz na boate Plaza, em Copacabana, Rio de Janeiro, e acompanhando cantores em shows. Em 1956, compôs Samba triste (com letra de Billy Blanco), gravado em 1960 por Lúcio Alves, compondo ainda, nesse período, Deve ser amor, Encontro com a saudade e Não é bem assim.

Em 1962 acompanhou Sylvia Telles na boate Jirau; nesse ano conheceu Vinícius de Moraes, que foi seu parceiro numa longa série de composições de grande sucesso: Samba em prelúdio, gravado ainda em 1962 pela dupla Geraldo Vandré e Ana Lúcia; O astronauta, gravação dele próprio em 1964; Consolação, gravado por Nara Leão, além de Samba da benção, Tem dó, Só por amor, Labareda, Bom dia, amigo etc. Compôs ainda Aurora de amor e Tristeza, vá embora (ambos com Mário Teles).

Em 1963, gravou na Philips o LP Um violão na madrugada, incluindo Minha palhoça (J. Cascata) e Dona Baratinha (Newton Ramalho e Almeida Rego). Viajando para Paris, França, tocou, com grande sucesso, no teatro Olympia, composições eruditas, alem de seus sambas. Foi contratado pela boate Bilboquet, e compôs a trilha sonora do filme Le Grabuje, além do samba Formosa (com Vinícius de Moraes).

De volta ao Brasil em 1964, compôs Berimbau (com Vinícius de Moraes), e gravou, além desse samba, o LP à vontade, que incluía, entre outros, O astronauta e Samba do avião (Tom Jobim e Vinícius de Moraes). Passou então seis meses na Bahia, pesquisando música de candomblé e cantos dos terreiros, e de volta ao Rio de Janeiro começou a compor com Vinícius de Moraes uma série de músicas denominadas pelos autores afro-sambas, destacando-se entre eles Tristeza e solidão e Bocoché (1965), Canto de Xangô (1966) e Canto de Ossanha, este último lançado com grande sucesso por Elis Regina em 1966. Ainda em 1965 classificou em segundo lugar a Valsa do amor que não vem (com Vinícius de Moraes), defendida por Elizeth Cardoso, no I FMPB, da TV Excelsior de São Paulo SP.

Em 1966 colocou-se em quarto lugar no FNMP da mesma emissora, com Cidade vazia (com Lula Freire), defendida pelo cantor, então estreante, Milton Nascimento. Desse ano é o LP da Elenco Baden Powell Swings with Jimmy Pratt (baterista norte-americano que estava no Brasil acompanhando Caterina Valente), incluindo Manequim 46 (Monteiro de Sousa e Alberto Paz) e Samba de uma nota só (Newton Mendonça e Tom Jobim). No mesmo ano, os afro-sambas Canto de Xangô, Canto de Iemanjá e Canto de Ossanha, além de Berimbau e Samba da bênção, foram gravados na Forma por ele e Vinícius de Moraes. Atuou ainda com Elis Regina na boate ZumZum, do Rio de Janeiro.

Ainda de 1966 são seus LPs O mundo musical de Baden Powell (Barclay-RGE), gravado na França, que incluía Berimbau e Samba em prelúdio; Baden Powell ao vivo no Teatro Santa Rosa (Elenco), apresentando Valsa de Eurídice (Vinícius de Moraes) e Consolação (com Vinícius de Moraes); Tempo feliz (Forma-Philips), trazendo entre outros a faixa-título e Apelo (ambos com Vinícius de Moraes). Samba da benção (com Vinícius de Moraes) foi incluído na trilha sonora do filme Um homem e uma mulher, de Claude Lelouch. No ano seguinte apresentou-se no Festival de Jazz de Berlim, ao lado dos guitarristas Jim Hall e Barney Kessel, recebendo em Paris o Disco de Ouro pelo seu LP O mundo musical de Baden Powell. Gravou então o LP Mundo musical nr.2, tocando com a Orquestra Sinfônica de Paris.

De volta ao Brasil, iniciou nova parceria, com Paulo César Pinheiro, na época ainda adolescente, ganhando, com o parceiro, a I Bienal do Samba, da TV Record, de São Paulo, em 1968, com Lapinha, defendido por Elis Regina e inspirado em tema do folclore baiano sobre o lendário capoeirista Cordão de Ouro-Besouro. A dupla compôs uma série de músicas, destacando-se Cancioneiro, Samba do perdão, Meu réquiem, É de lei, Refém da solidão, Aviso aos navegantes, Carta de poeta, entre outras.

Ainda em 1968 gravou o LP Baden Powell (Elenco), incluindo Tristeza (Haroldo Lobo e Niltinho) e Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá e Antônio Maria), reaparecendo para o público carioca no show O mundo musical de Baden Powell. No ano seguinte, ainda na Elenco, gravou o LP Vinte e sete horas de estúdio, incluindo O Cego Aderaldo. Em 1970 voltou à Europa, gravando em Paris, para a Barclay, a série de três LPs Baden Powell Quartet, e o LP Baden Powell, que incluía Carinhoso e Rosa (ambos de Pixinguinha).

Voltando ao Brasil, gravou na Elenco o LP Estudos, com músicas de sua autoria e mais Chão de estrelas (Orestes Barbosa e Sílvio Caldas). Concorreu ao IV FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, com Sermão (com Paulo César Pinheiro). Seu LP É de lei, de 1972, na Philips, incluía, entre outras, sua composição do mesmo nome e ainda Violão vagabundo (com Paulo César Pinheiro), e, em 1973 o LP Solitude on Guitar, gravado na República Federal da Alemanha, incluía Se todos fossem iguais a você (Tom Jobim e Vinícius de Moraes) e Por causa de você (Tom Jobim e Dolores Duran).

Em 1974 gravou ao vivo em Paris o LP Baden Powell (Barclay-RGE), com Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinícius de Moraes) e Jesus, alegria dos homens (Johann Sebastian Bach). No ano seguinte, lançou o LP Baden Powell Trio & Ópera de Frankfurt. Posteriormente, mudou-se para Baden-Baden (Alemanha), onde permaneceu por cerca de quatro anos. Em 1982 apresentou-se para o Sínodo dos Bispos em Roma, tocando na Igreja Santa Maria Majore.

De volta ao Brasil, em 1994 lançou o disco Baden Powell de Rio à Paris. Em julho do mesmo ano, apresentou-se no Rio de Janeiro, na Sala Cecília Meireles, ao lado de seus filhos Louis Marcel Powell, violonista, e Phillippe Baden Powell, pianista e tecladista. O concerto foi gravado e lançado em CD pela CID, no ano seguinte, com o título de Baden Powell & Filhos.

No início de 1995 mudou-se novamente para a França, lançou o CD Baden Powell-Live in Montreux, e recebeu o XV Prêmio Shell para a Música Brasileira, pelo conjunto de sua obra. Em 1996 gravou o CD Baden Powell - Live at the Rio Jazz Club e, em outubro do mesmo ano, apresentou-se na França ao lado de Sivuca.

Faleceu aos 63 anos, em 26/9/2000, de pneumonia bacteriana grave, na UTI da Clínica Sorocaba, no Rio, onde estava internado desde 23 de agosto daquele ano.

Algumas músicas:































Veja também:




Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha; Revivendo Músicas - Biografias - Baden Powell

Vinícius de Moraes


Consagrado no movimento da bossa, Vinícius compôs, junto com Tom Jobim a música Garota de Ipanema, símbolo de uma época. Dentre outras suas parcerias musicais temos Baden Powell (Samba em prelúdio), Carlos Lyra (Minha namorada), Ary Barroso (Rancho das namoradas), Chico Buarque (Valsinha), e o seu amigo Toquinho, onde costumava dizer que tinham a melhor relação possível entre eles, e que "só não havia sexo!".


Com ele, Vinícius compôs diversas canções como A tonga da mironga do kabuletê, Tarde em Itapoã, Samba da Rosa, dentre outras. A banheira de sua casa era onde gostava de dar algumas entrevistas quando estava de muita preguiça, e sempre com um copo de uísque ao lado (onde tinha o carinhoso jeito de dizer que o uísque era o melhor companheiro do homem, era "um cachorro engarrafado").

A obra poética de Vinícius de Moraes é dividida habitualmente em duas fases: uma de sentido místico e lírico, e outra mais sensual e de linguagem mais simples, que ele mostra também nas composições populares. Seu domínio da linguagem culta foi decisivo para conferir qualidade literária à música popular brasileira, enriquecida com suas letras.

Vinícius de Moraes nasceu no Rio de Janeiro RJ em 19 de outubro de 1913. Devido a uma brincadeira de Manuel Bandeira, num de seus poemas de circunstância, muitos acreditam que seu nome completo fosse Marcus Vinícius da Cruz de Melo Moraes, o que não é verdade.

Formou-se em direito em 1933, ano em que lançou seu primeiro livro de poemas. Nessa época já era amigo dos poetas Manuel Bandeira, Mário de Andrade e Oswald de Andrade. Em 1938 foi para Oxford, na Inglaterra, com uma bolsa de estudos em língua e literatura inglesas. De volta ao Brasil, trabalhou em jornais como crítico de cinema até 1943, quando ingressou na carreira diplomática, da qual foi afastado pelo governo militar em 1968. Serviu em Los Angeles, Paris e Montevidéu.

Obra poética - A carreira literária de Vinícius de Moraes começou com o livro de poemas O caminho para a distância (1933) que, como Forma e exegese (1935) e Ariana, a mulher (1936), revela as preocupações místicas e transcendentais do autor, de estilo poético ainda indefinido. O quarto livro, Novos poemas (1938), também se inclui nessa primeira fase.

Dois livros - Cinco elegias (1943) e Poemas, sonetos e baladas (1946) - marcam a transição para uma nova fase, mais voltada para a participação política e social, além da sensualidade. São desse período a Antologia poética (1955), o Livro dos sonetos (1957) e Novos poemas II (1959), que traz o poema "Receita de mulher". Na década de 1960 publicou mais três livros: Procura-se uma rosa, Para viver um grande amor (ambos de 1962) e Para uma menina com uma flor (1966), de crônicas. A Arca de Noé (1970) é um livro de poesia para crianças.

Um dos grandes representantes do lirismo amoroso dos tempos atuais, Vinícius conseguiu, como poucos, exprimir com realismo característico a relação de amor entre o homem e a mulher. Após a primeira fase, mais mística e de individualismo nostálgico, assumiu por completo o papel de poeta do amor, da matéria, do mundo e da mulher, em versos altamente musicais.

Especialmente apreciados, os sonetos de Vinícius surpreendem pela capacidade de atualizar a lírica de Camões. O "Soneto da fidelidade", de Poemas, sonetos e baladas, figura entre os melhores momentos do autor nessa forma. A preocupação política e social se revela em poemas como "Operário em construção", de Novos poemas II.

Música popular - O interesse de Vinícius pela música data de 1927, quando começou a compor com Paulo e Haroldo Tapajós, mas só se firmou a partir da década de 1950. Em 1956 Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim) musicou sua peça Orfeu da Conceição, premiada no concurso de teatro do IV Centenário de São Paulo. Montada no mesmo ano no Rio de Janeiro, a peça ajudou a popularizar composições de Tom e Vinícius, como Se todos fossem iguais a você. A versão cinematográfica Orphée noir (Orfeu do carnaval, de Marcel Camus, ganhou a Palma de Ouro em Cannes em 1959 e o Oscar de melhor filme estrangeiro.

Cada vez mais voltado para a música, escreveu letras para músicas inéditas de Tom Jobim, como Lamento no morro e Mulher, sempre mulher, gravadas em 1956. Dois anos depois, o disco Canção do amor demais, de Elizeth Cardoso, com canções de Tom e Vinícius, marcou o início da bossa nova.

Em 1961, no Teatro Santa Rosa, no Rio de Janeiro, estreou sua peça Procura-se uma rosa. No mesmo ano, Vinícius conheceu Carlos Lyra, seu parceiro em Minha namorada (1964) e outras canções. A parceria com o violonista Baden Powell, a partir de 1962, rendeu mais de cinquenta músicas, entre elas sucessos como Berimbau e Samba em prelúdio. Com Pixinguinha, Vinícius fez a música do filme Sol sobre a lama (1962), de Alex Viany, e com Francis Hime compôs, entre outras canções, Sem mais adeus (1963).

O maior sucesso de Vinícius foi Garota de Ipanema (1963), em parceria com Tom Jobim. Em 1965, Arrastão, de Edu Lobo e Vinícius, venceu o I Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior. Edu seria seu parceiro em outro sucesso, Canção do amanhecer. Seu último parceiro, a partir de 1970, foi o violonista Toquinho (Antonio Pecci Filho), com quem compôs Morena flor, Tarde em Itapoan, Essa menina etc.

Vinícius também fez música para poemas seus, como Serenata do adeus e Medo de amar. Vinícius de Moraes morreu no Rio de Janeiro, em 9 de julho de 1980.

Algumas músicas



















































































































Obra completa

A um passarinho, 1980; A uma mulher, s.d.; As abelhas (c/Bacalov), 1980; Acalanto da rosa (c/Cláudio Santoro), 1969; Água de beber (c/Tom Jobim), 1963; Ai de quem ama (c/Nilo Queirós), s.d.; Ai quem me dera, 1963; Além do tempo (c/Edu Lobo), 1976; Algum lugar (c/Marília Medalha), 1972; Amei tanto, 1963; Amigo amado (c/Alaíde Costa), s.d.; Amigos meus (c/Toquinho), 1980; Amor e lágrimas (c/Cláudio Santoro), s.d.; Amor em paz (c/Tom Jobim), 1961; O amor só traz tristeza (c/Tom Jobim), s.d.; Andam dizendo (c/Tom Jobim), 1962; Apelo (c/Baden Powell), 1966; O ar (O vento) (c/Bacalov e Toquinho), 1981; A arca de Noé (c/Toquinho), 1980; Arrastão (c/Edu Lobo), 1965; O astronauta (c/Baden Powell), 1964; Até rolar pelo chão (c/Mutinho), 1980; Aula de piano (c/Toquinho), 1980; Ausência (c/Marília Medalha), 1972; Bachiana (c/Baden Powell), 1972; Balada do mangue, 1978; Bate, coração (c/Antônio Maria), samba-canção, 1960; O beijo que você não quis dar, 1933; O bem-amado (c/Toquinho), 1977; A bênção, Bahia (c/Toquinho e Marília Medalha), 1971; Berceuse (c/Baden Powell), 1972; Berimbau (c/Baden Powell), 1964; Os bichinhos e o homem (c/Toquinho), 1981; Blues para Emmet (c/Toquinho), 1971; Bocoxe (c/Baden Powell), 1965; Bom dia, amigo (c/Baden Powell), 1962; Bom-dia, tristeza (c/Adoniran Barbosa), 1957; Brasília, sinfonia da alvorada (c/Tom Jobim), 1961; Brigas nunca mais (c/Tom Jobim), 1959; Broto maroto (c/Carlos Lira), s.d.; Broto triste (c/Carlos Lira), 1964; A cachorrinha (c/Tom Jobim), 1981; Cala, meu amor (c/Tom Jobim), 1959; Calmaria e vendaval (c/Toquinho), s.d.; Caminho de pedra (c/Tom Jobim), 1958; Caminhos sem fim (c/Tom Jobim), s.d.; Canção da canção que nasceu (c/Marília Medalha), 1972; Canção da eterna despedida (c/Tom Jobim), 1959; Canção da noite (c/Paulo Tapajós), 1955; Canção de amor e paz (c/Tom Jobim), 1967; Canção de enganar tristeza (c/Baden Powell), 1966; Canção de ninar meu bem (c/Baden Powell), 1966; Canção de nós dois, 1961; Canção do amanhecer (c/Edu Lobo), 1965; Canção do amor amigo (c/Baden Powehl), 1966; Canção do amor ausente (c/Baden Powell), 1963; Canção do amor demais (c/Tom Jobim), 1958; Canção do amor que chegou (c/Carlos Lira), 1964; Canção do homem só (c/Carlos Lira), 1966; Canção em modo menor (Coração em prece) (c/Tom Jobim), 1962; Canção para alguém (c/Haroldo Tapajós), valsa, 1933; Canção para o grande amor (c/Marília Medalha), 1972; Canta, canta mais (c/Tom Jobim), 1959; Cântico, s.d.; Canto de lemanjá (c/Baden Powell), 1966; Canto de Ossanha (c/Baden Powell), 1966; Canto de Oxalufá (c/Toquinho), 1972; O canto de Oxum (c/Toquinho), 1971; Canto de pedra (c/Baden Powell), 1966; Canto de pedra preta (c/Baden Powehl), 1966; Canto de Xangô (c/Baden Powell), 1966; Canto do Caboclo Pedra Preta (c/Baden Powell), 1966; Canto e contraponto (c/Baden Powell), 1966; Canto em contraponto (c/Toquinho), 1974; Canto triste (c/Edu Lobo), 1967; Cara de pau (c/Edu Lobo), 1976; Carioca (c/Carlos Lira), 1966; Caro Raul (c/Toquinho), 1980; Carta ao Tom 74 (c/Toquinho), 1974; Carta do Tom (c/Chico Buarque, Tom Jobim e Toquinho), 1977; A carta que não foi mandada (c/Toquinho), 1974; Cartão de visita (c/Carlos Lira), 1964; A casa, s.d.; Cavalo-marinho (c/Baden Powell), 1966; Cem por cento, s.d.; Certa Maria (c/Ciro Monteiro), 1969; Chanson d’hiver (c/Baden Powell), 1972; Chega de saudade (c/Tom Jobim), 1958; A chegada dos candangos (c/Tom Jobim), 1961; Chora, coração (c/Tom Jobim), 1973; Chorando pedia, s.d.; Chorando pra Pixinguinha (c/Toquinho), 1972; Choro chorado para Paulinho Nogueira (c/Paulinho Nogueira eToquinho), 1975; Choro para metrônomo (c/Baden Powell), 1966; Cidadão da Gávea (c/Tom Jobim), 1980; Coisa mais linda (c/Carlos Lira), 1961; Com você é pior (c/Carlos Lira), s.d.; Como dizia o poeta (c/Toquinho), 1971; Como é duro trabalhar (c/Toquinho), 1974; Conjugação da ausente, 1975; Consolação (c/Baden Powell), 1967; Coral (c/Tom Jobim), 1961; As cores de abril (c/Toquinho), 1974; A corujinha (c/Toquinho), 1980; Cotidiano (c/Toquinho), 1970; Cotidiano n 2 (c/Toquinho), 1972; Decididamente (c/Edu Lobo), 1976; Deixa (c/Baden Powell), 1966; Derradeira primavera (c/Tom Jobim), 1962; Desalento (c/Chico Buarque), 1970; O desespero da piedade, s.d.; Deve ser amor (c/Baden Powell), 1966; Dia da criação, 1976; Dialética, 1980; Diálogo (c/Toquinho), 1977; Diga, moreninha (c/Haroldo Tapajós), 1934; Distante (c/Marília Medalha), 1972; Dobrado de amor a São Paulo (c/Antônio Maria), 1954; Doce ilusão (c/Haroldo Tapajós), 1934; Dor de uma saudade (c/José Medina), fox, 1933; É hoje só (c/Baden Powell), 1962; É preciso dizer adeus (c/Tom Jobim), 1958; Ela é carioca (c/Tom Jobim), 1963; Essa menina (c/Toquinho), 1971, Estrada branca (c/Tom Jobim), 1958; Eu agradeço (c/Edu Lobo), 1976; Eu e o meu amor (c/Tom Jobim), 1956; Eu não existo sem você (c/Tom Jobim), 1957; Eu não tenho nada a ver com isso (c/Toquinho), 1971; Eu sei que vou te amar (c/Tom Jobim), 1959; Eu te amo, amor (c/Francis Hime), 1967; Eurídice, 1988; Exaltação ao amor (c/Tom Jobim), s.d.; Fala, meu amor (c/Tom Jobim), 1967; O falso mendigo, s.d.; Favela (c/Tom Jobim), 1963; A felicidade (c/Tom Jobim), 1959; O filho que eu quero ter (c/Toquinho), 1974; A flor e a noite (c/Toquinho), 1971; Fluido de saudade (c/Baden Powell), 1972; A foca (c/Toquinho), 1980; Fogo sob terra (c/Toquinho), 1974; A formiga (c/Paulo Soledade), 1981; Formosa (c/Baden Powell), 1967; Frevo (c/Tom Jobim), 1959; Frevo de Orfeu (c/Tom Jobim), 1996; A galinha d’Angola (c/Toquinho), 1981; Garota de Ipanema (c/Tom Jobim), 1960; Garota prerongondon (c/Baden Powell), 1966; O gato (c/Bacalov e Toquinho), 1980; Gente humilde (c/Chico Buarque e Garoto), 1970; Gente do morro (c/Carlos Lira), 1972; Gilda (c/Toquinho), 1980; O girassol (c/Toquinho), 1981; Golpe errado (c/Toquinho), 1980; O grande amor (c/Tom Jobim), 1960; O grande apelo (c/Marília Medalha), 1971; O haver, 1980; Hendulu, 1934; História antiga (c/Baden PoweIl), 1966; O homem (c/Tom Jobim), 1961; Honolulu (c/Paulo Tapajós), s.d.; Iemanjá (c/Baden PowelI), 1969; Ilhéus (c/Tom Jobim), 1983; Improviso em bossa nova (c/Baden Powell), 1972; Indiscretion (c/Baden Powell), 1972; Insensatez (c/Tom Jobim), 1960; Insônia (c/Baden Powell), 1972; Io so che ti amero (c/Tom Jobim e Sérgio Bardotti), 1991; Já era tempo (c/Ari Barroso), 1962; Janelas abertas (c/Tom Jobim), 1958; João Não-tem-de quê (c/Edu Lobo), 1976; Labaredas (c/Baden PoweII), 1972; Labirinto (c/Edu Lobo), 1976; Lamento (c/Pixinguinha), 1962; Lamento de Exu (c/Baden Powell), 1966; Lamento de João (c/Edu Lobo), 1976; Lamento no morro (c/Tom Jobim), 1956; O leão (inspirado em William Blake) (c/Fagner), 1981; Lembre-se (c/Moacir Santos), s.d.; Linda baiana (c/Baden Powell), 1966; Loura ou morena (c/Haroldo Tapajós), fox-trot, 1932; Luar de meu bem (c/Cláudio Santoro), 1969; Luciana (c/Tom Jobim), 1958; O mais-que-perfeito (c/Macalé), 1973; Mais um adeus (c/Toquinho), 1971; Marcha da Quarta feira de Cinzas (c/Carlos Lira), 1962; Marcha do amanhecer (c/Carlos Lira), 1964; Maria (c/Francis Hime), 1966; Maria da Graça (c/Tom Jobim), 1958; Maria Moita (c/Carlos Lira), 1964; Maria-vai-com-as-outras (c/Toquinho), 1971; Medo de amar, 1962; Melancia e coco verde, 1971; Melhor era tudo se acabar (c/Baden Powell), 1966; Menina (c/Toquinho), 1980; Menina das duas tranças (c/Toquinho), 1972; Menino travesso (c/Moacir Santos), s.d ; Mensagem, 1978; Meu pai Oxalá (c/Toquinho), 1970; Meu tempo (c/Marília Medalha), 1972; Minha desventura (c/Carlos Lira), 1964; Minha namorada (c/Carlos Lira), 1964; Mister Toquinho (c/Marília Medalha), 1972; Modinha (c/Tom Jobim), 1958; Moinho d’agua (c/Marília Medalha), 1972; Monólogo de Orfeu (c/Tom Jobim), 1956; Morena flor (c/Toquinho), 1971; O morro não tem vez (c/Tom Jobim), 1963; Morte de Orfeu (Macumba) (c/Tom Jobim), 1956; Mulher carioca (c/Baden Powell), 1966; Mulher, sempre mulher (c/Tom Jobim), 1956; Mundo melhor (c/Pixinguinha), 1967; Na hora do adeus (c/Tom Jobim), 1960; Nada como ter amor (c/Carlos Lira), 1961; Namorado da lua (c/Haroldo Tapajós), 1934; Ninguém é melhor do que..., 1980; No colo da serra (c/Toquinho), 1972; No more blues (c/Tom Jobim e Jessei Hendricks), 1962; Um nome de mulher (C/Tom Jobim), 1956; O nosso amor (c/Tom Jobim), 1959; O nosso amor de criança (c/Haroldo Tapajós), 1934; Olha, Maria (Amparo) (c/Tom Jobim e Chico Buarque), 1970; Onde anda você (c/Hermano Silva), 1975; Onde andará o amor? (c/Tom Jobim), s.d.; O que é que tem sentido nesta vida? (c/Edu Lobo), 1976; O que tinha de ser (c/Tom Jobim), 1959; Orfeu da Conceição (Overture) (c/Tom Jobim), 1956; Outra vez (c/Tom Jobim) 1958; Paiol de pólvora (c/Toquinho), 1970; Para fazer um bom café (c/Baden Powell), 1966; Para viver um grande amor (c/Toquinho), 1972; Paris toute grise (c/Baden Powell), 1972; O pato(c/Toquinho), 1980; Pátria minha, 1980; Pau-de-arara (c/Carlos Lira), 1964; Pedro, meu filho, 1975; Pela luz dos olhos seus (c/Toquinho), 1975; Pelos caminhos da vida (c/Tom Jobim), 1959; O peru (c/Toquinho e Paulo Soledade), 1981; O pingüim (c/Toquinho e Paulo Soledade), 1981; O pintinho (c/Gilda Matoso, Pipo Caruso, Sérgio Bardotti e Toquinho), 1980; O planalto deserto (c/Tom Jobim), 1961; Planta baixa (c/Toquinho), s.d.; Pobre de mim (c/Edu Lobo), 1976; Pobre menina rica (c/Carlos Lira), 1964; Poema dos olhos da amada (c/Paulo Soledade), 1954; O poeta aprendiz (c/Toquinho), 1971; Porque será? (c/Toquinho e Carlinhos Vergueiro), 1980; Por toda a minha vida (c/Tom Jobim), 1959; O porquinho (c/Toquinho), 1981; A porta (c/Toquinho), 1980; Pour toi, Marie (c/Baden Powell), 1966; Pra que chorar (c/Baden Powell), 1966; Praia branca (c/Tom Jobim), 1958; Precedented (c/Baden Powell), 1972; Pregão da saudade (c/Cláudio Santoro), 1969; Prelúdio ao coração (c/Baden Powell), sd.; A primavera (c/Carlos Lira), 1964; Primeira namorada (c/Carlos Lira), 1961; A pulga, 1980; Quando tu passas por mim (c/Antonio Maria), samba, 1953; Quarta-feira de Cinzas (c/Amauri), sd.; Quarto soneto de meditação, s.d.; Que trouxe essa canção? (c/Baden Powell), 1972; As razões do coração (c/Toquinho), 1975; Regra-três (c/Toquinho), 1972; O relógio (c/Paulo Soledade), 1980; Rosa de Hiroshima (c/João Ricardo), 1975; A rosa desfolhada (c/Toquinho), 1971; Uma rosa em minha mão (c/Toquinho), 1974; Rua das Acácias, 1980; Sabe você (c/Carlos Lira), 1964; Sagarana (c/Marília Medalha), 1972; Samba Belo Horizonte (c/Tom Jobim), s.d.; Samba da bênção (c/Baden Powell), 1966; Samba da rosa (c/Toquinho), 1971; Samba da volta (c/Toquinho), 1974; Samba de Gesse, 1971; Samba de Maria (c/Francis Hime), 1967; Samba de nós dois (c/Baden PoweIl), só.; Samba de Orly (c/Toquinho e Chico Buarque), 1969; Samba de Oxóssi (c/Baden Powell), 1966; Samba do carioca (c/Carlos Lira), sd.; Samba do jato (c/Toquinho), 1974; Samba do Veloso (c/Baden Powell), 1966; Samba em chá-cha-chá (c/Baden PoweIl), 1966; Samba em prelúdio (c/Baden Powell), 1962; Samba fúnebre (c/Pixinguinha), 1972; Samba pra Endrigo (c/Toquinho), 1980; Samba pra Vinícius (c/Chico Buarque e Toquinho), 1977; Samba saravá (c/Baden Powell), 1966; Samba triste (c/Baden Powell), só.; Samblues do dinheiro (c/Edu Lobo), 1976; São demais os perigos desta vida (c/Toquinho), 1972; São Francisco (c/Paulo Soledade), 1956; Saravá (c/Baden Powell), s.d.; Saudade de amar (c/Francis Hime), s.d.; Saudades do Brasil em Portugal (c/Homem Cristo), 1978; Se ela quisesse (c/Toquinho), 1975; Se o amor pudesse (c/Marília Medalha), 1972; Se todos fossem iguais a você (c/Tom Jobim), 1956; Se você disser que sim (c/Moacir Santos), s.d.; Sei lá... a vida tem sempre razão (c/Toquinho), 1971; Seja feliz (c/Baden Powell), 1962; Sem mais adeus (c/Francis Hime), 1963; Sem medo (c/Toquinho), 1974; Sem razão de ser (c/Marília Medalha), 1972; Sem você (c/Tom Jobim), 1959; Sempre a esperar (c/Osvaldo Coghiano), s.d.; Separação, 1975; Serenata do adeus, 1958; Simplesmente (c/Baden Powell), s.d.; Só amor (c/Carlos Lira), s.d.; Só danço samba (c/Tom Jobim), 1962; Só me fez bem (c/Edu Lobo), 1967; Só por amor (c/Baden Powell), 1962; Sob o Trópico de Câncer, s.d.; Soneto a K. Mansfield, sd.; Soneto à Lua, 1980; Soneto da intimidade, s.d.; Soneto da separação (c/Tom Jobim), 1959; Soneto de contrição, 1980; Sonho de amor e paz (c/Baden Powell), 1966; Tá difícil (c/Edu Lobo), 1976; Tarde em Itapoã (c/Toquinho), 1971; Tatamircs (cf/Toquinho), 1972; Telecoteco, 1961; Tem dó (c/Baden Powell), 1966; Tempo da flor (c/Francis Hime), 1967; Tempo de amor (c/Baden Powell), 1966; Tempo de paz (c/Baden Powell), 1966; Tempo feliz (Vê o sol raiar) (c/Baden Powell), 1967; Ternura, sd.; A terra prometida (c/Toquinho), 1971; Testamento (c/Toquinho), 1971; This happy madness (c/Tom Jobim e Ray Gilbert), 1971; Toi, ma blonde (c/Baden Powell e Eduardo Bacri), 1966; Toma meu coração (c/Eduardo Bacri e Baden Powell), 1966; Tomara, 1971; A tonga da mironga do cabuletê (c/Toquinho), 1971; O trabalho e a construção (c/Tom Jobim), 1961; Triste de quem (c/Moacir Santos), s.d.; Triste sertão (c/Toquinho), 1974; Tristeza e solidão (c/Baden Powell), 1965; Tudo na mais santa paz (c/Toquinho), 1974; Um homem chamado Alfredo (c/Toquinho), 1975; Um novo dia (c/Edu Lobo), 1976; Un altro addio (c/Tom Jobim e Sérgio Bardotti), 1991; Valsa da Tunísia, 1975; Valsa de Eurídice, valsa, 1956; Valsa do amor de nos dois (c/Tom Jobim), 1962; Valsa do amor que não vem (c/Baden Powell) 1965; Valsa do bordel (c/Toquinho), 1975; Valsa dueto (c/Carlos Lira), 1964; Valsa para o ausente (c/Marilia Medalha), 1971; Valsa para uma menininha (c/Toquinho), 1972; Valsa sem nome (c/Baden Powell), 1964; Valsinha (c/Chico Buarque), 1971; Veja você (c/Toquinho), s.d.; Velho amigo (c/Baden Powell), 1966; O velho e a flor (c/Toquinho e E. Bacalov), 1971; A vez do Dombe (c/Toquinho), 1971; Vida bela (c/Tom Jobim), 1958; Você e eu (c/Carlos Lira), 1961; Zambi (c/Edu Lobo), 1965.

Veja também:



























Fontes: MPB Compositores - Editora Globo; Revista Caras - Edição Especial de Junho de 1996; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Zé Dantas

Zé Dantas

Zé Dantas (José de Sousa Dantas Filho), compositor e poeta, nasceu em Carnaíba PE (27/2/1921) e faleceu no Rio de Janeiro RJ (11/3/1962). Em 1938 ensaiava suas primeiras composições e escrevia crônicas sobre folclore para a Revista Formação, do Colégio Americano Batista, do Recife PE.


Cerca de nove anos depois conheceu Luiz Gonzaga, de quem se tornou parceiro.

Em 1949 formou-se em medicina no Recife e no ano seguinte foi para o Rio de Janeiro, especializar-se em obstetrícia.

Ainda em 1950, Luís Gonzaga gravou suas composições, em parceria, Vem, morena, A dança da moda, o xote Cintura fina e o seridó Forró do Mané Vito, grande sucesso, na Victor, enquanto os Quatro Ases e Um Curinga lançavam o coco Derramaro o gai, na Odeon. Um ano depois, Luís Gonzaga gravou da dupla o baião Sabiá.

Em 1953 participou com o parceiro e com Paulo Roberto do programa No Mundo do Baião, na Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Outro destaque dos dois, O xote das meninas, foi gravado em 1953, na Victor, por Ivon Curi, cantor que lançaria ainda, com grande sucesso, Farinhada, desta vez sem parceria.

De 1955 data o rojão Forró em Caruaru, interpretado por Jackson do Pandeiro, em disco Copacabana. Diretor folclórico da Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro, teve várias de suas composições com Luís Gonzaga regravadas por este em 1958.

Veja também:



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.

Zé Dantas

Zé Dantas

Zé Dantas (José de Sousa Dantas Filho), compositor e poeta, nasceu em Carnaíba PE (27/2/1921) e faleceu no Rio de Janeiro RJ (11/3/1962). Em 1938 ensaiava suas primeiras composições e escrevia crônicas sobre folclore para a Revista Formação, do Colégio Americano Batista, do Recife PE.


Cerca de nove anos depois conheceu Luiz Gonzaga, de quem se tornou parceiro.

Em 1949 formou-se em medicina no Recife e no ano seguinte foi para o Rio de Janeiro, especializar-se em obstetrícia.

Ainda em 1950, Luís Gonzaga gravou suas composições, em parceria, Vem, morena, A dança da moda, o xote Cintura fina e o seridó Forró do Mané Vito, grande sucesso, na Victor, enquanto os Quatro Ases e Um Curinga lançavam o coco Derramaro o gai, na Odeon. Um ano depois, Luís Gonzaga gravou da dupla o baião Sabiá.

Em 1953 participou com o parceiro e com Paulo Roberto do programa No Mundo do Baião, na Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Outro destaque dos dois, O xote das meninas, foi gravado em 1953, na Victor, por Ivon Curi, cantor que lançaria ainda, com grande sucesso, Farinhada, desta vez sem parceria.

De 1955 data o rojão Forró em Caruaru, interpretado por Jackson do Pandeiro, em disco Copacabana. Diretor folclórico da Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro, teve várias de suas composições com Luís Gonzaga regravadas por este em 1958.

Veja também:



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha, SP, 1998.