sexta-feira, 12 de julho de 2024

Eu já vi tudo

Eu já vi tudo (samba, 1950) - Peterpan e Amadeu Veloso - Intérpretes: Emilinha Borba e Marlene

Disco 78 rpm / Título da música: Eu já vi tudo / Peterpan (Compositor) / Amadeu Veloso (Compositor) / Emilinha Borba (Intérprete) / Marlene (Intérprete) / Orquestra Tabajara de Severino Araújo (Acomp.) / Gravadora: Continental / Gravação: 18/11/1949 / Lançamento: 01/1950 / Nº do álbum: 16147 / Nº da matriz: 2207 / Gênero musical: Samba / Coleção de origem: Nirez



Eu já vi tudo
Tu queres me contrariar!

Eu já vi tudo
Tu queres me contrariar
Este prazer eu não te dou
Não dou, não dou
Nem hei de dar
Se não gostas do samba
Por favor, outro amor vai procurar
(bis)

Queres que eu deixe de sambar
Mas isto não pode ser
Nasci e me criei no samba
E no samba eu hei de morrer
Meu amor, não pode ser!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, 17 de abril de 2024

Sambolândia

Quatro Ases e Um Coringa - 1947

Sambolândia
(samba, 1947) - Pedro Caetano - Interpretação: Quatro Ases e um Coringa

Disco 78 rpm / Título da música: Sambolândia / Pedro Caetano (Compositor) / Quatro Ases e Um Coringa (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Gravação: 17/03/1947 / Lançamento: 05/1947 / Nº do Álbum: 12779 / Nº da Matriz: 8197 / Gênero musical: Samba / Coleção de origem: Nirez



"Sambolândia... simbologia
Quebra a minha nega
Quebra pra mostrar
Que o morro move
De tanto sambar..."



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

E não sou baiano

E não sou baiano (samba, 1945) - Valdemar Ressurreição - Intérprete: Trio de Ouro

Disco 78 rpm / Título da música: E não sou baiano / Valdemar Ressurreição (Compositor) / Trio de Ouro [Herivelto Martins, Nilo Chagas e Dalva de Oliveira] (Intérprete) / Abel com Benedito Lacerda e Seu Conjunto (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Gravação: 11/05/1945 / Lançamento: 09/1945 / Nº do Álbum: 12617 / Nº da Matriz: 7829 / Gênero musical: Samba / Coleção de origem: Nirez



Bahia,
Quem pintou sua aquarela,
Só viu farofa amarela,
Vatapá e cangerê
Ai ai ai
Não viu você,
Não viu, foi pena não ver.

Não viu sua cidade iluminada
Feira do Sete e Calçada
Nem subiu a Conceição,
Seus lindos coqueirais
que cada palma
me falou mais alto à alma
e prendeu meu coração,

Não quero dar exemplo
Só contemplo
a verdade, não minto
Falo somente o que sinto
E não sou baiano, não!

Cantei também no Jandaia
e fui contrito ao Bonfim
Foste à Conceição da Praia?
Fiz uma prece por mim
Também da Cidade Alta
no meu peito o que não falta
é recordação

Ai, ai, ai, ai!
E não sou baiano, não!



Fontes: Discografia Brasileira - IMS; Instituto Moreira Salles.

segunda-feira, 6 de março de 2023

Mamãe não quer

Carmen Miranda - 1930

Em janeiro de 1930, Carmen Miranda gravou "Prá Você Gostar de Mim" (de Joubert de Carvalho, mais conhecida como "Taí") e o disco foi lançado às vésperas do Carnaval de 1930. Foi sucesso durante o ano todo, sendo ainda uma das músicas mais cantadas no carnaval de 1931, até mesmo mais do que no de 1930. No entanto, no mesmo disco, no lado A, continha um samba-canção não muito conhecido intitulado "Mamãe Não Quer" de autoria de Américo de Carvalho. Então, a seguir, mais um tesouro musical pela voz da "Pequena Notável" ...

Mamãe não quer (samba-canção, 1930) - Américo de Carvalho - Intérprete: Carmen Miranda

Disco 78 rpm / Título da música: Mamãe Não Quer / Américo de Carvalho (Compositor) / Carmen Miranda, 1909-1955 (Intérprete) / Choro Victor (Acomp.) / Gravadora: Victor / Nº Álbum: 33263-a / Nº da Matriz: 50162-2 / Gravação: 22/01/1930 / Lançamento: Fevereiro/1930 / Gênero musical: Samba Canção



Ai, eu não sei por quê
que mamãe não quer que eu me case com você (bis)

A minha mãe me disse p'rá eu não me casar
Deixar dessa tolice e não te namorar (bis)

Ai, eu não sei por quê
que mamãe não quer que eu me case com você (bis)

Contigo hei de casar, não ligo o que ela diz
Eu vou me amarrar e vou ser bem feliz (bis)




Fonte: Discografia Brasileira - IMS.

domingo, 29 de janeiro de 2023

Corta-jaca


Conhecido desde 1895, quando foi lançado na opereta-burlesca "Zizinha Maxixe", o tango "Corta-Jaca", cujo título original é "Gaúcho", teve a popularidade redobrada nove anos depois, ao reaparecer na revista Cá e Lá. Comprovam o sucesso as oito gravações que recebeu entre 1904 e 1912 e sua apresentação, em 26.10.1914, numa recepção oficial no Palácio do Catete, então sede do Governo Federal. Na ocasião, foi interpretado pela primeira dama, Sra. Nair de Teffé, fato explorado como escândalo pela oposição.

"Corta-Jaca" ou "Dança do Corta-Jaca", como está classificado em uma de suas edições, é na verdade um maxixe bem sacudido, característica que muito contribuiu para o seu êxito. A fim de ser cantado em Cá e Lá, ganhou letra de Tito Martins e Bandeira de Gouveia, autores da peça ("Ai! Ai! Que bom cortar a jaca / Ai! Sim, meu bem ataca, sem descansar...").
"Não há razão para censurar o Corta-jaca, minha senhora. O tango nasceu nos cabarets escusos, mas... chegou aos salões mais finos... Fez-se por si" (Careta - Rio de Janeiro, ed. 333, de 07/11/1914). No sarau do Catete, em 1914, a primeira-dama Nair de Tefé tocou ao violão o Corta-jaca, maxixe de Chiquinha Gonzaga, causando grande escândalo. O episódio levou Rui Barbosa a ocupar a tribuna do Senado para classificar esse gênero de ritmo como "a mais vulgar e grosseira de nossas manifestações musicais".

Corta-Jaca (Gaúcho) (tango, 1895) - Chiquinha Gonzaga e Machado Careca. Essa composição de Chiquinha recebeu as mais diversas definições de gênero musical nas gravações durante o séc. XX como se nota nos exemplos abaixo.

Interpretação de Os Geraldos, acompanhados ao piano, em 1906:

Disco selo: Odeon Record / Título da música: Corta Jaca / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / Machado Careca (Compositor) / Os Geraldos (Intérprete) / Piano (Acomp.) / Nº do Álbum: 40454 /Lançamento: 1906 / Gênero musical: Duetto / Coleção de Origem: IMS, Nirez



Interpretação de Zé da Zilda, com o Conjunto Regional de Donga, em 1938:

Disco 78 rpm / Título da música: O Corta Jaca / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / José Gonçalves [Zé da Zilda] (Intérprete) / Conjunto Regional de Donga (Acomp.) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 11661-a / Nº da Matriz: 5906 / Gravação: 30/Agosto/1938 / Lançamento: Novembro/1938 / Gênero musical: Corta Jaca / Coleção de Origem: IMS, Nirez



Interpretação de Guio de Moraes e Seus Parentes em 1953:

Disco 78 rpm / Título da música: Gaúcho (Corta Jaca) / Chiquinha Gonzaga (Compositora) / Guio de Moraes e Seus Parentes (Intérprete) / Gravadora: Odeon / Nº do Álbum: 13523-a / Nº da Matriz: 9792 / Gravação: 15/Julho/1953 / Lançamento: Outubro 1953 / Gênero musical: Choro / Coleção de Origem: Nirez



Ai, ai, como é bom dançar, ai! / Corta-jaca assim, assim, assim / Mexe com o pé! / Ai, ai, tem feitiço tem, ai! / Corta meu benzinho assim, assim!

Esta dança é buliçosa / tão dengosa / que todos querem dançar / Não há ricas baronesas / nem marquesas / que não saibam requebrar, requebrar

Este passo tem feitiço / tal ouriço / Faz qualquer homem coió / Não há velho carrancudo / nem sisudo / que não caia em trololó, trololó

Quem me vê assim alegre / no Flamengo / por certo se há de render / Não resiste com certeza / este jeito de mexer



Fontes: A Canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Editora 34​; Instituto Moreira Salles.

O despertar da montanha

"Você acaba de fazer o seu "Danúbio Azul", disse o professor Guilherme Fontainha a Eduardo Souto, quando este lhe mostrou, ao piano, "O Despertar da Montanha". Peça essencial do repertório pianístico brasileiro, típica dos saraus do início do século, "O Despertar da Montanha" é a obra mais conhecida de Souto. Lançada em 1919, com sucesso imediato, tem na capa da edição inicial curioso desenho, que mostra uma cena pastoril de natureza européia: ao pé de suntuosa montanha, um pastor descansa tocando flauta, enquanto seu cão vigia um rebanho de quinze ovelhas...

Mas, se a cena é européia, a composição é bem brasileira, tendo ajudado até a fixar uma forma de tango, que Eduardo Souto chama de tango de salão, diferente dos tangos de Nazareth, mais próximos do choro. "O Despertar da Montanha" tem uma letra de Francisco Pimentel, que nada lhe acrescenta.

O Despertar da Montanha (tango de salão, 1919) - Eduardo Souto e Francisco Pimentel

Interpretação de Francisco Mignone e Conjunto Orquestral em 1943:

Disco 78 rpm / Título da música: Despertar da Montanha / Eduardo Souto (Compositor) / Conjunto Orquestral (Intérprete) / Francisco Mignoni [Região] (Intérprete) / Gravadora: Columbia / Nº do Álbum: 75001-b / Nº da Matriz: #594-1 / Gravação: 5/janeiro/1943 / Lançamento: 1943 / Gênero musical: Tango / Coleção de fontes: Nirez, IMS D



Interpretação de Sílvio Caldas em 1946:

Disco 78 rpm / Título da música: Despertar da Montanha / Eduardo Souto (Compositor) / Francisco Pimentel (Compositor) / Sílvio Caldas (Intérprete) / Orquestra Continental (Acomp.) / Gravadora: Continental / Nº do Álbum: 28000-b / Nº da Matriz: #1567-1 / Gravação: 5/agosto/1946 / Lançamento: 1946 / Gênero musical: Canção de tango / Coleção de fontes: Nirez



Interpretação de Roberto Fioravante em 1963:

LP Seresteiro Da Saudade Nº 5 / Título da música: O Despertar da Montanha / Eduardo Souto (Compositor) / Francisco Pimentel (Compositor) / Roberto Fioravante (Intérprete) / Gravadora: Chantecler / Nº do Álbum: CMG 2218 / Ano: 1963 / Gênero musical: Canção / Seresta



Quando a noite entra na agonia, / Surgem os primeiros raios, / Na moldura do horizonte, / Iniciam seus ensaios, / Doira-se um monte... / E os lindos ramos mais felizes, / Os que ao longe estão mais altos, / Pintam-se em matizes, / No cimo do planalto... / Sai da sombra um novo dia.

E a luz da madrugada, / Entrando suavemente na floresta, / Beija os ninhos, / E esta festa, / Desperta os passarinhos / E envolve troncos, / Vindo através das folhagens, / Em acordes selvagens, / Anunciam a alvorada.

Desses cantos, sob o sol da manhã, / Em linda festa pagã, / Escorre a vida, cheia de encantos, / E transborda, numa chuva de cores, / E entre os vales sonhadores, / A montanha acorda.


Fonte: A canção no tempo - 85 anos de músicas brasileiras (Vol. 1: 1901-1957) - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello.

Franqueza rude

Mário Pinheiro - Jornal de Theatro & Sport (1918)

Franqueza rude (modinha, 1917) - Belchior da Silveira (Caramuru) e João B. Fittipaldi - Intérprete: Mário Pinheiro

Disco 76 rpm, 27", selo: Odeon / Título da música: Franqueza Rude / Caramuru (Compositor) / João B. Fitipaldi (Compositor) / Mário Pinheiro (Intérprete) / Piano e Violão (Acomp.) / Nº Álbum 121328 / Lançamento: 1917 / Gênero musical: Canção / Coleção de Origem: IMS, Nirez



O teu olhar, tem tanto fogo e tanto ardor,
Que é bem capaz, de seduzir e de prender,
Mais é o efeito de um capricho e não de amor,
Porque em teu peito, amor não pode mais haver.


Tem conseguido, acorrentar aos olhos teus,
Os desditosos, que se deixam iludir,
Pois há mim, não prenderás, juro por deus,
Que aos teus ardís, eu hei de sempre resistir.


Eu não me iludo não,
Com teu olhar ardente,
Porque teu coração,
Pertence há muita gente.

Acostumada a seduzir e a dominar,
Julgaste fácil, dominar a mim também,
Mas nunca ao teu querer eu hei de me curvar,
Porque sou muito altivo e como eu sou ninguém,
Tiveste um dia, a vã idéia em me fitar,
Com toda a força de teus olhos de serpente,
Eu não me deixo fascinar, por teus olhares,
Eu não me prendo nos teus olhos, na corrente.

Mesmo que teu amor,
Seja um amor sincero,
Mil vezes quero a dor,
Mas teu amor, não quero !

Não quero amor,
De quem amando, todo mundo,
Não sabe amar,
Como a um só se deve amar,
Embora o meu penar,
Seja um penar profundo,
Não hei de amar-te um segundo,
E nunca, nunca te beijar,
Transformarei meu coração num baluarte,
Pra resistir, aos teus assaltos, infernais,
Hei este orgulho dominar,
Hei de mostrar-te,
Que tu só és,
Mulher, mulher e nada mais !

Não estejas a fitar,
Assim quem não te quer,
Quem nunca ás de domar,
Quem nunca ás de vencer !...

sábado, 28 de janeiro de 2023

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domingo, 1 de janeiro de 2023

Comidas, meu santo!...

Representação de "Comidas, meu Santo" no Teatro Recreio em 1925. Ao lado a atriz Margarida Max.

A expressão "comidas, meu santo" usada muito antes da década dos 1920, criticava e zombava de certos comportamentos do povo e dos políticos de outrora (imaginem dos políticos de hoje...). O Teatro de Revista não perdoava, mandava ver... era o espelho...

Comidas, meu santo!... (samba/carnaval, 1925) - Costinha e Alfredo Breda ("Samba carnavalesco, dedicado ao grupo das Sabinas do Clube dos Fenianos, música de J. Fonseca Costa, o Costinha, e letra de Alfredo Breda") - Da revista do mesmo nome de Marques Porto e Ary Pavão.

Disco selo: Odeon R / Título da música: Comidas, meu santo!... / J. Fonseca da Costa "Costinha" (Compositor) / Fernando (Intérprete) / Jazz Band Sul Americano Romeu Silva (Acomp.) / Coro (Acomp.) / Nº do Álbum: 122831 / Lançamento: 1925 / Gênero musical: Samba carnavalesco


Certa moça a "la garçonne"
       Ó lé lé
Que está estudando canto
Mas não larga o telephone
O que é?...

Côro:   Comidas meu Santo!...
        Comidas meu Santo!... 

Sei tambem de uma modista
        Ó lé lé
Que é mesmo um bello encanto
Porém vai muito ao dentista
O que é?...

Côro:   Comidas meu Santo!...
        Comidas meu Santo!...

Certa zinha já matrona
       Ó lé lé
E já posta para o canto
Anda sempre pela zona
O que é?...

Côro:   Comidas meu Santo!...
        Comidas meu Santo!...

Eu conheço certo zinho
      Ó lé lé
Anda muito pintadinho
O que é?...

Côro:   Comidas meu Santo!...
        Comidas meu Santo!...



Fontes: Gazeta de Notícias, de 14/02/1925; Revista O Malho, de 20/06/1925

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Legião Urbana: Letras, Cifras e Músicas



Legião Urbana: Letras, Cifras e Músicas














































































quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Chico Buarque: Letras, Cifras e Canções


Canções de Chico na grande maioria interpretadas por ele, outras dele interpretadas por outros artistas, excepcionalmente algumas canções de outros compositores.
































































































































































































































Veja também:

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Ai amor

Ai amor (samba, 1943) - Rubens Soares - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Ai amor / Rubens Soares (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Nº do Álbum: 800103-B / Nº da Matriz: S-052800-1 / Gravação: 07/07/1943 / Lançamento: Setembro/1943 / Gênero musical: Samba



Ai amor, ai amor
Não faça isso
Que eu não sou merecedor, ai, ai
Ai amor, ai amor
Não faça isso
Que eu não sou merecedor

Você diz que vai embora
Mas você não tem razão
Por uma coisinha à toa
Quer ferir meu coração

Você sabe muito bem
O sacrifício que eu fiz
Pra lhe dar todo o conforto
Para lhe fazer feliz (ai, ai...)

Ai amor, ai amor
Não faça isso
Que eu não sou merecedor

Você diz que vai embora
Mas você não tem razão
Por uma coisinha à toa
Quer ferir meu coração

Você sabe muito bem
O sacrifício que eu fiz
Pra lhe dar todo o conforto
Para lhe fazer feliz (ai, ai...)

Nossa Senhora das Graças

Nossa Senhora das Graças (samba-canção, 1956) - Lupicínio Rodrigues - Intérprete: Nelson Gonçalves

A música foi lançada originalmente pelo autor, na Copacabana, em 1955, no LP de 10 polegadas "Roteiro de um boêmio". O sucesso, porém, só aconteceu na voz de Nelson Gonçalves, que fez seu registro na RCA Victor de sempre em 29 de fevereiro de 1956 (foi ano bissexto, como se vê), com lançamento em agosto seguinte no 78 rpm n.o 80-1642-A, matriz BE6VB-1006 (Fonte: Samuel Machado Filho, Youtube)

Disco 78 rpm / Título da música: Nossa Senhora das Graças / Lupicínio Rodrigues, 1914-1974 (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Nº Álbum 801642-a / Nº Matriz: BE6-VB-1006 / Gravação: 29/02/1956 / Lançamento: Agosto/1956 / Gênero musical: Samba-canção.

LP Nelson Gonçalves - Seleção De Ouro Vol. 4 / Título da música: Nossa Senhora das Graças / Lupicínio Rodrigues, 1914-1974 (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Orquestra (Acomp.) / Gravadora: RCA Victor / Ano: 1968 / Catálogo: BBL 1440 / Lado B / Faixa 6 / Gênero musical: Samba-canção.


Introdução: F7M Gm7 C7 F7M Dm Gm C7 F6 

F7M                 Gm7 C7 F 
Nossa Senhora das Graças 
     Dm         Am5-/7 D7 
Eu estou desesperado 
Gm7 C7            A7/13- 
Sabe que eu sou casado  
          Dm7 
Tenho um filho que me adora 
        G7         Db7   C7 
E uma esposa que me quer 
F7M      Dm7        G7  C7 
Nossa Senhora das Graças 
F7M             Cm7 F7 Bb 
Estou sendo castigado 
        C7/13      F7M 
Fui brincar com o pecado 
         Dm7       Gm7 
E hoje estou apaixonado 
    C7           F6 
Por uma outra mulher 
 Gm7 
Virgem  
    C7                F6 
Por tudo que é mais sagrado 
                  Gm7 
Embora eu seja culpado 
        C7         F 
Não me deixe abandonado 
        G7       Gm7 C7 
Quero a sua proteção 
F      Bb 
Virgem 
         Bdim        Am7  D7 
Dê-me a pena que quiseres 
                  Gm7 
Mas devolva se puderes 
      C7/9-       F 
A sua verdadeira dona 
 Dm     Gm7  C7  F6 
Meu perverso coração

Negue

Vários cantores de diferentes épocas e estilos — Cauby Peixoto, Nelson Gonçalves, Agostinho dos Santos, Maria Bethânia, Ney Matogrosso gravaram “Negue”, o que atesta o prestígio deste samba, um dos melhores de Adelino Moreira.

Interpretada de forma veemente, como pedem os seus versos (“Diga que já não me quer / negue que me pertenceu / que eu mostro a boca molhada / e ainda manchada / pelo beijo seu...”), a composição foi o grande sucesso de Adelino (parceria com Enzo de Almeida Passos) no fértil ano de 1960, quando ele abastecia os repertórios de Nelson Gonçalves, Carlos Augusto e Núbia Lafayette.

Aliás, foi o cearense Carlos Augusto (Carlos Antônio de Souza Moreira) quem puxou o sucesso da composição. Em 1983, “Negue” seria regravada pelo grupo punk Camisa de Vênus (A Canção no Tempo - Vol. 2 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello - Ed. 34).

Negue (samba-canção, 1960) - Enzo de Almeida Passos e Adelino Moreira - Intérprete: Nelson Gonçalves

LP Nelson Gonçalves - Seleção De Ouro Vol. 2 / Título da música: Negue / Adelino Moreira, 1918-2002 (Compositor) / Enzo de Almeida Passos, 1928-1991 / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor - RCA Camden / Álbum: BBL 1114 – 107.0066 / Ano: 1961 - 1970 / Lado: A / Faixa: 3 / Gênero musical: Samba-canção.

Am        Am7            Dm
Negue seu amor  o seu carinho
Bm7/-5        E7         Am   F   E7
Diga que você já me esqueceu
Am      Am7           Dm
Pise machucando com jeitinho
Bm7/-5   E7              Am   Ab7
Esse coração que ainda é teu
G7                    C7M      F7M
Diga que meu pranto é covardia
Bm7/-5
Mas não se esqueça
E7            Am
Que você foi minha um dia 
Dm                E7
Diga que já não me quer
Dm               E7
Negue que me pertenceu
Am      E7      Am
E eu mostro a boca molhada
Dm     Am        E7    Am
Ainda marcada pelo beijo seu

Voltei à residência

Nelson Gonçalves

Voltei à residência (samba, 1947) - Ari Monteiro e Nóbrega de Macedo - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Voltei à residência / Ari Monteiro (Compositor) / Nóbrega de Macedo (Compositor) / Nelson Gonçalves (Intérprete) / Gravadora: RCA Victor / Nº Álbum: 800540-b / Nº Matriz: S-078730-1 / Gravação: 04/03/1947 / Lançamento: Novembro/1947 / Gênero musical: Samba.



Depois de uma longa ausência
Eu voltei a residência
Vazia do seu amor
E foi bem triste essa volta
Levando só por escolta
A triste sombra da dor

A luz de sonho da lua
Que entrou comigo da rua
Viu sua carta no chão
No chão da casa modesta
Onde viveram em festa
O meu e o seu coração

A luz do luar amigo
Que entrou da rua comigo
Li sua carta a chorar
Li a chorar de alegria
A carta em que você dizia:
"Não posso mais, vou voltar"

A luz de sonho da lua
Que entrou comigo da rua
Viu sua carta no chão
No chão da casa modesta
Onde viveram em festa
O meu e o seu coração

A luz do luar amigo
Que entrou da rua comigo
Li sua carta a chorar
Li a chorar de alegria
A carta em que você dizia:
"Não posso mais, vou voltar"

Voltarás

Nelson Gonçalves

Voltarás (fox-canção, 1945) - Custódio Mesquita e Evaldo Rui - Intérprete: Nelson Gonçalves

Disco 78 rpm / Título da música: Voltarás / Custódio Mesquita, 1910-1945 (Compositor) / Evaldo Rui, 1913-1954 (Compositor) / Nelson Gonçalves, 1919-1998 (Intérprete) / Pernambuco e Sua Orquestra (Acomp.) / Imprenta [S.l.]: Victor / Nº Álbum: 800270-a / Nº Matriz: S-078132-1 / Gravação: 19/02/1945 / Lançamento: Abril/1945 / Gênero musical: Fox.


Voltarás
Hás de voltar um dia...

Esquecerás
A louca fantasia
Que afastou teu amor
Pra tão longe de mim
Que roubou-me o calor
Do teu peito sem fim...

São meus os teus momentos
De nostalgia
São teus meus pensamentos
E a minha alegria
A tempestadade há de passar
Não vês que o sol já se anuncia...

Voltarás
Hás de voltar um dia...

São meus os teus momentos
De nostalgia
São teus meus pensamentos
E a minha alegria
A tempestadade há de passar
Não vês que o sol já se anuncia...

Voltarás

Hás de voltar um dia...